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Luis Monti: O homem que jogou duas finais por países diferentes

Conheça o único atleta a disputar finais de Copa por duas seleções diferentes.

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Lance!
São Paulo (SP)
Dia 30/05/2026
07:22
Luis Monti, o implacável meio-campista que fez história no futebol mundial ao disputar duas finais de Copa do Mundo, por Argentina e Itália. (Foto: FIFA)
imagem cameraLuis Monti, o implacável meio-campista que fez história no futebol mundial ao disputar duas finais de Copa do Mundo, por Argentina e Itália. (Foto: FIFA)

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Luis Felipe Monti, nascido em 1901 em Buenos Aires, destacou-se como meio-campista no San Lorenzo e na seleção argentina.
Foi o autor do primeiro gol da Argentina em Copas do Mundo em 1930 e participou da medalha de prata nas Olimpíadas de 1928.
Após se transferir para a Juventus em 1931, tornou-se campeão da Serie A e se naturalizou para jogar pela seleção italiana.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

Luis Felipe "Luisito" Monti escreveu seu nome na história do esporte com um feito que, até hoje, permanece inigualável. Nascido em Buenos Aires no dia 15 de maio de 1901, ele era filho de imigrantes italianos da região da Romanha. Essa ascendência seria fundamental para o seu futuro, mas seus primeiros passos no futebol foram dados nos campos da capital argentina. O Lance! conta a história de Luis Monti.

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Monti começou sua jornada no General Mitre, passando por clubes como Huracán, Boca Juniors e Atlético Palermo, até se consolidar como um dos grandes meio-campistas do futebol argentino na era amadora vestindo a camisa do San Lorenzo. Pelo "Ciclón", ele colecionou títulos nacionais e atuações dominantes no meio-campo.

A primeira Copa do Mundo de Luis Monti e o drama da final de 1930

A relação de Monti com a seleção argentina começou em 1924. Ele foi peça-chave na conquista do Campeonato Sul-Americano de 1927 (atual Copa América) e levou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Amsterdã, em 1928, marcando inclusive na final contra o Uruguai.

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Na primeira Copa do Mundo, em 1930, no Uruguai, Luis Monti fez história ao marcar o primeiro gol da Argentina em Mundiais — uma cobrança de falta implacável contra a França. Ele também balançou as redes na goleada por 6 a 1 sobre os Estados Unidos na semifinal. No entanto, a decisão em Montevidéu terminou em derrota por 4 a 2 para os donos da casa. Relatos históricos apontam que Monti jogou a final sob imensa pressão psicológica e até ameaças de morte, o que adiciona um contorno dramático ao primeiro vice-campeonato de sua vida.

A mudança para a Juventus e a camisa da Itália

Após a frustração em solo uruguaio, o destino de Monti mudou radicalmente em 1931, quando se transferiu para a Juventus. Após um período de forte recondicionamento físico para se adaptar ao futebol europeu, ele se tornou a espinha dorsal de um time histórico que conquistou quatro títulos consecutivos da Serie A italiana entre 1932 e 1935.

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Foi na Europa que suas raízes falaram mais alto. Graças à sua ascendência, Monti se naturalizou, tornando-se um oriundo. Esse status permitiu que ele fosse convocado por Vittorio Pozzo para a seleção da Itália, formando um forte sistema defensivo ao lado de lendas locais como Rosetta e Caligaris.

Campeão em 1934 sob o peso do regime político

Monti estreou pela Azzurra em 1932 e rapidamente tomou conta da posição. Na Copa do Mundo de 1934, sediada na própria Itália e utilizada abertamente pelo regime fascista de Benito Mussolini como uma ferramenta de propaganda política, o meio-campista esteve em campo em todos os jogos.

Na grande final em Roma, a Itália superou a Tchecoslováquia por 2 a 1. Aquele apito final sacramentou Luis Monti não apenas como campeão mundial, mas como o dono de um recorde absoluto: o homem que chegou ao topo do futebol mundial disputando decisões por duas nações distintas.

O legado do implacável Luis Monti, o "Doble Ancho"

Conhecido pelo apelido de Doble Ancho (algo como "Largura Dupla", pela sua capacidade incrível de cobrir espaços no gramado), Monti era um centromédio à frente de seu tempo. Ele combinava extrema força física e uma marcação dura para anular centroavantes rivais com a visão de jogo necessária para iniciar a construção ofensiva, uma função raríssima para os jogadores de defesa da época.

Sua carreira é o retrato perfeito do fenômeno dos oriundi sul-americanos no início do século XX. Mais do que táticas ou estatísticas, a história de Luisito Monti é a narrativa fascinante de um talento que atravessou o Atlântico para eternizar seu nome nos anais das Copas do Mundo.

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