A história de Ronaldinho Gaúcho no Atlético-MG; jogos, gols e estatísticas
Cérebro do time campeão da Libertadores de 2013 e ídolo recente do Galo.

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A passagem de Ronaldinho Gaúcho pelo Atlético-MG foi relativamente curta, entre junho de 2012 e julho de 2014, mas de impacto profundo na história do clube. Em pouco mais de dois anos, o meia se tornou o cérebro técnico de um projeto ambicioso que culminou na conquista inédita da Libertadores e consolidou uma das fases mais marcantes do Galo no século XXI. O Lance! relembra a história de Ronaldinho Gaúcho no Atlético-MG.
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Quando chegou a Belo Horizonte, Ronaldinho vinha de uma saída conturbada do Clube de Regatas do Flamengo e cercado de desconfiança sobre sua condição física e motivação. O Atlético assumiu o risco e apostou em sua liderança técnica para comandar um elenco promissor. O resultado foi imediato dentro e fora de campo.
Rapidamente, Ronaldinho virou referência técnica, midiática e comercial. O Independência passou a receber grandes públicos, e depois o Mineirão voltou a pulsar com um time que jogava em torno do talento do camisa 10. O Atlético deixou de ser apenas competitivo para se tornar protagonista nacional e continental.
A história de Ronaldinho no Atlético-MG
Números de Ronaldinho no Atlético-MG: jogos, gols e assistências
Há pequenas variações estatísticas conforme o critério adotado por diferentes fontes. O registro oficial do Atlético aponta 88 jogos, 28 gols e 32 assistências entre 2012 e 2014, totalizando 60 participações diretas em gols.
Portais estatísticos como oGol contabilizam 85 partidas e 27 gols no mesmo período, diferença explicada por critérios distintos na contagem de jogos. Já recortes específicos de 2012 e 2013 indicam 70 partidas, 26 gols e 27 assistências, somando 53 participações diretas em gols apenas nessas duas temporadas cheias.
Independentemente da metodologia, os números confirmam o peso ofensivo de Ronaldinho no sistema do Atlético. Não era apenas o armador; era o organizador, o cobrador de faltas, o líder técnico e emocional da equipe.
Temporada 2012: vice do Brasileiro e Bola de Ouro
Em 2012, Ronaldinho disputou 32 jogos no Campeonato Brasileiro, marcou 9 gols e distribuiu 13 assistências. Foi eleito Bola de Ouro como melhor jogador da competição, conduzindo o Atlético ao vice-campeonato e garantindo vaga direta na Libertadores do ano seguinte.
Sua atuação como meia central, com liberdade para flutuar pelos lados, foi determinante para o alto rendimento ofensivo do time. Ele organizava a transição, acelerava quando necessário e, sobretudo, decidia em bolas paradas.
Libertadores de 2013: liderança e protagonismo
O ponto máximo da trajetória de Ronaldinho no Atlético-MG foi a campanha da Copa Libertadores da América de 2013. O título inédito do clube teve no camisa 10 sua principal referência técnica.
Na competição, registrou 4 gols e 8 assistências em 14 jogos. Mais do que os números, foi o condutor do ritmo. Mesmo sem a explosão física de anos anteriores, demonstrava inteligência tática, visão de jogo e precisão nos passes de ruptura.
Atuando atrás de atacantes como Tardelli, Jô e Bernard, Ronaldinho dava cadência ao time e resolvia em momentos de pressão. Faltas decisivas, lançamentos milimétricos e liderança dentro de campo marcaram sua participação na campanha histórica.
Recopa Sul-Americana e encerramento do ciclo
Em 2014, Ronaldinho ainda conquistaria a Recopa Sul-Americana, consolidando o ciclo vitorioso iniciado dois anos antes. Até sua saída, em julho, completou o total de 88 jogos, 28 gols e 32 assistências pelo clube.
Além da Libertadores 2013 e da Recopa 2014, foi campeão do Campeonato Mineiro de 2013, fechando a passagem com três títulos relevantes e forte identificação com a torcida.
Papel tático e legado no Galo
No Atlético-MG, Ronaldinho atuou majoritariamente como meia central, com liberdade para circular pelo campo. Era o organizador das ações ofensivas e o principal responsável por conectar meio e ataque.
Na Libertadores, sua função foi menos baseada em velocidade e mais em inteligência posicional. Controlava o tempo do jogo, distribuía passes verticais e comandava as bolas paradas. Sua presença elevou o patamar técnico do elenco e mudou a mentalidade competitiva do clube.
Com 88 jogos, 28 gols e 32 assistências segundo o registro oficial, Ronaldinho Gaúcho encerrou no Atlético-MG o último grande capítulo de sua carreira em clubes de elite. Sua passagem consolidou o status de ídolo recente e marcou definitivamente a história do Galo.
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