Piores vexames da história do Grêmio
Eliminações, rebaixamentos e derrotas marcantes: a lista de vexames do Grêmio.

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O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense é um dos clubes mais tradicionais do futebol brasileiro e sul-americano, dono de títulos como a Copa Libertadores, o Mundial Interclubes e a Copa do Brasil. Reconhecido por sua competitividade e pela capacidade de decidir grandes jogos, o Tricolor gaúcho construiu uma história marcada por glórias e por momentos heroicos. Contudo, até mesmo um gigante como o Grêmio viveu capítulos de frustração e humilhação. O Lance! relembra os piores vexames da história do Grêmio.
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Os vexames são aqueles jogos e campanhas que fogem do script, quando o favoritismo e a tradição não são suficientes para evitar derrotas acachapantes ou eliminações traumáticas. Em alguns casos, vieram contra clubes de menor expressão, em outros, resultaram em quedas históricas para divisões inferiores.
A seguir, revisitamos cinco momentos que marcaram negativamente a trajetória gremista. De derrotas no Campeonato Gaúcho e na Copa do Brasil a eliminações internacionais e rebaixamentos, cada episódio representa uma ferida na memória do torcedor.
Piores vexames da história do Grêmio
1. Caxias 3×0 Grêmio (ida) e 0×0 (volta) — Campeonato Gaúcho 2000
O Campeonato Gaúcho de 2000 terminou com uma das maiores zebras da história do estadual. O Grêmio, dono de um elenco experiente e campeão de grandes torneios na década anterior, enfrentava o Caxias na final e carregava o favoritismo.
No entanto, o time da Serra Gaúcha fez história. No Estádio Centenário, o Caxias aplicou um contundente 3×0, abrindo vantagem que seria impossível de reverter. No jogo de volta, no Estádio Olímpico, o Grêmio pressionou, mas não conseguiu marcar. O empate em 0×0 garantiu o título inédito ao Caxias e deixou o Tricolor em segundo lugar, amargando uma perda que até hoje é lembrada nas rivalidades regionais.
2. 15 de Novembro 1×0 Grêmio (ida) e 1×0 Grêmio (volta) — Copa do Brasil 2006 (eliminação nos pênaltis)
Na Copa do Brasil de 2006, o Grêmio enfrentou o 15 de Novembro de Campo Bom pelas oitavas de final. No jogo de ida, no Estádio Sady Arnildo Schmidt, o Tricolor Gaúcho apresentou um futebol apático e acabou derrotado por 1×0, em uma partida marcada pela organização do time do interior e pela falta de criatividade gremista.
No Olímpico, o Grêmio entrou em campo com a missão de reverter a desvantagem e conseguiu devolver o placar, vencendo por 1×0 no tempo normal. Com a igualdade no agregado, a vaga foi decidida nos pênaltis.
Foi aí que veio a frustração: o 15 de Novembro converteu todas as suas cobranças com frieza, enquanto o Grêmio desperdiçou duas, caindo por 4×2 nas penalidades. A eliminação diante de um adversário de menor expressão, e ainda dentro do próprio estado, gerou críticas pesadas e ficou marcada como um dos maiores vexames do clube na década.
3. Anapolina elimina Tricolor Gaúcho — Copa do Brasil 2005 (1ª fase)
Um ano antes da queda para o 15 de Novembro, o Grêmio já havia protagonizado uma eliminação precoce na Copa do Brasil. Pela primeira fase de 2005, enfrentou a Anapolina, de Goiás, com a expectativa de decidir tudo logo no jogo de ida.
No entanto, em pleno Estádio Jonas Duarte, o time goiano venceu por 3×2, aproveitando falhas defensivas e contra-ataques letais. Pelo regulamento da época, a derrota no jogo único — com a vantagem do gol fora para o time visitante — decretou a eliminação gremista. Cair logo na estreia para um clube sem expressão nacional aumentou a pressão sobre a diretoria e é lembrado como um dos pontos mais baixos daquela temporada.
4. Independiente del Valle 2×0 Grêmio (ida) e 2×1 Grêmio (volta) — Pré-Libertadores 2021
Em 2021, o Grêmio buscava chegar à fase de grupos da Copa Libertadores e, para isso, precisava passar pelo Independiente del Valle, do Equador. O adversário não tinha grande tradição internacional, e o favoritismo era amplamente apontado para o lado tricolor.
Mas a história foi diferente. No jogo de ida, em Assunção (o mando equatoriano foi transferido por restrições sanitárias), o Del Valle venceu por 2×0, explorando espaços na defesa gremista. No jogo de volta, na Arena do Grêmio, mesmo com apoio da torcida, os visitantes mostraram mais organização e venceram novamente, desta vez por 2×1.
A eliminação precoce gerou protestos, a saída do técnico Renato Portaluppi e marcou o início de uma temporada conturbada, que terminaria com o time rebaixado no Brasileirão.
5. Rebaixamento para a Série B — 2004
O ano de 2004 foi um dos mais dolorosos da história gremista. Em meio a uma crise política, dívidas crescentes e más escolhas no departamento de futebol, o Grêmio fez uma campanha desastrosa no Campeonato Brasileiro.
O rebaixamento foi confirmado com várias rodadas de antecedência, e o clube encerrou a temporada na lanterna, registrando a pior campanha da história dos pontos corridos até então. A queda para a Série B pela segunda vez (a primeira havia sido em 1991) abalou profundamente o orgulho do torcedor e forçou uma reconstrução que duraria alguns anos.
O trauma foi tão grande que o acesso, conquistado de forma dramática em 2005 na famosa "Batalha dos Aflitos", é até hoje lembrado como um dos jogos mais épicos do clube, justamente por simbolizar a volta à elite após esse vexame.
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