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Por onde anda Dinho, ex-volante de Grêmio, São Paulo e Santos?

Dinho trocou os gramados pela política e hoje vive longe do futebol.

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Lance!
São Paulo (SP)
Dia 19/01/2026
07:25
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imagem cameraDinho com a camisa do Grêmio em meados dos anos 1990, período em que se consolidou como um dos grandes volantes do clube. (Reprodução / RBS TV)

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Edi Wilson José dos Santos, conhecido como Dinho, foi um volante marcante dos anos 1990.
Teve destaque no Grêmio e no São Paulo, conquistando títulos importantes.
Após encerrar a carreira como jogador, virou treinador e se envolveu na política.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

Edi Wilson José dos Santos, o Dinho, foi um dos volantes mais marcantes do futebol brasileiro nos anos 1990. Dono de estilo combativo, chute forte e presença intimidadora, construiu uma carreira vencedora em alguns dos maiores clubes do país, com destaque absoluto para o Grêmio, onde se tornou ídolo, e para o São Paulo, onde integrou um dos elencos mais vitoriosos da história. O Lance! conta por onde anda Dinho.

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Conhecido pelo apelido de "Cangaceiro dos Pampas", Dinho foi protagonista de conquistas continentais e nacionais, mas também acumulou polêmicas que ajudaram a moldar sua imagem pública. Após encerrar a carreira, seguiu caminhos fora das quatro linhas, passando pela função de treinador, trabalhos em categorias de base e, mais recentemente, pela política.

Do Nordeste ao futebol nacional

Natural de Neópolis, em Sergipe, Dinho iniciou a carreira profissional no Confiança, em 1985. Ainda jovem, chamou atenção pela intensidade física e pela capacidade de ocupar grandes espaços no meio-campo. Em 1986, transferiu-se para o Sport, onde viveu seu primeiro grande momento nacional.

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Pelo clube pernambucano, foi campeão brasileiro em 1987, além de conquistar títulos estaduais e a Série B em 1990. O desempenho o levou ao futebol europeu no início dos anos 1990, com uma passagem curta pelo Deportivo La Coruña, da Espanha.

O auge no São Paulo de Telê Santana

Em 1992, Dinho chegou ao São Paulo e passou a integrar um dos elencos mais lendários do futebol mundial. Sob o comando de Telê Santana, atuava como um volante mais técnico, com boa saída de bola e chegada ao ataque.

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Pelo Tricolor, conquistou:

  • Copa Libertadores (1992 e 1993)
  • Mundial Interclubes (1992 e 1993)
  • Campeonato Paulista (1992)
  • Supercopa da Libertadores (1993)
  • Recopa Sul-Americana (1993)

Foram mais de 100 partidas com a camisa são-paulina, período que consolidou Dinho como jogador de elite no cenário sul-americano.

Santos e a transformação em ídolo gremista

Negociado com o Santos em 1994, Dinho não conseguiu se adaptar ao clube e teve passagem discreta. Ainda naquele ano, foi contratado pelo Grêmio, onde sua carreira ganhou um novo significado.

Sob a orientação de Luiz Felipe Scolari, passou a atuar como primeiro volante, com função mais defensiva e marcação agressiva. O estilo duro virou marca registrada — e também alvo de críticas —, mas foi fundamental para o sucesso do time.

No Grêmio, Dinho conquistou:

  • Copa Libertadores (1995)
  • Campeonato Brasileiro (1996)
  • Copa do Brasil (1997)
  • Recopa Sul-Americana (1996)
  • Campeonatos Gaúchos (1995 e 1996)

É considerado por grande parte da torcida como um dos volantes mais importantes da história do clube.

Fim da carreira como jogador e passagem como treinador

Após deixar o Grêmio em 1998, Dinho defendeu o América Mineiro e encerrou a carreira como jogador no Novo Hamburgo, em 2002.

Logo depois, iniciou a trajetória como treinador. Comandou o Luverdense entre 2005 e 2006 e, em 2008, trabalhou nas categorias de base do Grêmio, participando da formação de jovens atletas.

Clubes de Dinho ao longo da carreira

  • Confiança (1985–1986)
  • Sport (1986–1991)
  • Deportivo La Coruña (1991–1992)
  • São Paulo (1992–1993)
  • Santos (1994)
  • Grêmio (1995–1997)
  • América Mineiro (1998–2000)
  • Novo Hamburgo (2002)

Por onde anda Dinho hoje?

Após a aposentadoria, Dinho (@dinho05oficial) fixou residência na zona norte de Porto Alegre, onde passou a se envolver com a vida pública. Assim como outros ex-jogadores do Grêmio, ingressou na política e chegou a exercer mandato como vereador em Porto Alegre, tendo sido condenado em 2023 a 3 anos e 4 meses de prisão por rachadinha. No entanto, foi absolvido de todas as acusações em setembro de 2024.

Atualmente, aparece de forma pontual em eventos esportivos, jogos comemorativos e ações ligadas ao futebol, mantendo distância da rotina profissional do esporte. Figura controversa, Dinho segue sendo lembrado como um dos volantes mais emblemáticos de sua geração, símbolo de uma era em que raça, intensidade e imposição física definiam o meio-campo brasileiro.

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