Por onde anda Batata, ex-zagueiro do Corinthians?
Batata foi peça silenciosa, mas fundamental, em um período vitorioso do Timão.

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Wanderley Gonçalves Barbosa, o Batata, ocupa um lugar peculiar na história do Corinthians. Longe do perfil midiático de alguns companheiros de geração, o zagueiro canhoto construiu sua carreira com base em força física, posicionamento e regularidade — qualidades que o transformaram em um nome confiável dentro de um elenco recheado de estrelas. O Lance! conta por onde anda Batata.
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Natural de Barra do Piraí, no interior do Rio de Janeiro, Batata iniciou sua trajetória profissional ainda muito jovem, rodando por clubes do interior paulista e do Norte do país. Antes de chegar ao Corinthians, passou por equipes como Inter de Limeira, Ituano e Remo, onde começou a ganhar destaque no futebol nacional.
A experiência no futebol mexicano, pelo Monterrey, ainda na primeira metade dos anos 1990, ajudou a moldar seu estilo de jogo mais físico e combativo, algo que se encaixaria perfeitamente no padrão exigido pelo futebol brasileiro do fim daquela década.
A chegada ao Corinthians e a consolidação em um time histórico
Batata chegou ao Corinthians em 1998, ano que marcaria profundamente a história do clube. Integrando um elenco que mesclava jogadores experientes e jovens em ascensão, encontrou um ambiente competitivo e de alta exigência.
Mesmo não sendo unanimidade imediata entre os titulares, o zagueiro rapidamente conquistou espaço. Sua versatilidade — atuando tanto pelo lado esquerdo da zaga quanto como opção em linhas defensivas mais fechadas — fez com que se tornasse presença constante nas rotações do elenco.
Segundo dados do Almanaque do Corinthians, Batata disputou 164 partidas pelo clube, com 84 vitórias, 45 empates e 35 derrotas, números que evidenciam sua participação em um dos períodos de maior aproveitamento da história alvinegra. Ao todo, marcou 11 gols a favor — índice relevante para um zagueiro — além de um gol contra, estatística rara, mas registrada.
Títulos e papel no ciclo mais vencedor do clube
O período de Batata no Corinthians coincidiu com uma sequência histórica de conquistas. Entre 1998 e 2002, o clube empilhou troféus e se consolidou como a principal força do futebol brasileiro.
Com o zagueiro no elenco, o Corinthians conquistou:
- Campeonato Brasileiro: 1998 e 1999
- Campeonato Paulista: 1999 e 2001
- Copa do Mundo de Clubes da FIFA: 2000
- Torneio Rio–São Paulo: 2002
- Copa do Brasil: 2002
Embora raramente figurasse como manchete, Batata foi importante sobretudo em campanhas longas, nas quais a consistência defensiva e a profundidade do elenco eram decisivas. Em muitos momentos, foi utilizado como alternativa segura para preservar titulares ou ajustar o sistema defensivo em jogos de maior exigência física.
Um zagueiro de estilo discreto e função tática clara
Dentro de campo, Batata era reconhecido pelo jogo simples e eficiente. Canhoto, tinha bom senso de posicionamento, força no jogo aéreo e capacidade de cumprir funções específicas sem comprometer o coletivo.
Não era um defensor de saída refinada, mas compensava com disciplina tática, leitura de jogo e disposição física. Esse perfil o tornou útil em um Corinthians que alternava esquemas e precisava de jogadores capazes de se adaptar rapidamente às exigências do treinador.
Por isso, mesmo sem status de ídolo popular, é frequentemente lembrado como parte importante da engrenagem que sustentou o sucesso corintiano no período.
Por onde anda Batata?
Após deixar o Corinthians em 2002, Batata seguiu carreira em outros clubes do futebol brasileiro. Passou rapidamente pelo Atlético Mineiro e pelo Brasiliense, antes de se transferir para o Náutico, onde conquistou o Campeonato Pernambucano de 2004.
Nos anos seguintes, atuou em clubes de menor projeção nacional, como Salgueiro, além de empréstimos pontuais para equipes do exterior, como o Pogon Szczecin, da Polônia, e o Central, de Pernambuco.
Fora dos campos, Batata (@batata04_) foi coordenador técnico da base do Corinthians na gestão Augusto Melo por um ano e meio, de 2024 a 2025. Foi demitido junto com o também ex-zagueiro Chicão assim que Osmar Stabile assumiu a presidência interinamente.
Clubes da carreira de Batata
- Inter de Limeira (1992)
- Ituano (1992–1993)
- Remo (1993)
- Ituano (1994)
- Monterrey (1994–1995)
- Ituano (1996–1998)
- Corinthians (1998–2002)
- Atlético Mineiro (2002)
- Brasiliense (2003)
- Náutico (2004–2007)
- Pogoń Szczecin – empréstimo (2006)
- Central – empréstimo (2007)
- Salgueiro (2008)
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