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Brasil inicia campanha nos Jogos Paralímpicos de Inverno com expectativa por medalhas

Oito brasileiros vão em busca da sonhada medalha de Paralimpíada

Rio de Janeiro (RJ)
Supervisionado porThiago Fernandes,
Dia 07/03/2026
10:00
Atualizado há 2 minutos
Cristian Ribera no treino livre para os Jogos Paralímpicos de Milão-Cortina 2026 (Foto: Alessandra Cabral/CPB)
imagem cameraCristian Ribera no treino livre para os Jogos Paralímpicos de Milão-Cortina 2026 (Foto: Alessandra Cabral/CPB)

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O calendário brasileiro nos Jogos Paralímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 começa neste sábado (7). Com uma delegação recorde de oito atletas, o país terá representantes em três modalidades — para biatlo, para snowboard e para esqui cross-country.

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A equipe reúne nomes experientes e estreantes em busca de resultados inéditos para o país na principal competição do esporte paralímpico de inverno.

➡️ Jogos Paralímpicos de Milão-Cortina começam nesta sexta; veja programação completa do Brasil na disputa!

Esquadrão brasileiro

  • Aline Rocha — esqui cross-country e biatlo
  • André Barbieri — snowboard
  • Cristian Ribera — esqui cross-country
  • Elena Sena — esqui cross-country e biatlo
  • Guilherme Rocha — esqui cross-country e biatlo
  • Robelson Moreira Lula — esqui cross-country e biatlo
  • Vitória Machado — snowboard
  • Wellington Silva — esqui cross-country
Elena Sena no treino livre para os Jogos Paralímpicos de Milão-Cortina 2026 (Foto: Alessandra Cabral/CPB)
Elena Sena no treino livre para os Jogos Paralímpicos de Milão-Cortina 2026 (Foto: Alessandra Cabral/CPB)

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Para esqui cross-country

Presente no programa paralímpico desde 1976, o esqui cross-country é uma das modalidades mais tradicionais dos Jogos de Inverno. As provas exigem resistência, técnica e estratégia em percursos variados na neve.

Os atletas competem em diferentes classes funcionais e podem utilizar equipamentos adaptados, como o sit-ski, assento acoplado a esquis para competidores com deficiência nos membros inferiores. Nas classes visuais B2 e B3, o uso de atleta-guia é opcional.

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O Brasil terá seis representantes na modalidade: Wellington Silva, Elena Sena, Guilherme Rocha, Aline Rocha, Cristian Ribera e Robelson Lula.

➡️ Do recorde à medalha: como Milão-Cortina muda status do Brasil no inverno

Para biatlo

O biatlo paralímpico combina resistência física e precisão. Durante a prova, os atletas alternam trechos de esqui com paradas no estande para acertar alvos a 10 metros de distância, exigindo controle da respiração após esforço intenso.

As distâncias variam entre 7,5 km e 12,5 km. O Brasil contará com quatro competidores na categoria sentada: Aline Rocha, Elena Sena, Guilherme Rocha e Robelson Lula.

Nas classes para atletas com deficiência visual, que não integram a delegação brasileira nesta edição, o tiro é auxiliado por sistemas acústicos, que indicam a direção do alvo.

Para snowboard

Modalidade relativamente recente no programa paralímpico, o snowboard estreou nos Jogos de Sochi-2014 e rapidamente ganhou popularidade pelo dinamismo das provas.

O Brasil terá dois representantes gaúchos: André Barbieri, que disputa sua segunda Paralimpíada, e Vitória Machado, que faz história como a primeira mulher brasileira a competir na modalidade em Jogos Paralímpicos de Inverno.

As disputas são divididas em duas disciplinas:

  • Snowboard cross, com descidas em pistas cheias de obstáculos e saltos;
  • Banked slalom, prova contra o relógio em percurso sinuoso.

Atenção em Cristian Ribera e Aline Rocha

Entre os principais nomes da delegação brasileira estão Cristian Ribera e Aline Rocha, ambos experientes em Jogos Paralímpicos de Inverno.

Natural de Rondônia, Cristian Ribera disputa sua terceira Paralimpíada. Ele estreou em PyeongChang 2018, aos 15 anos, quando terminou na sexta colocação nos 15 km do esqui cross-country. Em Pequim 2022, alcançou como melhor resultado o oitavo lugar nos 20 km, na classe sitting.

Cristian é irmão de Duda Ribera, que brilhou no esqui cross-country durante os Jogos Olímpicos em fevereiro.

Já a paranaense Aline Rocha também chega à terceira participação paralímpica de inverno, após competir em PyeongChang 2018 e Pequim 2022. A atleta tem trajetória versátil: além do esqui, representou o Brasil no atletismo nos Jogos Paralímpicos de Verão Rio 2016 e Paris 2024.

Resultados recentes animam

O desempenho recente na Copa do Mundo de paraesqui, disputada em janeiro em Finsterau, na Alemanha, reforça o potencial da dupla.

Na prova feminina dos 10 km com largada intervalada na classe sentada, Aline Rocha terminou na quinta colocação, enquanto Cristian Ribera ficou em quarto lugar na disputa masculina, resultado que o deixou próximo do pódio.

A performance foi especialmente positiva para Aline, que conseguiu melhorar seu retrospecto internacional na modalidade às vésperas dos Jogos.

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