Cidades que mais receberam jogos de Copa do Mundo na história
Capitais, palcos históricos e recordes dos Mundiais.

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Desde 1930, a Copa do Mundo espalhou seus jogos por centenas de cidades ao redor do planeta. Ainda assim, algumas sedes se repetiram de forma quase obsessiva, seja por tradição, capacidade logística, tamanho dos estádios ou importância política e esportiva dentro de seus países. Essas cidades acabaram se tornando sinônimos do próprio torneio. O Lance! apresenta as cidades que mais receberam jogos de Copa do Mundo na história.
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Diferentemente do que muita gente imagina, não são apenas capitais europeias ou cidades-sede de finais que lideram esse ranking. O número total de partidas em uma cidade depende de fatores específicos: quantidade de Copas sediadas, uso de mais de um estádio, jogos de abertura, semifinais e decisões concentradas no mesmo local.
Outro ponto importante é que a FIFA nunca publicou um ranking oficial consolidado "cidade por cidade". Os números conhecidos hoje resultam da soma de todas as partidas realizadas em cada edição, com base em registros históricos jogo a jogo. Em alguns casos, o domínio é absoluto e indiscutível.
A seguir, o recorte das cidades que mais receberam jogos de Copa do Mundo até as edições mais recentes, com explicação do porquê cada uma delas ocupa posição de destaque.
Cidades que mais receberam jogos de Copa do Mundo na história
Cidade do México – o maior palco da história das Copas
Nenhuma cidade recebeu tantos jogos de Copa do Mundo quanto a Cidade do México. Ao todo, foram 23 partidas, distribuídas entre as Copas de 1970 e 1986, ambas sediadas no país.
O grande símbolo desse domínio é o Estádio Azteca, que sozinho concentrou 19 jogos de Copa, incluindo duas finais históricas: Brasil x Itália em 1970 e Argentina x Alemanha Ocidental em 1986. Nenhum outro estádio no mundo chegou perto desse número.
Além do Azteca, o Estádio Olímpico Universitário também recebeu partidas, ampliando ainda mais a contagem da capital mexicana. A combinação de altitude, capacidade monumental e centralidade política transformou a cidade no coração dos Mundiais no México.
Montevidéu – a cidade de uma Copa inteira
Montevidéu ocupa uma posição única na história do futebol mundial. A capital uruguaia recebeu 18 jogos, todos eles na Copa de 1930.
Na primeira edição da história do torneio, todos os jogos foram disputados na mesma cidade, espalhados por três estádios: Centenário, Parque Central e Pocitos. Isso faz de Montevidéu um caso irrepetível: nenhuma outra cidade concentrou uma Copa inteira sozinha.
Além do volume, o peso histórico é enorme. Foi ali que o futebol internacional nasceu em formato de Copa do Mundo, com final, título e identidade fundadora do torneio.
Guadalajara – a "segunda capital" das Copas mexicanas
Guadalajara aparece logo atrás, com 17 jogos de Copa do Mundo, somando partidas das edições de 1970 e 1986.
Em ambas as Copas realizadas no México, a cidade funcionou como uma espécie de base alternativa à capital. O Estádio Jalisco foi amplamente utilizado, recebendo jogos de fase de grupos, mata-mata e partidas decisivas.
O alto número se explica pela repetição do país-sede e pelo perfil da cidade: grande, estruturada e com tradição futebolística suficiente para receber jogos em sequência.
Joanesburgo – o centro urbano da Copa de 2010
Sede da Copa do Mundo de 2010, Joanesburgo recebeu 15 jogos, número elevado graças ao uso de dois estádios na mesma cidade: Soccer City (FNB Stadium) e Ellis Park.
O Soccer City, em especial, concentrou jogos-chave, incluindo a final do torneio. A soma dos dois palcos fez de Joanesburgo a cidade mais utilizada daquela Copa e uma das mais recorrentes da história recente dos Mundiais.
A estratégia da FIFA de centralizar partidas importantes em grandes centros urbanos explica por que Joanesburgo aparece à frente de várias capitais europeias mais tradicionais.
Outras cidades com grande volume de jogos
Logo abaixo desse grupo de elite aparecem cidades que sediaram uma ou duas Copas com alta utilização de seus estádios, mas sem alcançar os números dos líderes absolutos.
Entre elas estão Rio de Janeiro e São Paulo, que somam partidas de 1950 e 2014; Munique, Berlim e Frankfurt, muito utilizadas em 1974 e 2006; além de Milão e Roma, que concentraram jogos em diferentes edições.
Também entram nesse grupo cidades espanholas como Madri e Barcelona, além de palcos recentes como Moscou.
Essas cidades não lideram o ranking absoluto, mas fazem parte do "segundo escalão histórico", com presença constante na memória das Copas.
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