Por onde anda Maurinho, ex-lateral de Cruzeiro e Santos?
Maurinho viveu o auge cedo, mas sofreu com lesões graves no joelho.

Mauro Sérgio Viriato Mendes, o Maurinho, foi um daqueles laterais-direitos que viveram o auge no momento certo — e pagaram um preço alto depois. Revelado no interior paulista, ele saiu do anonimato para ser campeão brasileiro pelo Santos e peça fundamental da histórica Tríplice Coroa do Cruzeiro em 2003, ano em que também vestiu a camisa da Seleção Brasileira. Lesões sucessivas no joelho, porém, interromperam sua trajetória no topo e o empurraram para um caminho de reconstrução longe dos holofotes. O Lance! conta por onde anda Maurinho.
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Hoje, Maurinho leva uma vida discreta, ligada ao futebol de forma pontual, distante da rotina profissional que marcou seus anos como atleta.
Do interior ao protagonismo nacional
Maurinho iniciou a carreira em Fernandópolis, sua cidade natal, ainda como meia. Rodou por clubes do interior de São Paulo até se firmar no Etti Jundiaí, onde foi definitivamente convertido em lateral-direito. A mudança de posição foi determinante: ganhou consistência defensiva, bom apoio ofensivo e virou peça-chave nas campanhas que renderam títulos nacionais e estaduais de divisões inferiores.
O bom desempenho o levou ao Santos, no segundo semestre de 2002. Mesmo chegando no meio da temporada, conquistou rapidamente a titularidade e foi campeão brasileiro, fazendo parte de um elenco jovem, intenso e competitivo. Foram 30 jogos em poucos meses, o suficiente para chamar a atenção do futebol nacional.
O auge no Cruzeiro e a Tríplice Coroa
Em 2003, Maurinho chegou ao Cruzeiro por indicação direta de Vanderlei Luxemburgo. Ali viveu o ponto mais alto da carreira. Foi titular absoluto em um dos maiores times da história recente do futebol brasileiro, conquistando:
- Campeonato Mineiro
- Copa do Brasil
- Campeonato Brasileiro
A regularidade e a intensidade daquele Cruzeiro renderam a Maurinho também sua única convocação para a Seleção Brasileira, com duas partidas disputadas na Copa das Confederações de 2003. No mesmo ano, recebeu a Bola de Prata, reconhecimento individual que coroou sua melhor temporada como profissional.
Lesões, cirurgias e queda de rendimento
A partir de 2004, a carreira de Maurinho entrou em um ciclo difícil. Uma grave lesão no joelho direito, sofrida em junho daquele ano, marcou o início de uma sequência devastadora: ao todo, foram cinco cirurgias no joelho entre 2004 e 2006. O lateral nunca mais conseguiu recuperar plenamente o ritmo e a confiança física.
Em 2006, transferiu-se para o São Paulo, contratado como substituto de Cicinho. No entanto, praticamente não entrou em campo. No ano seguinte, foi emprestado ao Goiás, ainda sem conseguir sequência.
Retornou ao Cruzeiro em 2008, conquistou mais um Campeonato Mineiro, mas já em papel secundário. A partir daí, passou a atuar em clubes de menor expressão, alternando períodos de atividade com tentativas de recuperação física.
O fim da carreira e a despedida silenciosa
Entre 2010 e 2012, Maurinho defendeu equipes como Pelotas, Uberaba e Grêmio Barueri, sempre em contratos curtos. Em 2012, anunciou a aposentadoria no Fernandópolis, clube onde tudo começou. Três anos depois, ainda voltou pontualmente aos gramados em 2015, também pelo Fernandópolis, encerrando definitivamente a carreira.
Clubes de Maurinho ao longo da carreira
- Fernandópolis (1997)
- Rio Preto (1997–1998)
- Ituano (1998–1999)
- São Bento (1999)
- Ituano (2000)
- Sertãozinho (2000)
- Etti Jundiaí (2001–2002)
- Santos (2002)
- Cruzeiro (2003–2006)
- São Paulo (2006–2007)
- Goiás (empréstimo) (2007)
- Cruzeiro (2008)
- Pelotas (2010)
- Uberaba (2011)
- Grêmio Barueri (2011)
- Uberaba (2012)
- Fernandópolis (2012, 2015)
Por onde anda Maurinho hoje?
Após encerrar a carreira, Maurinho retornou à sua cidade natal, Fernandópolis, e passou a levar uma vida longe do futebol profissional, mas com uma rotina intensa de exercícios físicos que mostra no seu Instagram. Eventualmente, participa de eventos esportivos, entrevistas e ações ligadas ao Cruzeiro, clube onde viveu o auge da carreira, além de manter presença discreta nas redes sociais.
Sem cargo fixo em clubes ou federações, Maurinho representa o perfil de muitos jogadores que chegaram ao topo cedo, foram marcados por lesões e optaram por uma transição silenciosa para fora do futebol profissional, preservando a memória de um período curto, porém extremamente marcante da própria trajetória.

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