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Tsitsipas diz que propostas da América do Sul não compensam financeiramente

Grego relatou que no mundo do tênis, a preferência é por torneios que ofereçam maiores premiações

Rio de Janeiro (RJ)
Supervisionado porThiago Fernandes,
Dia 26/02/2026
14:58
Stefano Tsitsipas no ATP de Doha 2026 (Foto: Karim JAAFAR / AFP)
imagem cameraStefano Tsitsipas no ATP de Doha 2026 (Foto: Karim JAAFAR / AFP)

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O tenista grego Stefanos Tsitsipas, número 30 do mundo, revelou o motivo de nunca ter disputado torneios da Golden Swing na América do Sul. Ele comparou os valores oferecidos por competições como as de Buenos Aires, Rio de Janeiro e Santiago com outras regiões do circuito. A declaração foi feita em entrevista ao site CLAY.

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— Nunca me ofereceram um acordo bom o suficiente na América do Sul para que eu a considerasse seriamente. O Oriente Médio sempre foi muito melhor em termos de cachês, e a gira europeia também proporcionou fortes incentivos financeiros. Isso faz diferença.

Para o tenista, a escolha dos torneios é determinada por critérios que vão além do interesse pessoal. A logística, o custo do deslocamento e o planejamento da temporada precisam se alinhar estrategicamente e financeiramente. "Serei direto e honesto: do ponto de vista financeiro, é compreensível que eu escolha outros destinos em vez da América do Sul. Todos os jogadores escolhem torneios com base nas garantias também. É assim que o tênis funciona", reforçou o ex-número 3 do mundo.

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Paixão sul-americana pesa na decisão

Apesar da decisão pragmática, Tsitsipas reconheceu a paixão fervorosa do público sul-americano pelo esporte, admitindo que sente falta dessa energia.

— Existe essa paixão na América do Sul que às vezes eu deixo de lado, mas quando a diferença financeira é grande, você não tem escolha a não ser optar pelo que sustenta a sua carreira. Eu adoraria jogar lá. Sempre foi meu sonho visitar a América do Sul e ouvi coisas maravilhosas sobre a região.

O grego fez questão de esclarecer que a ausência não se deve a desinteresse pelo continente. Ele manifestou curiosidade em competir na região e destacou sua forte conexão com os fãs locais, evidenciada pela interação constante nas redes sociais. Contudo, o lado profissional continua sendo o fator decisivo na definição de seu calendário anual.

Vale lembrar que Tsitsipas tem resultados expressivos no saibro, superfície predominante nos torneios sul-americanos, como o tricampeonato em Monte Carlo, o que comprova sua adaptabilidade.

Stefano Tsitsipas no ATP de Doha 2026 (Foto: Karim JAAFAR / AFP)
Stefano Tsitsipas no ATP de Doha 2026 (Foto: Karim JAAFAR / AFP)

Em 2025, o pai de Stefanos Tsitsipas já havia comentado sobre a dificuldade da escolha: "Tivemos muitas conversas sobre isso. No ano passado ele foi bem em Dubai, então ficamos na dúvida se seguiríamos por esse caminho ou se iríamos para o saibro. Estamos pesando os prós e os contras. Buenos Aires, Rio e Santiago são grandes torneios e grandes cidades, mas o calendário logo após o Aberto da Austrália torna tudo mais complicado. Ainda assim, é sempre uma opção", disse na época.

A Golden Swing sul-americana, composta pelos torneios de Buenos Aires, Rio de Janeiro e Santiago, acontece anualmente logo após o Australian Open.

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