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Por onde anda Ezequiel, ex-volante do Corinthians?

Ezequiel marcou época no Corinthians com regularidade e identificação.

PorLance!São Paulo (SP)
03/02/2026 07:25
Ezequiel em ação pelo Corinthians no início dos anos 1990, período em que se consolidou como volante titular do clube. (GazetaPress/Acervo)
Ezequiel em ação pelo Corinthians no início dos anos 1990, período em que se consolidou como volante titular do clube. (GazetaPress/Acervo)
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Ezequiel Ataliba, conhecido como Ezequiel, foi um volante importante na história do Corinthians, reconhecido por sua disciplina e competitividade.
Iniciou a carreira na Ponte Preta, passando por Saltense e Ituano, até se destacar no Corinthians em 1990, ano que conquistou o primeiro Campeonato Brasileiro do clube.
Participou de 254 jogos pelo Corinthians, sendo titular entre 1991 e 1995, com destaque em várias conquistas, incluindo a Supercopa do Brasil e a Copa do Brasil.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

Ezequiel Ataliba ocupa um espaço particular na memória do torcedor do Corinthians. Não foi o jogador mais midiático daquele time histórico, mas representou como poucos o perfil competitivo, disciplinado e confiável que ajudou a sustentar uma das fases mais transformadoras da história alvinegra. O Lance! te conta por onde anda Ezequiel.

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Formado nas categorias de base da Ponte Preta, o volante construiu a carreira com passos sólidos no interior paulista. Passou por Saltense e Ituano antes de chamar a atenção no Campeonato Paulista do fim dos anos 1980, quando se destacou pela leitura de jogo, capacidade de marcação e bom posicionamento, características muito valorizadas na época.

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O desempenho no Ituano abriu as portas do Corinthians em 1990, ano emblemático para o clube. Contratado para compor elenco no segundo semestre, Ezequiel passou a integrar o grupo que viria a conquistar o primeiro Campeonato Brasileiro da história corintiana, sob o comando de Nelsinho Baptista.

Consolidação no Corinthians e papel no título de 1990

Na campanha do Brasileiro de 1990, Ezequiel não era o nome mais lembrado — função naturalmente ocupada por Neto, craque e símbolo daquela equipe. Ainda assim, teve papel importante como alternativa no meio-campo, entrando com frequência para reorganizar o time, segurar resultados e dar equilíbrio tático em momentos decisivos.

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Com o passar das temporadas, o volante deixou de ser apenas uma opção de banco e passou a ganhar status de titular. Entre 1991 e 1995, tornou-se presença constante no meio-campo corintiano, participando de um período de afirmação institucional do clube, que deixava para trás o estigma de "time sem títulos nacionais".

Ezequiel somou 254 jogos pelo Corinthians, número expressivo que evidencia longevidade e confiança da comissão técnica. Ao todo, marcou 11 gols, número modesto, mas compatível com sua função prioritariamente defensiva e de sustentação do setor.

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Um volante de confiança da Fiel

Dentro de campo, Ezequiel era reconhecido pela regularidade. Não se destacava por jogadas plásticas, mas pela capacidade de cumprir funções táticas com eficiência: proteção à defesa, cobertura dos laterais e apoio à saída de bola.

Esse perfil o aproximou da torcida. Em entrevistas posteriores, o próprio jogador reconheceu o impacto da Fiel em sua carreira, afirmando que o período no Corinthians representou o auge de sua trajetória profissional, tanto esportiva quanto emocional.

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Ao longo dos anos, participou de conquistas importantes além do Brasileiro de 1990, como a Supercopa do Brasil de 1991, a Copa Bandeirantes de 1994, a Taça da Solidariedade de 1994, a Copa do Brasil de 1995 e o Campeonato Paulista de 1995, encerrando sua passagem pelo clube com um currículo respeitável.

Por onde anda Ezequiel?

Após deixar o Corinthians, Ezequiel (@eziquielataliba) retornou à Ponte Preta, onde encerrou a carreira no início dos anos 2000. Diferentemente de muitos ex-jogadores, optou por não seguir carreira como treinador, dirigente ou comentarista esportivo.

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Natural de Campinas (SP), cidade onde nasceu, o ex-volante fixou residência na região e passou a atuar fora do futebol profissional. Atualmente, vive da administração e aluguel de imóveis, atividade que se tornou sua principal fonte de renda após a aposentadoria dos gramados.

Mesmo distante do dia a dia do esporte, Ezequiel mantém vínculo afetivo com o futebol. Acompanha jogos, relembra a passagem pelo Corinthians com carinho e dedica atenção especial à trajetória do filho Gabriel, que atua nas categorias de base do Barretos, tentando construir seu próprio caminho no esporte.

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Hoje, leva uma vida discreta, centrada na família e longe dos holofotes, mas segue lembrado pela torcida corintiana como um símbolo de um período em que o clube começou a se firmar entre os grandes vencedores do futebol brasileiro.

Clubes da carreira de Ezequiel

  • Ponte Preta (1984–1985)
  • Saltense (1985–1986)
  • Ituano (1986–1990)
  • Corinthians (1990–1995)
  • Ponte Preta (1997–2000)
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