Piores vexames da história do Atlético-MG
Galo acumulou derrotas que viraram marcas negativas na sua história.

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O Clube Atlético Mineiro é sinônimo de paixão, tradição e conquistas. Fundado em 1908, o Galo construiu uma trajetória marcada por títulos estaduais, nacionais e internacionais, além de uma torcida conhecida pelo apoio incondicional. No entanto, como acontece com qualquer clube centenário, a história atleticana também guarda páginas dolorosas. São momentos que, para os torcedores, representam feridas abertas, lições aprendidas e memórias que muitos prefeririam esquecer. O Lance! relembra os piores vexames da história do Atlético-MG.
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Os chamados "vexames" não se resumem a simples derrotas no placar. Eles envolvem o peso do contexto, a disparidade técnica entre os times, a expectativa frustrada e, muitas vezes, o impacto que tais resultados têm na autoestima da torcida. Quando um gigante como o Atlético-MG perde para um adversário modesto ou é eliminado de forma precoce, a repercussão extrapola os limites do campo e ecoa por anos.
Nesta seleção, revisitamos cinco episódios emblemáticos que marcaram negativamente a história do Galo. De quedas humilhantes para times de divisões inferiores a uma surpreendente eliminação no Mundial de Clubes, cada caso representa um capítulo singular do lado sombrio da trajetória atleticana.
Piores vexames da história do Atlético-MG
1. Afogados 2×2 Atlético-MG (7–6 pênaltis) — Copa do Brasil 2020
Em fevereiro de 2020, o Atlético-MG entrou em campo pela segunda fase da Copa do Brasil para enfrentar o Afogados da Ingazeira, time fundado apenas seis anos antes e participante da Série D. O cenário parecia tranquilo: a superioridade técnica do Galo era evidente e a classificação parecia questão de tempo.
No entanto, em um Estádio Vianão lotado e com atmosfera hostil para o visitante, o jogo saiu do controle. O Afogados abriu o placar, o Galo reagiu, mas o adversário não se intimidou e manteve a partida equilibrada. O empate por 2×2 levou a decisão para os pênaltis. Na disputa, o time pernambucano venceu por 7×6, provocando uma das maiores zebras da história recente do futebol brasileiro.
O resultado teve consequências imediatas: queda na Copa do Brasil, críticas pesadas da torcida e mudanças na comissão técnica. Foi um golpe profundo na autoestima atleticana, principalmente por ter acontecido contra um adversário de tão pouca expressão no cenário nacional.
2. Brasiliense 3×0 Atlético-MG (ida) e 1×2 (volta) — Copa do Brasil 2002
O ano de 2002 guardou uma das mais inesperadas eliminações da história do Galo. O adversário era o Brasiliense, que havia sido fundado em 2000 e fazia sua primeira grande campanha nacional. O primeiro jogo, no Mineirão, foi um desastre: derrota por 3×0, com erros defensivos gritantes e um adversário que aproveitou cada oportunidade.
Na partida de volta, no Serejão, o Atlético até venceu por 2×1, mas o estrago já estava feito. O agregado de 4×2 colocou o Brasiliense na final da Copa do Brasil, deixando para trás um dos clubes mais tradicionais do país.
A eliminação foi um choque e passou a simbolizar a vulnerabilidade do Atlético em mata-matas, principalmente quando o favoritismo parecia garantido antes da bola rolar.
3. Santo André elimina o Galo — Copa do Brasil 2004
Dois anos depois do trauma contra o Brasiliense, o Atlético voltou a tropeçar de forma constrangedora. Na segunda fase da Copa do Brasil, o adversário era o Santo André, que estava fora da Série A e não figurava entre os grandes centros do futebol brasileiro.
No jogo de ida, no Estádio Bruno José Daniel, o Ramalhão surpreendeu com uma atuação dominante, vencendo por 3×0. Na volta, no Mineirão, o Galo até marcou duas vezes, mas não conseguiu reverter a desvantagem. Poucos meses depois, o Santo André se tornaria campeão da Copa do Brasil, mas isso não diminuiu o impacto da eliminação precoce.
Para os atleticanos, era mais uma prova de que a equipe precisava lidar melhor com a pressão e o peso do favoritismo.
4. Grêmio Prudente 2×1 Atlético-MG (ida) e 0×0 (volta) — Copa do Brasil 2011
O Grêmio Prudente atravessava uma fase difícil, sendo lanterna do Campeonato Paulista e com elenco limitado. Ainda assim, o Atlético-MG não conseguiu superá-lo na segunda fase da Copa do Brasil de 2011.
A derrota por 2×1 no Prudentão foi marcada por erros defensivos e falta de criatividade no ataque. No jogo de volta, em Sete Lagoas, o Galo pressionou, criou chances, mas não conseguiu furar a retranca do time paulista. O 0×0 decretou mais uma eliminação frustrante.
Essa queda foi particularmente amarga porque o adversário vivia crise técnica e financeira, e a classificação parecia obrigação.
5. Raja Casablanca supreende no Mundial — Mundial de Clubes 2013
Após conquistar a Copa Libertadores de 2013, o Atlético-MG viajou ao Marrocos para disputar o Mundial de Clubes da FIFA com grandes expectativas. Com Ronaldinho Gaúcho, Diego Tardelli e outros nomes de peso, a torcida sonhava com uma final contra o Bayern de Munique.
Na semifinal, o adversário foi o Raja Casablanca, campeão marroquino e representante do país-sede. O que se viu foi um jogo surpreendente: o Raja não se intimidou, abriu o placar, sofreu o empate de Ronaldinho em bela cobrança de falta, mas retomou a vantagem e fechou o placar em 3×1.
A derrota foi um baque internacional. Não apenas pela eliminação, mas pela forma como o Atlético foi superado em intensidade, organização e vontade dentro de campo. O sonho do título mundial acabou de forma abrupta, e a torcida levou tempo para superar o trauma.
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