Por onde anda Ezequiel, ex-volante do Corinthians?
Ezequiel marcou época no Corinthians com regularidade e identificação.

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Ezequiel Ataliba ocupa um espaço particular na memória do torcedor do Corinthians. Não foi o jogador mais midiático daquele time histórico, mas representou como poucos o perfil competitivo, disciplinado e confiável que ajudou a sustentar uma das fases mais transformadoras da história alvinegra. O Lance! te conta por onde anda Ezequiel.
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Formado nas categorias de base da Ponte Preta, o volante construiu a carreira com passos sólidos no interior paulista. Passou por Saltense e Ituano antes de chamar a atenção no Campeonato Paulista do fim dos anos 1980, quando se destacou pela leitura de jogo, capacidade de marcação e bom posicionamento, características muito valorizadas na época.
O desempenho no Ituano abriu as portas do Corinthians em 1990, ano emblemático para o clube. Contratado para compor elenco no segundo semestre, Ezequiel passou a integrar o grupo que viria a conquistar o primeiro Campeonato Brasileiro da história corintiana, sob o comando de Nelsinho Baptista.
Consolidação no Corinthians e papel no título de 1990
Na campanha do Brasileiro de 1990, Ezequiel não era o nome mais lembrado — função naturalmente ocupada por Neto, craque e símbolo daquela equipe. Ainda assim, teve papel importante como alternativa no meio-campo, entrando com frequência para reorganizar o time, segurar resultados e dar equilíbrio tático em momentos decisivos.
Com o passar das temporadas, o volante deixou de ser apenas uma opção de banco e passou a ganhar status de titular. Entre 1991 e 1995, tornou-se presença constante no meio-campo corintiano, participando de um período de afirmação institucional do clube, que deixava para trás o estigma de "time sem títulos nacionais".
Ezequiel somou 254 jogos pelo Corinthians, número expressivo que evidencia longevidade e confiança da comissão técnica. Ao todo, marcou 11 gols, número modesto, mas compatível com sua função prioritariamente defensiva e de sustentação do setor.
Um volante de confiança da Fiel
Dentro de campo, Ezequiel era reconhecido pela regularidade. Não se destacava por jogadas plásticas, mas pela capacidade de cumprir funções táticas com eficiência: proteção à defesa, cobertura dos laterais e apoio à saída de bola.
Esse perfil o aproximou da torcida. Em entrevistas posteriores, o próprio jogador reconheceu o impacto da Fiel em sua carreira, afirmando que o período no Corinthians representou o auge de sua trajetória profissional, tanto esportiva quanto emocional.
Ao longo dos anos, participou de conquistas importantes além do Brasileiro de 1990, como a Supercopa do Brasil de 1991, a Copa Bandeirantes de 1994, a Taça da Solidariedade de 1994, a Copa do Brasil de 1995 e o Campeonato Paulista de 1995, encerrando sua passagem pelo clube com um currículo respeitável.
Por onde anda Ezequiel?
Após deixar o Corinthians, Ezequiel (@eziquielataliba) retornou à Ponte Preta, onde encerrou a carreira no início dos anos 2000. Diferentemente de muitos ex-jogadores, optou por não seguir carreira como treinador, dirigente ou comentarista esportivo.
Natural de Campinas (SP), cidade onde nasceu, o ex-volante fixou residência na região e passou a atuar fora do futebol profissional. Atualmente, vive da administração e aluguel de imóveis, atividade que se tornou sua principal fonte de renda após a aposentadoria dos gramados.
Mesmo distante do dia a dia do esporte, Ezequiel mantém vínculo afetivo com o futebol. Acompanha jogos, relembra a passagem pelo Corinthians com carinho e dedica atenção especial à trajetória do filho Gabriel, que atua nas categorias de base do Barretos, tentando construir seu próprio caminho no esporte.
Hoje, leva uma vida discreta, centrada na família e longe dos holofotes, mas segue lembrado pela torcida corintiana como um símbolo de um período em que o clube começou a se firmar entre os grandes vencedores do futebol brasileiro.
Clubes da carreira de Ezequiel
- Ponte Preta (1984–1985)
- Saltense (1985–1986)
- Ituano (1986–1990)
- Corinthians (1990–1995)
- Ponte Preta (1997–2000)
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