Por onde anda Márcio Theodoro, ex-zagueiro do Botafogo?
Do título brasileiro de 1995 a uma vida longe do futebol profissional.

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Márcio Paraíso Theodoro, nascido em 19 de fevereiro de 1968, no Rio de Janeiro, teve uma carreira que ilustra como um único lance pode se sobrepor a anos de desempenho profissional. Revelado pelo Madureira Esporte Clube, destacou-se como zagueiro alto, de jogo aéreo forte e leitura defensiva segura, características que o levaram ao Botafogo de Futebol e Regatas em meados da década de 1990. O Lance! conta por onde anda Márcio Theodoro.
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No Botafogo, fez parte do elenco campeão brasileiro de 1995, um dos títulos mais emblemáticos da história do clube. Apesar disso, sua imagem ficou fortemente associada a um episódio anterior: na final da Taça Guanabara, ao tentar um recuo para o goleiro Wágner, acabou entregando a bola para Romário, que marcou o gol decisivo do título. O lance gerou repercussão nacional e rendeu ao zagueiro um apelido irônico criado pela torcida adversária, que passou a entoar "Márcio, te adoro", em trocadilho com seu sobrenome.
Embora o episódio tenha sido pontual, ele se tornou um marco simbólico que acompanhou Márcio Theodoro por boa parte da carreira no Brasil, mesmo com a conquista do Campeonato Brasileiro meses depois.
Consolidação no futebol português e longevidade profissional
Em 1996, Márcio Theodoro optou por seguir carreira fora do país. Transferiu-se para o CS Marítimo, iniciando uma trajetória de quase oito anos no futebol português, onde viveu o período mais estável e longevo de sua vida profissional.
Em Portugal, passou também pelo Vitória Sport Clube (em duas passagens), além de Felgueiras e Portimonense. Atuou regularmente, somou mais de 100 partidas oficiais, marcou gols como zagueiro e consolidou-se como defensor confiável em um campeonato conhecido pela exigência tática.
Longe da pressão midiática brasileira, construiu uma reputação mais equilibrada, sem grandes picos de exposição — exatamente o oposto do que havia vivido no Rio de Janeiro.
Clubes em que Márcio Theodoro jogou
Ao longo de sua carreira profissional, Márcio Theodoro defendeu os seguintes clubes:
- Madureira (1990–1993)
- Botafogo (1994–1996)
- Marítimo – Portugal (1996–1997)
- Vitória de Guimarães – Portugal (1997–2000)
- Felgueiras – Portugal (2000–2001)
- Vitória de Guimarães – Portugal (2001)
- Portimonense – Portugal (2001–2004)
Encerrou a carreira profissional em 2004, aos 36 anos, após passagem pelo Portimonense.
Por onde anda Márcio Theodoro?
Diferentemente de muitos ex-jogadores de sua geração, Márcio Theodoro rompeu completamente com o futebol profissional após a aposentadoria. Não seguiu carreira como treinador, dirigente ou comentarista.
Já durante os tempos de atleta, demonstrava interesse pelo mercado imobiliário, atividade que exercia paralelamente. Chegou a cursar Engenharia na Universidade Federal Fluminense (UFF), mas abandonou os estudos para dedicar-se integralmente ao futebol. Após encerrar a carreira, retomou o interesse pelo setor e passou a trabalhar com imóveis, mantendo uma vida discreta e distante da mídia esportiva.
Hoje, aos 57 anos, Márcio vive fora dos holofotes, raramente concedendo entrevistas ou participando de eventos ligados ao futebol.
Sua trajetória exemplifica um padrão recorrente no esporte: carreiras sólidas que acabam lembradas por um único erro, e escolhas conscientes de afastamento total do ambiente que cristalizou aquele momento.
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