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Por onde anda Wellerson, ex-goleiro do Fluminense?

Do trauma no Maracanã à consolidação como treinador de goleiros.

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Lance!
São Paulo (SP)
Dia 08/02/2026
06:50
Wellerson Ribeiro Dias foi titular absoluto do Fluminense nos anos 1990 e hoje atua como treinador de goleiros fora do Brasil. (Reprodução)
imagem cameraWellerson Ribeiro Dias foi titular absoluto do Fluminense nos anos 1990 e hoje atua como treinador de goleiros fora do Brasil. (Reprodução)

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Wellerson Ribeiro Dias, nascido em 19 de janeiro de 1972, destacou-se como goleiro no Fluminense na década de 1990.
Foi titular absoluto entre 1993 e 1997, com 158 jogos e um título histórico em 1995.
Uma falha em 1997 levou ao seu afastamento do Fluminense e ao fim de sua carreira na equipe.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

Wellerson Ribeiro Dias, nascido em 19 de janeiro de 1972, em Carangola (MG), construiu uma trajetória marcada por altos extremos emocionais no futebol brasileiro. Revelado pelas categorias de base do Fluminense Football Club, assumiu a titularidade ainda jovem e tornou-se um dos goleiros mais presentes do clube na década de 1990. O Lance! conta por onde anda Wellerson.

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Entre 1993 e 1997, Wellerson foi titular praticamente absoluto. Disputou 158 partidas oficiais, sendo apenas duas como reserva, com números expressivos para a época: 68 vitórias, 45 empates e 45 derrotas, sofrendo 173 gols (média de 1,09 por jogo). Era um goleiro de estilo seguro, boa colocação e leitura de jogo, que transmitia confiança a um time frequentemente instável.

O auge esportivo veio em 1995, no Campeonato Carioca mais emblemático da história recente do clube. Wellerson foi o goleiro do título decidido pelo célebre "gol de barriga" de Renato Gaúcho, em um Fla-Flu histórico, com o Fluminense terminando a partida com dois jogadores expulsos. Naquele período, chegou a ser citado em levantamentos não oficiais como integrante da lista de goleiros com uma das maiores sequências sem sofrer gols no futebol brasileiro, algo em torno de 759 minutos.

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Mas a mesma intensidade que o levou ao protagonismo também marcou sua ruptura.

A falha de 1997 e a ruptura emocional com o Fluminense

Em 1997, uma falha grave em partida contra o América-RJ desencadeou um dos episódios mais simbólicos de sua carreira. Abalado psicologicamente, Wellerson deixou o campo por iniciativa própria e, segundo relatos da época, decidiu que não voltaria mais a jogar profissionalmente pelo Fluminense.

O episódio marcou uma ruptura emocional profunda com o clube onde havia sido formado e consolidado. Diferentemente de outros jogadores que retornam após erros decisivos, Wellerson optou por encerrar aquele ciclo de forma definitiva, mesmo ainda em idade competitiva.

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A partir dali, sua carreira como jogador entrou em trajetória descendente, com passagens por clubes de menor projeção até o encerramento definitivo em 2003.

Clubes em que Wellerson jogou

Ao longo de sua carreira como atleta profissional, Wellerson defendeu clubes de diferentes regiões e contextos competitivos:

  1. Fluminense (1993–1997) – titular absoluto e campeão carioca
  2. Americano-RJ (1998–1999)
  3. Ituano (1999)
  4. Juventude (2000) – integrante do elenco que disputou a Libertadores
  5. Olaria (2001)
  6. Coritiba (2001–2002)
  7. America-RJ (2002)
  8. Sampaio Corrêa (2003)
  9. Gondomar (Portugal, 2003) – último clube como jogador

Apesar das diversas camisas, sua imagem permanece fortemente associada ao Fluminense, tanto pelo auge esportivo quanto pelo trauma que encerrou sua passagem.

A reinvenção: da meta ao banco de reservas

Após encerrar a carreira como jogador, Wellerson (@welersondias01) protagonizou uma transição nem tão rara e bem-sucedida. Em vez de se afastar do futebol, decidiu permanecer na mesma função — agora do outro lado.

Iniciou a trajetória como treinador de goleiros, passando pelas categorias de base do próprio Fluminense e por projetos de formação no futebol carioca, como o Sendas (atual Audax-RJ). A carreira ganhou dimensão internacional quando integrou a comissão técnica da Seleção Sub-20 do Irã, sob comando de René Simões — experiência que ele próprio descreveu como marcada por alto nível de estrutura, organização e profissionalismo.

Entre 2007 e 2012, trabalhou no Aris Thessaloniki, da Grécia, consolidando-se como especialista em preparação de goleiros no futebol europeu.

Por onde anda Wellerson?

Atualmente, Wellerson vive e trabalha no Oriente Médio. Ele é treinador de goleiros do Al Wasl Football Club, equipe da primeira divisão dos Emirados Árabes Unidos.

Longe dos holofotes do futebol brasileiro, construiu uma carreira estável e respeitada fora do país, mantendo-se ativo em alto nível técnico. Pai de dois filhos, Wellerson leva uma vida discreta, raramente concedendo entrevistas, mas sem romper os vínculos afetivos com o Fluminense — clube que o projetou e, ao mesmo tempo, o marcou profundamente.

Sua trajetória simboliza superação psicológica e reinvenção profissional: de goleiro protagonista, passando por um trauma público, até se transformar em referência técnica internacional em uma das funções mais especializadas do futebol moderno.

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