Todos os artilheiros do Brasil em cada edição da Copa do Mundo
Dos pioneiros aos ídolos modernos, quem carregou o Brasil nos gols nas Copas.

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Desde 1930, a Seleção Brasileira construiu sua identidade nas Copas do Mundo a partir do talento ofensivo. Mesmo quando o título não veio, quase sempre houve um nome responsável por liderar o Brasil em gols, simbolizando esperança, protagonismo e, muitas vezes, resistência em campanhas difíceis. O Lance! relembra Todos os artilheiros do Brasil em cada edição da Copa do Mundo.
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Ser o artilheiro do Brasil em uma Copa não significa apenas marcar gols. Em muitos casos, esse jogador assumiu o peso emocional de uma nação, atuando como referência técnica em elencos pressionados por expectativas gigantescas. Em outras edições, foi o ponto de equilíbrio em times coletivamente brilhantes.
Ao longo de mais de nove décadas de Mundiais, o Brasil teve artilheiros de estilos muito diferentes: pontas velozes, centroavantes clássicos, meias goleadores e até líderes silenciosos. Alguns terminaram como artilheiros da Copa; outros dividiram os gols em campanhas frustrantes.
A seguir, edição por edição, estão todos os artilheiros da Seleção Brasileira em Copas do Mundo, com o contexto de cada torneio e o significado daqueles gols para a história do futebol brasileiro.
Todos os artilheiros do Brasil em cada edição da Copa do Mundo
1930 – Uruguai
Preguinho – 3 gols - o primeiro artilheiro do Brasil
Na primeira Copa do Mundo da história, o Brasil ainda buscava identidade internacional. Preguinho, jogador do Fluminense, marcou três gols e entrou para a história ao fazer o primeiro gol do Brasil em Copas, contra a Iugoslávia. Mesmo com a eliminação precoce, seu nome ficou eternizado como pioneiro.
1934 – Itália
Leônidas da Silva – 1 gol para o Brasil
A Copa de 1934 foi curta e traumática para o Brasil, eliminado logo na estreia. Leônidas marcou o único gol brasileiro no torneio. Ainda assim, aquele Mundial foi parte do processo que o levaria ao estrelato poucos anos depois.
1938 – França
Leônidas da Silva – 7 gols para o Brasil
Em 1938, Leônidas se transformou em fenômeno mundial. Com sete gols, foi artilheiro da Copa do Mundo, liderando o Brasil ao terceiro lugar. Seu estilo acrobático e decisivo consolidou a imagem do futebol brasileiro como espetáculo.
1950 – Brasil
Ademir de Menezes – 9 gols - maior artilheiro em uma edição para o Brasil
No Mundial do Maracanã, Ademir foi o grande goleador da competição. As divergências estatísticas variam entre oito e nove gols, mas o fato é incontestável: foi o artilheiro da Copa de 1950. Sua atuação extraordinária acabou ofuscada pelo desfecho traumático do torneio.
1954 – Suíça
Didi – 2 gols
Julinho Botelho – 2 gols
Pinga – 2 gols
Em uma Copa marcada por indisciplina e eliminação precoce, o Brasil teve seus gols divididos. Didi, Julinho e Pinga terminaram empatados como artilheiros da equipe, refletindo um time talentoso, porém instável.
1958 – Suécia
Pelé – 6 gols - a primeira vez do Rei pelo Brasil
Aos 17 anos, Pelé explodiu para o mundo. Com seis gols, foi o artilheiro do Brasil e protagonista absoluto do primeiro título mundial. Seus gols em semifinal e final definiram uma nova era para a Seleção.
1962 – Chile
Garrincha – 4 gols
Vavá – 4 gols
Com Pelé lesionado, Garrincha assumiu o protagonismo e dividiu a artilharia brasileira com Vavá. Ambos terminaram também como artilheiros da Copa, conduzindo o Brasil ao bicampeonato.
