A história de Nelinho no Cruzeiro; jogos, gols e estatísticas
O lateral artilheiro que marcou época na Raposa.

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A história de Nelinho no Cruzeiro é uma das mais singulares do futebol brasileiro. Lateral-direito de origem, tornou-se referência ofensiva, especialista em bolas paradas e presença constante nas listas de maiores artilheiros do clube, algo raro para um jogador de defesa. O Lance! relembra a história de Nelinho no Cruzeiro.
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Contratado em 1973, rapidamente assumiu a titularidade pela potência do chute e pela capacidade de decidir jogos importantes. Seu estilo ofensivo encaixava-se perfeitamente no modelo agressivo do Cruzeiro da década de 1970, equipe que dominou o cenário estadual e alcançou protagonismo continental.
Nelinho foi peça-chave no ciclo que culminou com a conquista da Copa Libertadores de 1976. Seus gols de falta e pênalti em momentos decisivos tornaram-se parte da memória coletiva do torcedor celeste. A partir daquele título, consolidou-se como um dos grandes nomes da história da Raposa.
Ao longo de duas passagens pelo clube, ultrapassou a marca de 410 jogos e superou os 100 gols, números que sustentam seu estatuto de maior lateral-direito da história do Cruzeiro.
A história de Nelinho no Cruzeiro
Jogos e gols pelo Cruzeiro
Período no clube: duas passagens – 1973 a 1980 (com breve empréstimo ao Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense) e 1981 a 1982.
Jogos pelo Cruzeiro:
411 partidas, número mais utilizado por almanaques e pela imprensa mineira.
Alguns registros arredondam para "cerca de 410 jogos".
Gols pelo Cruzeiro:
105 gols com a camisa celeste, número mais aceito atualmente.
Há levantamentos que apontam 106 gols pelo clube, dentro de um total de pelo menos 172 na carreira.
Independentemente da variação mínima, Nelinho figura como o 13º maior artilheiro da história do Cruzeiro, posição incomum para um lateral.
Títulos de Nelinho pelo Cruzeiro
Nelinho participou de um dos períodos mais vitoriosos da história do clube.
Copa Libertadores da América
- 1976 – primeiro título continental do Cruzeiro.
Campeonato Mineiro
- 1973
- 1974
- 1975
- 1977
Reportagens e análises históricas do Cruzeiro dos anos 1970 frequentemente o colocam como figura central do domínio estadual e da conquista internacional.
Protagonismo de Nelinho na Libertadores de 1976
Na campanha da Libertadores de 1976, Nelinho teve papel decisivo.
No jogo contra o Club Atlético River Plate no Mineirão, marcou gol de falta na vitória por 4 a 1 na primeira final. Na decisão em Santiago, converteu pênalti na vitória por 3 a 2, consolidando o título cruzeirense.
Sua capacidade de decisão em bolas paradas foi determinante para o maior feito internacional do clube até então.
Artilharias e recordes
Nelinho é o defensor com mais gols na história do Campeonato Brasileiro, com 53 gols em 242 partidas na competição, somando passagens por diferentes clubes.
No levantamento geral de carreira, contabiliza ao menos 172 gols:
- 106 pelo Cruzeiro,
- 52 pelo Clube Atlético Mineiro,
- 7 pela Seleção Brasileira,
- 3 pela Seleção Mineira,
- 2 pelo Grêmio,
- 2 por um combinado Cruzeiro–Atlético.
Estimativas apontam que marcou cerca de 70 gols de falta e 53 de pênalti, ficando aproximadamente 50 gols com bola rolando, o que reforça sua especialidade em bolas paradas.
Trajetória no clube
Nelinho chegou ao Cruzeiro em 1973 e rapidamente virou titular absoluto. Após as campanhas vice-campeãs brasileiras de 1974 e 1975, viveu o auge em 1976 com a conquista da Libertadores.
Sua primeira passagem se estendeu até 1980, com breve empréstimo ao Grêmio. Retornou para uma segunda etapa entre 1981 e 1982. Deixou o clube após desentendimentos com o técnico Yustrich, realizando seu último jogo em março de 1982, no Mineirão, contra a Anapolina.
Perfil técnico e importância histórica
Posição: lateral-direito.
Nelinho destacava-se pelo chute extremamente forte, precisão em faltas e pênaltis, apoio constante ao ataque e cruzamentos de curva acentuada. Era lateral moderno para a época, combinando função defensiva com protagonismo ofensivo.
Seu legado no Cruzeiro o coloca como o maior lateral-direito da história do clube e um dos maiores batedores de falta do futebol brasileiro. A combinação de mais de 400 jogos, mais de 100 gols e participação direta na conquista da Libertadores de 1976 sustenta seu lugar entre os grandes ídolos da Raposa.
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