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Jogadores mais jovens convocados pelo Brasil para uma Copa do Mundo

De Pelé a Martinelli: os talentos que chegaram mais cedo ao Mundial.

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Lance!
São Paulo (SP)
Dia 23/02/2026
07:47
Pelé - 1958
imagem cameraPelé, aos 17 anos, foi o mais jovem do Brasil em 1958 e virou campeão mundial na Suécia. (Foto: Reprodução)

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A Seleção Brasileira sempre convocou jovens talentos nas Copas do Mundo.
Os jogadores mais jovens representam apostas e inovação na equipe.
Vários se destacaram, tornando-se ícones ou promessas não realizadas ao longo da história.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

A Seleção Brasileira construiu sua história nas Copas do Mundo com craques experientes, líderes consolidados e também com jovens que chegaram cedo demais ao maior palco do futebol. Em praticamente todas as edições do Mundial, houve ao menos um nome que representava o futuro — ainda que, em alguns casos, esse futuro já fosse decisivo no presente. O Lance! lista os jogadores mais jovens convocados pelo Brasil para uma Copa do Mundo.

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Ser o jogador mais jovem de uma convocação brasileira não significa apenas carregar um dado estatístico. Em muitas ocasiões, isso representou uma aposta ousada do treinador, uma ruptura geracional ou a confirmação de um talento precoce que já pressionava as portas da Seleção principal. Em outros momentos, o mais novo do grupo era parte de um elenco em reconstrução, aprendendo com veteranos campeões.

Ao longo das 22 Copas disputadas entre 1930 e 2022, o Brasil revelou adolescentes campeões mundiais, promessas que não entraram em campo e jovens que amadureceram para brilhar em edições seguintes. A seguir, o levantamento completo — Copa a Copa — com o atleta mais jovem de cada elenco brasileiro.

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Jogadores mais jovens convocados pelo Brasil para uma Copa do Mundo

1930 – Carvalho Leite, o mais jovem da primeira Seleção em Copas (18 anos)

Na Copa do Uruguai, o atacante Carvalho Leite foi o jogador mais novo do elenco brasileiro e também o mais jovem de todo o torneio. Em um Mundial ainda experimental, o Brasil já mostrava disposição para lançar atletas em início de carreira.

1934 – Leônidas da Silva inicia sua trajetória mundial (20 anos)

Na Itália, Leônidas da Silva era o mais jovem convocado. Anos depois, em 1938, se tornaria o grande astro brasileiro, artilheiro e símbolo da Seleção pré-Pelé.

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1938 – José Perácio na Copa do terceiro lugar (20 anos)

Na França, José Perácio foi o mais novo do grupo que conquistou o terceiro lugar, melhor campanha do Brasil até então. A geração já apontava para um futebol mais competitivo e ofensivo.

1950 – Castilho e a juventude no "Maracanazo" (22 anos)

No Mundial disputado no Brasil, o goleiro Carlos José Castilho era o mais jovem da lista. Reserva de Barbosa, iniciava ali uma longa trajetória na Seleção.

1954 – Humberto Tozzi e a renovação pós-1950 (20 anos)

Na Suíça, Humberto Tozzi representava a nova geração que tentava recolocar o Brasil entre os protagonistas após o trauma de 1950.

1958 – Pelé e o maior símbolo da juventude no futebol (17 anos)

Na Suécia, Pelé não apenas foi o mais jovem do elenco: tornou-se campeão mundial, marcou dois gols na final contra a Suécia e entrou para a história como o atleta mais jovem a balançar as redes em uma decisão de Copa. É o caso mais emblemático da juventude que virou lenda.

1962 – Coutinho no elenco do bicampeonato (19 anos)

No Chile, Coutinho era o mais jovem convocado por Aymoré Moreira. Mesmo em um grupo experiente e campeão, o Brasil mantinha espaço para novos talentos.

1966 – Edu, o recordista absoluto (16 anos)

Na Inglaterra, Edu tornou-se o jogador mais jovem já inscrito pelo Brasil em Copas do Mundo. Tinha apenas 16 anos — um recorde histórico da Seleção.

1970 – Marco Antônio Feliciano no time do tricampeonato (19 anos)

No México, o lateral-esquerdo era o mais jovem do elenco comandado por Zagallo. Mesmo cercado por lendas como Pelé e Tostão, representava a renovação futura.

1974 – Dirceu e a transição pós-tricampeonato (22 anos)

Na Alemanha Ocidental, Dirceu era o mais novo do grupo que iniciava uma nova fase após a geração de 1970.

1978 – Zé Sérgio e a juventude na Copa da Argentina (21 anos)

Na Copa argentina, Zé Sérgio apareceu como o mais jovem do elenco que buscava retomar o protagonismo mundial.

1982 – Leandro na geração de Telê (23 anos)

Na Espanha, o lateral-direito Leandro era o atleta mais novo do time de Telê Santana, uma das seleções mais admiradas da história, apesar da eliminação precoce.

1986 – Müller e a nova safra ofensiva (20 anos)

No México, o atacante Müller era o mais jovem convocado. Representava uma geração que misturava experiência e renovação.

1990 – Bismarck e a Copa da reconstrução (20 anos)

Na Itália, o meia Bismarck simbolizava a tentativa de renovação em um elenco que buscava reencontrar o caminho das grandes campanhas.

1994 – Ronaldo no início de uma era (17 anos)

Nos Estados Unidos, Ronaldo era o mais jovem do grupo tetracampeão. Não entrou em campo, mas começava ali sua história em Copas, que ganharia dimensão mundial em 1998 e 2002.

1998 – Denílson e a ousadia ofensiva na Copa da França (20 anos)

Na França, Denílson era o mais novo do elenco vice-campeão. Tornou-se peça importante ao longo da competição.

2002 – Kaká no grupo do penta (20 anos)

No Japão e na Coreia do Sul, Kaká era o atleta mais jovem da campanha do pentacampeonato mundial.

2006 – Robinho na Alemanha (22 anos)

Robinho representava a juventude em um elenco experiente que buscava o hexa.

2010 – Ramires na Copa da África do Sul (23 anos)

O volante foi o mais jovem convocado por Dunga na Copa sul-africana.

2014 – Bernard no Mundial em casa (21 anos)

No Brasil, Bernard era o mais novo da delegação que disputou a Copa em solo nacional.

2018 – Gabriel Jesus na Rússia (21 anos)

Gabriel Jesus foi o atleta mais jovem da lista de Tite, titular durante boa parte da campanha.

2022 – Gabriel Martinelli na Copa do Catar (21 anos)

No Catar, Martinelli fechou a sequência histórica como o mais jovem convocado do Brasil na edição mais recente.

Da estreia em 1930 ao Mundial de 2022, a juventude sempre esteve presente nas listas da Seleção Brasileira. Em alguns casos, foi promessa. Em outros, foi genialidade precoce. Mas em todos, representou a continuidade de uma tradição que mistura talento, coragem e renovação constante no maior palco do futebol mundial.

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