Piores vexames da história do Vasco da Gama
As noites que o vascaíno prefere esquecer

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A história do Vasco é feita de títulos, ídolos e façanhas — mas também de noites que o torcedor preferiria esquecer. Em mais de um século no futebol, o clube viveu derrotas que fugiram à lógica: eliminações em casa diante de adversários modestos, goleadas improváveis e um rebaixamento com o estádio lotado. Esses episódios ganham a pecha de vexame não só pelo resultado em si, mas principalmente pelo contexto: favoritismo aparente, elenco mais caro, mando de campo e pressão de uma torcida que costuma empurrar o time. O Lance! relembra os piores vexames da história do Vasco da Gama.
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A curadoria abaixo destaca cinco jogos que se tornaram cicatrizes históricas. Em cada caso, explicamos o cenário, como a partida se desenrolou e o que mudou depois — dentro e fora de campo. As informações foram verificadas e estão citadas ao final de cada tópico.
Piores vexames da história do Vasco da Gama
1. Athletico-PR 7×2 Vasco — Brasileirão 2005 (Arena da Baixada)
Contexto: O Vasco era treinado por Renato Gaúcho e tentava estabilizar a campanha. O Athletico vinha de temporada forte e, em casa, impôs seu ritmo desde o início.
O que aconteceu: A partida virou massacre ainda no primeiro tempo (4×0). Na etapa final, o placar fechou em 7×2, com direito a entrevista dura de Renato ("hoje, até grávida faria gol na gente"). A goleada está registrada em matéria especial do ge sobre os "chocolates" do Furacão.
Consequências: O resultado abalou o elenco e virou referência de desorganização defensiva. Até hoje, aparece nas listas de maiores derrotas sofridas pelo Vasco no Brasileirão.
2. Vasco 0×3 XV de Novembro (Campo Bom-RS) — Copa do Brasil 2004 (São Januário)
Contexto: O time gaúcho, de pouco lastro nacional, chegava como azarão. Após 1×1 no jogo de ida, bastava ao Vasco um empate sem gols para avançar, diante da sua torcida.
O que aconteceu: O XV foi cirúrgico: 3×0 em São Januário, com dois gols de Dauri e um de Canhoto. Há vídeo e registros de ficha técnica confirmando o placar e os autores dos gols.
Consequências: A eliminação em casa, com time completo, entrou no imaginário como uma das maiores zebras vascaínas na Copa do Brasil e passou a ser lembrada sempre que o clube volta a disputar o torneio.
3. Baraúnas surpreende — Copa do Brasil 2005 (São Januário)
Contexto: Um ano depois do tropeço para o XV, o Vasco voltou a cair em São Januário. O adversário, o Baraúnas de Mossoró, tinha como referência o veterano Cícero Ramalho, de 40 anos. Na ida, empate por 2×2 no RN.
O que aconteceu: Em uma noite emblemática, o Baraúnas venceu por 3×0 no Rio e eliminou o Vasco. O jogo rendeu VT do Baú do Esporte e matérias especiais relembrando o feito e o protagonismo de Cícero Ramalho.
Consequências: A derrota custou o cargo do técnico Joel Santana e consolidou a imagem recente do Vasco como "vulnerável" em mata-matas contra equipes de menor investimento.
4. Vasco 0×5 Avaí — Série B 2014 (São Januário)
Contexto: Mesmo na Série B, o Vasco era amplamente favorito em casa. Precisava vencer para embalar a campanha rumo ao acesso.
O que aconteceu: O Avaí aplicou 5×0 em São Januário — resultado classificado por veículos como a pior derrota caseira da história vascaína até então. Registros do ge e da imprensa catarinense fixaram a goleada como jogo-choque daquela Série B.
Consequências: O placar expôs falhas estruturais (marcação frouxa, erros individuais em sequência) e virou símbolo de instabilidade na temporada que deveria ser de afirmação na segunda divisão.
5. Primeiro rebaixamento — Brasileirão 2008 (São Januário, última rodada)
Contexto: Para evitar o rebaixamento inédito, o Vasco chegava à rodada final dependendo de uma combinação e, sobretudo, de fazer sua parte em casa.
O que aconteceu: Derrota por 2×0 (Leandro Domingues e Adriano). O clima no estádio resumiu a tragédia esportiva: choro de jogadores no banco e torcedores incrédulos.
Consequências: O clube inaugurou um ciclo de instabilidade com novas quedas nos anos seguintes (2013, 2015 e 2020), e a partida virou símbolo do primeiro rebaixamento cruz-maltino.
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