Piores vexames da história do Botafogo
Glorioso também acumula quedas e derrotas que entraram para o lado sombrio.

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O Botafogo de Futebol e Regatas é um dos clubes mais tradicionais e respeitados do futebol brasileiro. Dono de uma história rica, repleta de craques icônicos e momentos gloriosos, como as conquistas nacionais e a contribuição para a Seleção Brasileira, o Glorioso também carrega cicatrizes profundas. Essas marcas vêm de derrotas inesperadas, eliminações constrangedoras e rebaixamentos dolorosos que, embora raramente celebrados, fazem parte da narrativa do clube. O Lance! relembra os piores vexames da história do Botafogo.
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Falar de vexames não é diminuir a grandeza do Botafogo, mas sim reconhecer que até os gigantes tropeçam. Cada episódio aqui lembrado não foi apenas uma derrota no placar, mas um impacto emocional e simbólico para torcida, elenco e diretoria. Goleadas históricas contra rivais, eliminações para times muito inferiores e quedas de divisão moldaram a trajetória alvinegra, servindo tanto como alerta quanto como combustível para futuras reações.
A seguir, revisitamos cinco episódios emblemáticos que marcaram negativamente a história do Botafogo, de goleadas em clássicos a quedas surpreendentes em torneios nacionais.
Piores vexames da história do Botafogo
1. Flamengo 6×0 Botafogo — Carioca, 08/11/1981 (Maracanã)
Conhecido como "Jogo da Vingança", este clássico é um dos capítulos mais dolorosos para o torcedor alvinegro. Em 1972, o Botafogo havia aplicado um 6×0 no Flamengo, resultado que entrou para a história do confronto. Nove anos depois, em pleno Maracanã, com mais de 90 mil torcedores presentes, o Flamengo devolveu o placar com juros e correção.
Com um time estrelado que contava com Zico, Nunes, Lico, Adílio e Andrade, o rubro-negro construiu a goleada de forma implacável. Nunes abriu o placar, Zico marcou duas vezes, e Lico, Adílio e Andrade completaram a festa rubro-negra. Para o Botafogo, restou assistir à superioridade técnica e física do adversário, que dominou a partida do início ao fim.
A goleada virou símbolo de humilhação em clássico e é lembrada até hoje nas provocações entre torcedores. Mais do que os três pontos no Campeonato Carioca, o placar representou uma ferida aberta que demorou a cicatrizar.
2. Vasco 7×0 Botafogo — Carioca, 29/04/2001 (Maracanã)
Se o "Jogo da Vingança" é doloroso, esta partida contra o Vasco talvez seja ainda mais. Em abril de 2001, o Botafogo sofreu a maior goleada da história do Clássico da Amizade e, até hoje, a maior registrada em clássicos cariocas no Maracanã.
Comandado por Joel Santana, o Vasco atropelou o Botafogo. Juninho Paulista marcou duas vezes, Euller, Romário e outros nomes deixaram suas marcas, construindo um resultado histórico: 7×0. O massacre foi tão intenso que a torcida do Botafogo, ainda no estádio, pedia para que o árbitro encerrasse a partida antes do tempo regulamentar.
Essa derrota não foi apenas mais um jogo perdido: foi um abalo moral. O placar virou "troféu" nas provocações vascaínas e até hoje é usado como referência quando se fala de grandes derrotas do Glorioso.
3. Aparecidense elimina o Fogão — Copa do Brasil, 06/02/2018 (Anníbal Batista de Toledo)
Eliminações para times de divisões inferiores sempre doem mais. Em 2018, pela primeira fase da Copa do Brasil, o Botafogo encarou o modesto Aparecidense, de Goiás, que disputava a Série D do Campeonato Brasileiro. O regulamento previa jogo único, com vantagem do empate para o time visitante, e isso colocava o Botafogo como amplo favorito.
A partida começou bem para os alvinegros, que abriram o placar com Brenner. Mas, ainda no primeiro tempo, o Aparecidense empatou com Nonato. No segundo tempo, o mesmo Nonato virou a partida, levando a torcida local ao delírio. Para piorar, o Botafogo teve Rodrigo Pimpão expulso nos minutos finais, selando a eliminação.
A queda precoce foi tratada pela imprensa como um "vexame eterno" e marcou a temporada de forma negativa. Era um sinal claro de que, sem foco, qualquer adversário poderia surpreender, independentemente da diferença técnica.
4. Santa Cruz elimina o Fogão — Copa do Brasil 2010 (Nilton Santos)
Em 2010, o Botafogo chegou à Copa do Brasil com um elenco competitivo e a expectativa de ir longe. Depois de um empate por 2×2 no jogo de ida, em Recife, bastava ao time carioca um empate em casa para se classificar para a fase seguinte.
No entanto, o que se viu foi um exemplo clássico de como a desatenção pode custar caro. O Santa Cruz abriu 2×0, o Botafogo buscou o empate com gols de Loco Abreu e Herrera, mas, aos 45 minutos do segundo tempo, Gilberto marcou o gol da vitória pernambucana, eliminando o Glorioso diante de sua torcida.
O "gol fatal" virou case de desatenção e falta de controle emocional em momentos decisivos. Foi mais um episódio que reforçou a fama do Botafogo de tropeçar em jogos teoricamente controlados.
5. Rebaixamentos — 2002, 2014 e 2020
Nenhum vexame se compara ao trauma de cair para a segunda divisão. O Botafogo passou por isso três vezes.
- 2002: A primeira queda foi confirmada com derrota por 1×0 para o São Paulo, no Caio Martins, contra um time misto do Tricolor. Foi um choque histórico para um clube que se orgulhava de nunca ter sido rebaixado.
- 2014: Após uma campanha desastrosa, marcada por problemas financeiros e crises internas, o rebaixamento veio na penúltima rodada, com derrota para o Santos por 2×0.
- 2020: A terceira queda foi a mais precoce da história dos pontos corridos para um campeão brasileiro, confirmada já na 34ª rodada. O ano ficou marcado por instabilidade, troca de técnicos e elenco desmotivado.
Cada rebaixamento deixou cicatrizes profundas e simbolizou não apenas um momento ruim, mas anos de gestão equivocada e dificuldades estruturais.
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