Por onde anda Vágner, ex-meio-campista de Santos e Vasco?
Da idolatria no futebol europeu ao afastamento voluntário da vida pública.

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Vágner Rogério Nunes, nascido em 19 de março de 1973, em Bauru (SP), representa um perfil cada vez mais raro no futebol brasileiro: o jogador de grande carreira técnica que optou por desaparecer do ambiente público após a aposentadoria. O Lance! conta por onde anda Vágner.
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Dono de uma polivalência incomum, Vágner atuou como meia central, segundo volante e até lateral-direito, sempre combinando boa leitura de jogo, técnica apurada e inteligência tática. Essa versatilidade permitiu que se adaptasse a contextos muito distintos — do futebol brasileiro dos anos 1990 ao cenário competitivo do futebol europeu no início dos anos 2000.
Embora tenha passado por clubes grandes no Brasil, foi fora do país que construiu sua fase mais reconhecida, tornando-se um dos brasileiros mais respeitados da história recente do Celta de Vigo.
Santos, Vasco e a consolidação no futebol brasileiro
Após iniciar a carreira no interior paulista, Vágner ganhou projeção nacional no Santos Futebol Clube, onde chegou em 1995 como reforço emergencial. No clube, destacou-se rapidamente:
- Vice-campeão brasileiro em 1995
- Campeão do Torneio Rio–São Paulo em 1997
- 80 jogos e 11 gols pelo Santos
O desempenho o levou ao futebol europeu, mas antes disso, sua carreira no Brasil ainda teria capítulos importantes.
Emprestado ao Club de Regatas Vasco da Gama, Vágner viveu uma de suas fases mais vencedoras. Improvisado na lateral-direita — posição carente no elenco — tornou-se peça fundamental de um dos maiores times da história do clube:
- Campeão da Libertadores de 1998
- Campeão Carioca de 1998
- Campeão do Rio–São Paulo de 1999
Sua capacidade de adaptação foi decisiva para que se firmasse em um elenco estrelado, mesmo fora de sua posição de origem.
Clubes em que Vágner jogou
Ao longo de 17 anos como profissional (1990–2006), Vágner construiu uma carreira diversificada, passando por clubes de diferentes perfis e países:
- Paulista de Jundiaí – início como profissional
- União São João – projeção nacional na Série A
- Santos – consolidação no cenário brasileiro
- AS Roma – transferência internacional
- Vasco da Gama (empréstimo) – auge esportivo e títulos
- São Paulo Futebol Clube (empréstimo) – campeão paulista em 2000
- Celta de Vigo – maior sequência da carreira e idolatria
- Clube Atlético Mineiro – última experiência profissional
No São Paulo, atuou como segundo volante, somando 54 jogos e 4 gols, antes de encerrar sua passagem por divergências internas. Já no Celta, disputou 106 partidas, marcou 7 gols e participou de campanhas históricas na Liga dos Campeões da UEFA.
O auge na Espanha e a Seleção Brasileira
Entre 2000 e 2004, Vágner viveu o auge de sua carreira no futebol espanhol. No Celta de Vigo, tornou-se ídolo da torcida, ajudando o clube a disputar competições europeias e conquistar títulos regionais.
O desempenho o levou à Seleção Brasileira, pela qual atuou em 2001, integrando o elenco da Copa das Confederações, como reserva de Leomar. Embora tenha tido apenas uma partida oficial pela Seleção, a convocação consolidou seu status internacional.
Por onde anda Vágner?
Vágner encerrou a carreira precocemente, aos 30 anos, após uma passagem curta pelo Atlético Mineiro em 2005, motivado principalmente por lesões recorrentes. Diferentemente da maioria dos ex-jogadores de sua geração, optou por não permanecer no futebol de forma visível.
No pós-carreira:
- Formou-se em Administração
- Concluiu pós-graduação em Teologia
- Teve breve passagem como diretor do Londrina, em 2010
Desde então, mantém uma vida extremamente discreta, longe da mídia esportiva, sem atuação constante como comentarista, treinador ou dirigente. Suas raras aparições públicas ocorrem de forma pontual, em entrevistas isoladas ou vídeos ocasionais na internet.
Um caso raro de afastamento voluntário
A trajetória de Vágner chama atenção justamente pelo que não aconteceu após a aposentadoria. Sem buscar protagonismo público, sem explorar a carreira passada como capital midiático, ele representa um caso raro de afastamento consciente do futebol profissional.
Em uma geração marcada por ex-jogadores que migraram para a televisão, comissões técnicas ou redes sociais, Vágner seguiu caminho oposto — silencioso, reservado e distante dos holofotes, apesar de uma carreira que o colocou entre os brasileiros mais respeitados de sua época no futebol europeu.
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