Por onde anda Charles Guerreiro, ex-lateral do Flamengo?
Campeão brasileiro, convocado à Seleção e hoje figura do futebol regional.

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Charles Natali Mendonça Ayres representa um perfil clássico do futebol brasileiro das décadas de 1980 e 1990: jogador oriundo do Norte do país, consolidado em clubes regionais, que alcançou o auge técnico em um gigante nacional antes de seguir carreira longe dos grandes holofotes. O Lance! conta por onde anda Charles Guerreiro.
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Nascido em 22 de dezembro de 1963, em Ourém, no Pará, Charles construiu sua reputação inicial no Paysandu, onde ganhou o apelido de Príncipe, antes de migrar para o eixo Sul-Sudeste. A combinação de força física, disciplina tática e versatilidade — atuando como lateral-direito e também como volante — fez dele um jogador valorizado em equipes que priorizavam organização defensiva.
O ponto máximo de sua carreira aconteceu no Flamengo, entre 1991 e 1995, período em que participou diretamente de um dos ciclos mais vitoriosos do clube na década, incluindo o título do Campeonato Brasileiro de 1992. Mesmo sem protagonismo ofensivo, tornou-se peça recorrente nas escalações e chegou à Seleção Brasileira, algo reservado a poucos laterais de sua geração.
Os números e o auge no Flamengo
Pelo Clube de Regatas do Flamengo, Charles Guerreiro disputou 246 partidas oficiais, com:
- 123 vitórias
- 67 empates
- 56 derrotas
- 2 gols marcados
A baixa produção ofensiva virou tema recorrente de brincadeiras na imprensa carioca — Charles demorou mais de quatro temporadas para marcar seu primeiro gol pelo clube —, mas isso não diminuiu sua importância tática. Era utilizado com frequência em jogos grandes, principalmente por sua capacidade de marcação e leitura defensiva.
Durante esse período, conquistou, entre outros títulos:
- Campeonato Carioca: 1991
- Campeonato Brasileiro: 1992
O desempenho constante rendeu convocações para a Seleção Brasileira. Em 13 de maio de 1992, atuou como titular no amistoso contra a Inglaterra, em Wembley, sob comando de Carlos Alberto Parreira. Três anos depois, voltou à Seleção com Zagallo, participando da vitória por 1–0 sobre a Argentina, em Buenos Aires, que quebrou um tabu de 19 anos.
Clubes em que Charles Guerreiro jogou
A carreira de Charles foi extensa e marcada por passagens em clubes tradicionais de diferentes regiões do país:
- Paysandu Sport Club – início da carreira e retorno em diferentes momentos
- Ponte Preta – passagem breve no fim dos anos 1980
- Guarani Futebol Clube – consolidação nacional antes do Flamengo
- Flamengo – auge técnico e títulos nacionais
- Club de Regatas Vasco da Gama – rivalidade carioca
- Fluminense Football Club
- Inter de Limeira
- Bragantino
- Olaria
- Clube do Remo – último clube como jogador
Encerrrou a carreira em 2002, após defender o Remo, fechando um ciclo que atravessou quase duas décadas no futebol profissional.
Por onde anda Charles Guerreiro?
Após a aposentadoria, Charles Guerreiro (@charlesguerreirooficial) permaneceu ligado ao futebol, mas longe da grande mídia. Desde 2006, atua como treinador, auxiliar técnico e dirigente, principalmente em clubes do Norte do Brasil e em equipes emergentes.
Entre os clubes em que trabalhou estão:
- Ananindeua
- Remo
- Paysandu – campeão paraense em 2010 como treinador
- Paragominas – onde também exerceu o cargo de presidente
- Tuna Luso
- Independente de Tucuruí
- Iranduba
- Imperatriz
- Itupiranga
Atualmente, Charles é técnico do Itz Sport, do Maranhão.
Um retrato fiel de sua geração
A trajetória de Charles Guerreiro sintetiza o caminho de muitos jogadores brasileiros formados fora dos grandes centros: ascensão por mérito esportivo, passagem por clubes gigantes, experiência internacional pontual e, posteriormente, permanência no futebol por meio de funções técnicas regionais.
Mesmo distante do protagonismo midiático, Charles segue ativo no futebol, acumulando quase 40 anos de vida profissional ligada ao esporte, entre gramados, bancos de reservas e cargos administrativos.
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