Jogadores do Brasil com mais de três Copas do Mundo
Nomes que atravessaram gerações e marcaram época vestindo a camisa da Seleção.

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O Brasil é a única seleção a disputar todas as edições da Copa do Mundo, desde 1930. Essa regularidade criou um padrão de excelência que atravessa décadas, mas também impôs uma exigência extrema aos seus jogadores: manter alto nível técnico, físico e mental por longos períodos. Nesse contexto, ser convocado para três ou mais Copas do Mundo é um feito reservado a pouquíssimos nomes do futebol. O Lance! lista os jogadores do Brasil com mais de três Copas do Mundo.
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Disputar um Mundial já é o auge da carreira para a maioria dos atletas. Participar de dois é sinal de continuidade em alto nível. Já alcançar três ou quatro Copas significa atravessar ciclos completos da Seleção, sobreviver a trocas de treinadores, mudanças táticas e renovação constante de elenco — algo raro no futebol brasileiro.
Ao longo da história, apenas um grupo seleto conseguiu esse feito. Alguns foram protagonistas absolutos, outros peças fundamentais de apoio, mas todos deixaram uma marca profunda na trajetória da Seleção Brasileira em Copas do Mundo.
A seguir, os jogadores que foram convocados para três ou mais Copas do Mundo pelo Brasil, com contexto histórico e relevância esportiva.
Jogadores do Brasil com mais de três Copas do Mundo
Os brasileiros que disputaram quatro Copas do Mundo
Pelé
Pelé é o maior símbolo da longevidade em Copas. Convocado para 1958, 1962, 1966 e 1970, conquistou três títulos mundiais, algo único na história do futebol. Estreou aos 17 anos e encerrou sua trajetória em Copas como o jogador mais decisivo de todos os tempos.
Além dos títulos, Pelé atravessou três gerações distintas da Seleção, sendo referência técnica e simbólica em todas elas. Sua presença constante elevou o padrão de comparação para qualquer jogador brasileiro em Mundiais.
Castilho
Castilho foi convocado para 1950, 1954, 1958 e 1962. Embora não tenha sido titular em todas as edições, esteve presente em duas conquistas mundiais e foi uma das maiores referências da posição em sua época.
Sua longevidade está ligada à regularidade no Fluminense e à confiança absoluta que transmitia às comissões técnicas. É um dos maiores goleiros da história do futebol brasileiro.
Nilton Santos
Nilton Santos disputou 1950, 1954, 1958 e 1962, sendo bicampeão mundial. Considerado o maior lateral-esquerdo da história, revolucionou a posição ao unir marcação, técnica e apoio ofensivo.
Sua permanência em quatro Copas reflete não apenas talento, mas também inteligência tática e leitura de jogo, qualidades raras para a época.
Cafu
Cafu é o único jogador da história a disputar três finais consecutivas de Copa do Mundo (1994, 1998 e 2002). Convocado também em 2006, soma quatro Copas e dois títulos.
Capitão em 2002, Cafu simboliza resistência física, regularidade e liderança. Sua carreira internacional sólida garantiu espaço na Seleção por mais de uma década.
Ronaldo
Ronaldo Fenômeno esteve nas Copas de 1994, 1998, 2002 e 2006. Bicampeão mundial, foi artilheiro de 2002 e protagonista absoluto de uma das maiores histórias de superação da competição.
Mesmo enfrentando lesões graves, manteve-se como referência ofensiva da Seleção em diferentes ciclos, algo raríssimo para atacantes.
Emerson Leão
Emerson Leão foi convocado para 1970, 1974, 1978 e 1986, atravessando quatro décadas do futebol brasileiro. Titular em parte desse período, destacou-se pela personalidade forte e liderança.
Sua longevidade em Copas reforça o papel histórico dos goleiros brasileiros como figuras de confiança em ciclos longos.
Jogadores do Brasil que disputaram três Copas do Mundo
Além dos nomes que chegaram a quatro Mundiais, o Brasil possui uma lista extensa de jogadores que participaram de três Copas, formando a elite histórica da Seleção.
- Didi - Convocado para 1954, 1958 e 1962, Didi foi o cérebro do meio-campo bicampeão mundial, eleito melhor jogador da Copa de 1958.
- Garrincha - Presente em 1958, 1962 e 1966, Garrincha foi decisivo em duas Copas e protagonista absoluto em 1962.
- Bellini - Capitão em 1958, disputou 1954, 1958 e 1962, eternizando o gesto de levantar a taça acima da cabeça.
- Zito - Convocado para 1958, 1962 e 1966, foi peça-chave no equilíbrio tático das seleções campeãs.
- Jairzinho - Disputou 1966, 1970 e 1974. Em 1970, marcou em todos os jogos da campanha do tricampeonato.
- Rivelino - Presente em 1970, 1974 e 1978, foi um dos maiores camisas 10 da história da Seleção.
- Zico - Convocado para 1978, 1982 e 1986, é o maior camisa 10 do Brasil sem título mundial.
- Dunga - Disputou 1990, 1994 e 1998, sendo capitão do tetra nos Estados Unidos.
- Taffarel - Presente em 1990, 1994 e 1998, foi decisivo em duas finais de Copa.
- Roberto Carlos - Convocado para 1998, 2002 e 2006, bicampeão mundial e referência técnica da lateral.
- Julio Cesar - Disputou 2006, 2010 e 2014, sendo titular absoluto em duas Copas.
O que esse feito representa na história da Seleção do Brasil
Ser convocado para três ou mais Copas do Mundo pelo Brasil é mais do que um dado estatístico. É sinal de consistência, adaptação e excelência prolongada, algo raro em um país que produz talentos em escala industrial.
Esses jogadores atravessaram gerações, estilos de jogo e pressões únicas. Por isso, ocupam um espaço especial na história do futebol brasileiro — não apenas como grandes atletas, mas como símbolos de continuidade em uma Seleção marcada pela renovação constante.
É essa elite que sustenta a identidade histórica do Brasil nas Copas do Mundo.
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