1966 – Inglaterra
Pelé – 1 gol - menor número de gols de artilheiros do Brasil
Garrincha – 1 gol
Tostão – 1 gol
Rildo – 1 gol
A Copa de 1966 simbolizou o colapso de uma geração campeã. Os gols foram pulverizados entre quatro jogadores, nenhum deles conseguindo carregar o time em uma campanha marcada por violência e desorganização.
1970 – México
Jairzinho – 7 gols - um gol por jogo pelo Brasil
Jairzinho fez história ao marcar em todos os jogos do Brasil no tricampeonato. Seus sete gols simbolizam uma das campanhas mais perfeitas já vistas em Copas do Mundo.
1974 – Alemanha Ocidental
Rivelino – 3 gols
Mesmo sem repetir o brilho de 1970, o Brasil teve em Rivellino sua principal referência ofensiva. Seus três gols refletiram talento individual em um time em transição.
1978 – Argentina
Roberto Dinamite – 3 gols
Dirceu – 3 gols
Em uma Copa marcada por polêmicas, Dinamite e Dirceu dividiram a artilharia brasileira. A campanha terminou invicta, mas sem final, reforçando a sensação de frustração.
1982 – Espanha
Zico – 4 gols
Zico foi o artilheiro do Brasil na Copa de 1982, símbolo máximo de um time encantador que não conquistou o título. Seus quatro gols são lembrados até hoje como parte de uma das maiores seleções sem taça.
1986 – México
Careca – 5 gols
Careca assumiu o protagonismo ofensivo em 1986, marcando cinco gols. Mesmo com o talento individual, o Brasil caiu novamente diante da França.
1990 – Itália
Careca – 2 gols
Müller – 2 gols
A Copa de 1990 foi pragmática e pouco inspirada. Careca e Müller dividiram a artilharia em uma campanha sem brilho técnico.
1994 – Estados Unidos
Romário – 5 gols - artilheiro e campeão do mundo pelo Brasil
Romário foi o rosto do tetracampeonato. Seus cinco gols, muitos deles decisivos, fizeram dele o principal responsável pela conquista após 24 anos de jejum.
1998 – França
Ronaldo – 4 gols - primeira vez do Fenômeno como artilheiro do Brasil
Mesmo com a derrota na final, Ronaldo foi o artilheiro do Brasil em 1998, consolidando-se como o principal atacante do futebol mundial naquele período.
2002 – Coreia do Sul e Japão
Ronaldo – 8 gols - Artilheiro do Brasil e da Copa
Na maior redenção individual da história das Copas, Ronaldo marcou oito gols e foi artilheiro do Mundial, conduzindo o Brasil ao pentacampeonato.
2006 – Alemanha
Ronaldo – 3 gols - a última Copa do Fenômeno pelo Brasil
Mesmo fora do auge físico, Ronaldo voltou a liderar o Brasil em gols, tornando-se também o maior artilheiro da história das Copas até então.
2010 – África do Sul
Luís Fabiano – 3 gols
Luís Fabiano foi o principal goleador em uma Copa marcada por expectativas frustradas e eliminação precoce.
2014 – Brasil
Neymar – 4 gols - apesar da lesão, o camisa 10 foi o artilheiro do Brasil
Em casa, Neymar assumiu o peso da Seleção. Seus quatro gols o tornaram o artilheiro brasileiro antes da lesão que mudou o rumo do torneio.
2018 – Rússia
Neymar – 2 gols
Philippe Coutinho – 2 gols
A artilharia dividida refletiu um time sem referência ofensiva clara, eliminado nas quartas de final.
2022 – Catar
Richarlison – 3 gols - o último artilheiro do Brasil
Richarlison foi o artilheiro brasileiro no Catar, marcando gols decisivos e simbólicos em uma Copa encerrada com frustração, mas também com renovação ofensiva.
Todos os artilheiros do Brasil em cada edição da Copa do Mundo: o legado
Ao longo da história das Copas, os artilheiros do Brasil ajudaram a contar a própria evolução do futebol nacional. Dos pioneiros aos craques globais, cada edição teve seu protagonista — alguns eternizados em títulos, outros lembrados pela resistência em momentos difíceis.
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