Atlético-MG 2 x 4 Cruzeiro no Brasileirão 2000; virada espetacular com Felipão
Em 2000, com show de Fábio Júnior e Sorín, Cruzeiro vira sobre o Galo e vence.

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O clássico mineiro disputado no dia 30 de setembro de 2000, no Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, foi um dos mais marcantes da era moderna do futebol brasileiro. Pela Copa João Havelange, o Cruzeiro protagonizou uma das viradas mais impressionantes de sua história ao vencer o Atlético-MG por 4 a 2, diante de um público eletrizado em Belo Horizonte. O Lance! relembra Atlético-MG 2 x 4 Cruzeiro no Brasileirão 2000.
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O clássico mineiro disputado no dia 30 de setembro de 2000, no Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, foi um dos mais marcantes da era moderna do futebol brasileiro. Pela Copa João Havelange, o Cruzeiro protagonizou uma das viradas mais impressionantes de sua história ao vencer o Atlético-MG por 4 a 2, diante de um público eletrizado em Belo Horizonte. O Lance! relembra Atlético-MG 2 x 4 Cruzeiro no Brasileirão 2000.
O jogo tinha todos os ingredientes de um grande clássico: rivalidade intensa, clima de decisão e craques em campo. De um lado, o Atlético comandado por Carlos Alberto Parreira, com um ataque poderoso formado por Guilherme, Marques e Valdir Bigode. Do outro, o Cruzeiro de Luiz Felipe Scolari, com Fábio Júnior, Sorín, Geovanni e Oséas.
O resultado não apenas reafirmou o poder de reação da equipe celeste, como também marcou o início de uma das fases mais sólidas da "Raposa" sob o comando de Felipão. A vitória de virada no maior palco de Minas ficou registrada como uma das maiores atuações cruzeirenses em clássicos na virada do século.
Atlético-MG 2 x 4 Cruzeiro no Brasileirão 2000
Primeiro tempo equilibrado e chances perdidas
O início do jogo foi travado, com o Atlético tentando controlar a posse e o Cruzeiro apostando em transições rápidas. O Galo começou melhor, com Guilherme e Marques buscando o gol a todo momento. Kléber, goleiro celeste, teve trabalho para segurar os ataques atleticanos, enquanto Jefferson, do Cruzeiro, também apareceu bem nas bolas aéreas.
O primeiro gol parecia amadurecer para o lado alvinegro, até que, aos 43 minutos, a eficiência celeste apareceu. Após jogada trabalhada pela esquerda, Fábio Júnior recebeu livre e finalizou com categoria, abrindo o placar no Mineirão e silenciando a torcida atleticana.
O gol antes do intervalo mudou completamente o clima da partida. O Atlético, que vinha sendo superior, sentiu o golpe e foi para o vestiário pressionado, enquanto o Cruzeiro ganhava confiança e voltava mais organizado para a segunda etapa.
Show de Fábio Júnior e a reação celeste
Logo no início do segundo tempo, o Cruzeiro ampliou a vantagem. Aos 7 minutos, novamente ele, Fábio Júnior, mostrou oportunismo ao aproveitar rebote na área e empurrar para o fundo da rede: 2 a 0 para o Cruzeiro.
O Atlético ainda tentou reagir e conseguiu diminuir com Neguette, que subiu mais alto após cruzamento e fez 2 a 1, reacendendo a esperança do torcedor. A pressão aumentou quando Guilherme, artilheiro alvinegro, empatou o jogo aos 21 minutos, fazendo explodir o Mineirão.
Mas o Cruzeiro de Felipão mostrou força mental e organização. Mesmo após sofrer o empate, manteve a postura ofensiva e voltou a dominar o meio-campo com Sérgio Manoel e Ricardinho comandando as ações.
Sorín e Oséas fecham a virada histórica do Cruzeiro
Com o jogo em alta intensidade, o Cruzeiro voltou à frente do placar aos 35 minutos. Em jogada iniciada por Geovanni pela esquerda, Juan Pablo Sorín apareceu como elemento surpresa, invadiu a área e tocou com categoria para fazer 3 a 2.
O Atlético se lançou de vez ao ataque em busca do empate, mas acabou castigado nos minutos finais. Aos 40 minutos, Oséas, que havia entrado no segundo tempo, aproveitou contra-ataque fulminante e bateu cruzado para fechar o placar: 4 a 2.
O clássico terminou sob aplausos dos torcedores celestes e perplexidade dos atleticanos. Foi uma vitória emblemática, marcada pela personalidade do Cruzeiro e pela frieza de seus principais jogadores.
O impacto e o legado da partida
A virada sobre o rival serviu para consolidar a confiança da equipe celeste na Copa João Havelange, competição que substituiu o Brasileirão naquele ano. O Cruzeiro mostrou força coletiva e tática, enquanto o Atlético, mesmo com grandes nomes, não conseguiu reagir emocionalmente após os gols sofridos.
O jogo também simbolizou o estilo de Felipão: times intensos, sólidos e letais no contra-ataque. Fábio Júnior saiu consagrado como o melhor em campo, Sorín foi ovacionado pela torcida, e o clássico passou a figurar entre os grandes capítulos da história recente do futebol mineiro.
Ficha técnica - Atlético-MG 2 x 4 Cruzeiro no Brasileirão 2000
Data: 30 de setembro de 2000 (sábado)
Local: Estádio Governador Magalhães Pinto (Mineirão), Belo Horizonte (MG)
Competição: Copa João Havelange – 1ª Fase
Gols:
Atlético-MG: Neguette (18') e Guilherme (21')
Cruzeiro: Fábio Júnior (43' e 52'), Juan Pablo Sorín (80') e Oséas (85')
Atlético-MG: Kléber; Bruno Heleno, Cláudio Caçapa, Neguette e Cleison; Ramón, Caíco, Mancini e Marques; Valdir Bigode e Guilherme. Técnico: Carlos Alberto Parreira.
Cruzeiro: Jefferson; Rodrigo Chagas, Cris, Cléber e Sorín; Donizete Oliveira, Sérgio Manoel, Jackson e Ricardinho; Geovanni e Fábio Júnior. Técnico: Luiz Felipe Scolari.
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