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Por onde anda Sandro Hiroshi, ex-atacante do São Paulo?

Hiroshi viveu auge, passou por um dos casos jurídicos e está longe da fama.

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Lance!
São Paulo (SP)
Dia 18/01/2026
07:16
Sandro Hiroshi - São Paulo
imagem cameraSandro Hiroshi em ação pelo São Paulo no fim dos anos 1990, período de maior projeção de sua carreira. (Divulgação/Lance!)

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Sandro Hiroshi Parreão Oi foi um atacante promissor do São Paulo, conquistando títulos estaduais entre 1999 e 2002.
Seu nome ficou associado a um episódio jurídico que impactou o futebol brasileiro no início dos anos 2000.
Após sair do São Paulo, teve passagens por clubes como Flamengo, Figueirense e equipes da Coreia do Sul.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

Sandro Hiroshi Parreão Oi surgiu como uma das grandes apostas do futebol brasileiro no fim da década de 1990. Atacante veloz, de boa finalização e presença de área, ganhou projeção nacional ao vestir a camisa do São Paulo, clube pelo qual conquistou títulos estaduais e parecia destinado a uma trajetória de protagonismo no cenário nacional. O Lance! conta por onde anda Sandro Hiroshi.

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No entanto, sua carreira ficou profundamente marcada por um dos episódios extracampo mais emblemáticos da história do Campeonato Brasileiro, episódio que mudou rumos de clubes, regulamentos e até a organização do futebol nacional no início dos anos 2000.

Do Tocantins ao Morumbi: a ascensão rápida

Natural de Araguaína, no Tocantins, Sandro Hiroshi iniciou a carreira profissional em 1998, no Tocantinópolis, antes de chamar atenção no Rio Branco, durante o Campeonato Paulista de 1999.

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O desempenho no clube do interior paulista levou o atacante ao São Paulo, que buscava reposição ofensiva e enxergou em Hiroshi um jogador de potencial imediato. No Tricolor, ganhou espaço rapidamente, marcou gols importantes e formou dupla ofensiva com França em parte da temporada.

Entre 1999 e 2002, disputou quase 90 partidas pelo clube e participou das conquistas do Campeonato Paulista de 2000, do Torneio Rio-São Paulo de 2001 e do Supercampeonato Paulista de 2002.

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O caso que mudou o Brasileirão

A carreira de Sandro Hiroshi sofreu um abalo definitivo a partir de 1999, quando seu nome passou a ser o centro de uma disputa jurídica envolvendo São Paulo, Botafogo, Internacional e Gama.

Inicialmente, o processo tratava do bloqueio de passe do jogador por pendência jurídica entre clubes formadores. Posteriormente, investigações jornalísticas revelaram adulteração de dados em sua documentação, o que resultou em suspensão preventiva e posterior punição de 180 dias imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

O caso teve consequências históricas: retirada de pontos do São Paulo, rebaixamento revertido judicialmente, ação do Gama na Justiça Comum e, como desdobramento direto, a criação da Copa João Havelange em 2000. Embora o atleta não tenha sido o único elemento do processo, seu nome ficou definitivamente associado ao episódio.

Tentativas de retomada no Brasil e no exterior

Após deixar o São Paulo, Sandro Hiroshi teve passagens por clubes de diferentes contextos e países. Em 2002, defendeu o Flamengo, sem conseguir sequência. No ano seguinte, destacou-se pelo Figueirense, onde conquistou o Campeonato Catarinense de 2003.

Ainda em 2003, transferiu-se para o Al-Jazira, dos Emirados Árabes Unidos, e depois retornou ao Brasil para jogar no Guarani, formando dupla de ataque com Viola.

A partir de 2005, construiu parte relevante da carreira na Coreia do Sul, onde atuou por Daegu FC, Chunnam Dragons e Suwon Bluewings, conquistando múltiplas edições da Copa da Coreia do Sul e o Campeonato Pan-Pacífico de 2009.

Fim de carreira no interior paulista

Nos anos finais como jogador profissional, Sandro Hiroshi retornou ao Brasil e passou por clubes como América-RN, Santo André, Red Bull Brasil e novamente o Rio Branco, onde encerrou oficialmente a carreira em 2013.

Embora nunca tenha recuperado o protagonismo dos primeiros anos, manteve trajetória longa e estável, especialmente no futebol asiático.

Clubes de Sandro Hiroshi na carreira

  1. Tocantinópolis (1998)
  2. Rio Branco-SP (1999 / 2011–2013)
  3. São Paulo (1999–2002)
  4. Flamengo (2002)
  5. Figueirense (2003)
  6. Al-Jazira (2003)
  7. Guarani (2004)
  8. Daegu FC (2005)
  9. Chunnam Dragons (2006–2008)
  10. América-RN (2009)
  11. Suwon Bluewings (2009–2010)
  12. Santo André (2010)
  13. Red Bull Brasil (2011)

Por onde anda Sandro Hiroshi hoje?

Após encerrar a carreira, Sandro Hiroshi (@hiroshi.sandro) fixou residência em Americana (SP). Atua como empresário ligado ao esporte e participa da administração de um negócio familiar no setor comercial, mantendo relação distante do futebol profissional.

Eventualmente concede entrevistas sobre o passado no São Paulo e sobre o episódio que marcou sua trajetória, tratando o caso como um erro da juventude. Fora dos holofotes, leva uma rotina discreta, longe da exposição que acompanhou o início — e o ponto de inflexão — de sua carreira no futebol brasileiro.

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