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Por onde anda Bismarck, ex-meia do Vasco?

Bismarck trocou os gramados pela carreira de empresário.

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Lance!
São Paulo (SP)
Dia 20/01/2026
08:32
Bismarck com a camisa do Vasco no início dos anos 1990, período em que se consolidou como um dos principais meias do futebol brasileiro. (Vasco)
imagem cameraBismarck com a camisa do Vasco no início dos anos 1990, período em que se consolidou como um dos principais meias do futebol brasileiro. (Vasco)

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Bismarck Barreto Faria foi um meia talentoso do Vasco, vencendo o campeonato brasileiro em 1989.
Migrado para o Japão, tornou-se ídolo e referência da J-League.
Após encerrar a carreira, atua como empresário e participa de debates sobre futebol.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

Bismarck Barreto Faria foi um dos meias mais talentosos formados pelo futebol brasileiro no fim dos anos 1980. Revelado pelo Vasco da Gama, ele uniu técnica refinada, leitura de jogo e capacidade decisiva para se tornar peça-chave do título brasileiro de 1989 e presença constante na Seleção Brasileira do período. Ainda jovem, fez um movimento raro à época ao migrar para o Japão, onde se transformou em ídolo nacional e referência técnica da J-League nascente. O Lance! responde por onde anda Bismarck.

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Hoje, Bismarck vive longe dos holofotes como jogador, mas segue ligado ao futebol nos bastidores, atuando como empresário e figura recorrente em debates sobre o Vasco e sua marcante passagem pelo futebol asiático.

De São Gonçalo a São Januário: a formação de um talento raro

Nascido em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, Bismarck chegou às categorias de base do Vasco ainda criança. Desde muito cedo, chamou atenção pela inteligência com a bola e pela facilidade em decidir partidas. Os números nas divisões inferiores impressionavam: gols em sequência, liderança técnica e domínio absoluto sobre adversários da mesma faixa etária.

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A estreia como profissional veio em 1987, mas foi a partir de 1989 que seu nome se consolidou nacionalmente. Com apenas 19 anos, Bismarck foi um dos protagonistas do título brasileiro do Vasco, tornando-se o cérebro de um meio-campo que combinava talento e intensidade. No mesmo ano, recebeu a Bola de Prata da revista Placar, reconhecimento que o colocou entre os melhores jogadores do país.

Seleção Brasileira e o auge no futebol nacional

O desempenho em São Januário levou Bismarck naturalmente à Seleção Brasileira, onde acumulou convocações entre 1989 e 1993. Foi campeão da Copa América de 1989, disputada no Brasil, e integrou o elenco que participou da Copa do Mundo de 1990, na Itália.

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Antes mesmo disso, já havia sido destaque absoluto nas seleções de base. Em 1989, foi eleito o melhor jogador do Mundial Sub-20, competição que projetou uma geração inteira. Tecnicamente completo, ambidestro e cerebral, Bismarck era visto como um meia moderno, capaz de organizar, finalizar e ditar o ritmo do jogo.

A escolha pelo Japão e o status de ídolo internacional

Em 1993, no auge físico e técnico, Bismarck tomou uma decisão que fugia ao padrão do futebol brasileiro da época: transferiu-se para o Tokyo Verdy (então Verdy Kawasaki). A mudança coincidiu com o nascimento da J-League e ajudou a moldar o futebol japonês moderno.

No Japão, Bismarck virou estrela. Foi campeão nacional, artilheiro, líder técnico e referência de profissionalismo. Mais tarde, repetiu o protagonismo no Kashima Antlers, consolidando-se como um dos estrangeiros mais influentes da história da liga.

Sua leitura de jogo e capacidade de adaptação ao estilo japonês fizeram com que permanecesse anos no país, algo raro para jogadores brasileiros daquele período.

Retorno ao Brasil e despedida dos gramados

Em 2002, por influência de Oswaldo de Oliveira, Bismarck retornou ao futebol brasileiro para defender o Fluminense, onde teve passagem curta, mas relevante pela experiência e liderança. No mesmo ano, ainda atuou pelo Goiás, antes de regressar ao Japão.

O encerramento da carreira ocorreu no Vissel Kobe, já impactado por problemas físicos. Embora tenha parado de jogar oficialmente em 2003, sua despedida formal dos gramados aconteceu em 2005.

Clubes de Bismarck ao longo da carreira

  • Vasco da Gama (1987–1993)
  • Tokyo Verdy (1993–1996)
  • Kashima Antlers (1997–2001)
  • Fluminense (2002)
  • Goiás (2002)
  • Vissel Kobe (2003–2005)

Por onde anda Bismarck hoje?

Após encerrar a carreira como jogador, Bismarck permaneceu ligado ao futebol, agora fora das quatro linhas. Atua como empresário de jogadores, utilizando a experiência acumulada no Brasil e no Japão para orientar carreiras e negociações. Também participa com frequência de entrevistas, eventos e projetos relacionados ao Vasco da Gama e à história da J-League.

Discreto, longe do noticiário cotidiano, Bismarck mantém o prestígio de quem marcou época em dois continentes e construiu uma trajetória singular, pautada por talento, escolhas ousadas e influência duradoura no futebol brasileiro e japonês.

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