Bia Ferreira volta ao boxe olímpico: 'Falta o ouro'
Campeã mundial segue entre as melhores da categoria

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Bia Ferreira não sabe o que é o modo "descanso". Após conquistar a medalha de bronze nos Jogos de Paris-2024, a de prata em Tóquio-2020, e consolidar seu nome no boxe profissional, a baiana deixou claro que o capítulo olímpico em sua vida está longe de ser encerrado. Pioneira na "carreira híbrida" no Brasil, Bia já está de volta aos treinos, focada em um objetivo ambicioso: disputar sua terceira Olimpíada e completar a coleção de medalhas com o ouro em Los Angeles 2028.
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Bia Ferrerira garante: "Nunca foi um adeus"
Diferentemente do que se especulou após o pódio na França, Bia nunca pensou em parar com o boxe olímpico. Para ela, o afastamento temporário da Seleção foi um movimento estratégico para ganhar bagagem no boxe profissional e se adaptar às diferenças entre os dois formatos do esporte. A brasileira destacou que o boxe olímpico e o profissional exigem comportamentos completamente diferentes, tanto física quanto mentalmente.
— Eu nunca vi como um adeus. Foi só um até logo. Eu precisava de um tempo para ganhar experiência e me sentir confortável no profissional. É o mesmo esporte, mas são completamente diferentes. Devia até ter outro nome — explica a atleta.
A boxeadora ressaltou que manter os dois caminhos é exaustivo, mas necessário para abrir portas para novos brasileiros, já que o cenário profissional no país ainda carece de estrutura. Segundo Bia, o retorno já fazia parte do planejamento para buscar a vaga olímpica.
— Não seria justo com a minha carreira se eu terminasse com uma derrota no final. Por isso, me aventurei em uma carreira híbrida em que ninguém tinha conseguido fazer ainda.
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O bronze como combustível
Com a autoridade de quem subiu ao pódio em duas edições consecutivas, Bia faz uma análise sincera sobre seus resultados. Surpreendentemente, ela revela que a medalha de bronze conquistada em Paris trouxe uma sensação de paz que a prata de Tóquio não proporcionou.
— O bronze dói menos do que a prata. Em Tóquio, chegar à final foi especial, mas em Paris eu estava muito cansada. Respeitei meu corpo e entendi que era o que dava para fazer ali. Não tenho mágoa, só aprendizado: quando a gente acha que treinou o suficiente, tem que treinar mais um pouquinho.
As conquistas estão eternizadas não apenas na história, mas na pele. Bia carrega as medalhas tatuadas:
— Tenho duas medalhas olímpicas. Elas são muito inspiradoras. Tanto, que eu sonho em ter mais uma.
Uma nova versão para Los Angeles 2028
O que mudou na Bia Ferreira que agora inicia o ciclo para sua terceira Olimpíada? Segundo a própria, a palavra-chave é experiência. Ou melhor, a boa e velha "malandragem" do ringue.
— Estou um pouco mais malandra, dosando na hora que tem que dosar, sendo mais observadora e sábia.
Para os fãs, ela promete que a essência permanece a mesma: entrega total nos treinos, busca incessante por vitórias e, claro, as tradicionais dancinhas de comemoração após os combates.
— O ouro olímpico é o meu maior objetivo. Seria incrível finalizar minha carreira com o título de campeã olímpica e ter o pódio completo na minha casa. Eu acredito nisso e vou brigar até o fim — projeta a boxeadora.

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