Grêmio 4 x 0 Corinthians no Brasileirão 2002; hat-trick de Rodrigo Fabri
Em tarde inspirada, Tricolor Gaúcho atropela o Timão com show no Olímpico.

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O segundo semestre do ano de 2002 reservou grandes emoções para os amantes do futebol nacional, marcando a última edição do Campeonato Brasileiro disputada no tradicional formato de mata-mata antes da implementação definitiva dos pontos corridos. Na tarde daquele domingo, 8 de setembro de 2002, o Estádio Olímpico Monumental, em Porto Alegre, abriu suas portas para receber um dos clássicos mais aguardados da primeira fase da competição. O Grêmio, comandado pelo técnico Tite, precisava fazer valer o fator local para subir na tabela de classificação e consolidar sua força coletiva. Do outro lado, estava o poderoso Corinthians de Carlos Alberto Parreira (representado na ficha como Carlos Alberto), que contava com atletas multicampeões e recém-coroados com a Seleção Brasileira na Copa do Mundo. O confronto que terminou com o histórico placar de Grêmio 4 x 0 Corinthians no Brasileirão 2002 quebrou todas as expectativas de equilíbrio e transformou-se em um verdadeiro monólogo tricolor, liderado por uma atuação de gala e o hat-trick implacável do meia Rodrigo Fabri.
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Grêmio 4 x 0 Corinthians no Brasileirão 2002; hat-trick de Rodrigo Fabri
O massacre tricolor na primeira etapa do confronto no Olímpico
O apito inicial do árbitro paranaense Heber Roberto Lopes deu largada a uma partida onde o Grêmio buscou sufocar o adversário desde os primeiros movimentos. Tite escalou o Tricolor Gaúcho com uma postura tática extremamente agressiva e vertical, utilizando a liderança do goleiro Danrlei e a qualidade técnica de um meio-campo dinâmico composto por Tinga, Émerson e Gilberto. A proposta gremista era clara: anular a saída de bola paulista e acionar os homens de frente com velocidade. O Corinthians, que trazia nomes pesados como Vampeta, Kléber e o atacante Gil, parecia completamente atordoado diante da intensidade e da pressão exercida pelos donos da casa nas linhas intermediárias.
A facilidade com que o Grêmio quebrava as linhas de marcação de Fabrício de Souza e Renato Abreu era impressionante. Sob a batuta de Rodrigo Fabri, o ataque tricolor flutuava com enorme liberdade nas costas dos defensores Scheidt e Fábio Luciano. Com um faro de gol apurado e um posicionamento impecável dentro da grande área, o camisa 10 gremista começou o seu show particular ainda na etapa inicial. O Grêmio abriu vantagem e construiu um placar elástico com uma facilidade rara em clássicos interestaduais. A rede do Estádio Olímpico balançava a cada investida certeira, fazendo explodir os 17.968 torcedores presentes nas arquibancadas e deixando a equipe de Parreira sem qualquer poder de reação tática antes da ida para os vestiários.
O nervosismo paulista e a consolidação do placar elástico
A desvantagem acachapante no placar afetou visivelmente o equilíbrio emocional e a organização tática da equipe paulista. O segundo tempo começou em um clima extremamente tenso e ríspido dentro das quatro linhas, resultando em intervenções ríspidas da arbitragem. O zagueiro corinthiano Fábio Luciano se envolveu em uma disputa pesada com o ataque gaúcho e acabou recebendo o cartão vermelho direto. Para não perder o controle disciplinar do jogo, Heber Roberto Lopes também mandou mais cedo para o chuveiro o atacante Adriano Chuva, do Grêmio. Mesmo com as expulsões deixando ambas as equipes com dez jogadores em campo, o panorama tático do jogo Grêmio 4 x 0 Corinthians no Brasileirão 2002 não sofreu grandes alterações, permanecendo sob o controle absoluto dos comandados de Tite.
Aproveitando os espaços generosos gerados pela desorganização defensiva do Corinthians, o Grêmio aplicou o golpe de misericórdia. Rodrigo Fabri completou a sua tarde perfeita ao anotar o terceiro gol de sua conta pessoal — consolidando um hat-trick inesquecível que o colocou definitivamente como o grande herói do clássico. Para fechar a goleada histórica com chave de ouro, o zagueiro e lateral Róger também deixou a sua marca, superando o goleiro Doni e decretando o placar definitivo de 4 a 0. A partir dali, o Grêmio passou a valorizar a posse de bola e fazer o tempo passar com inteligência, sob os gritos entusiasmados de "olé" que ecoavam da torcida gaúcha.
As modificações dos treinadores e a administração do resultado
Com a vitória categoricamente assegurada, o técnico Tite aproveitou o cenário confortável para rodar o elenco e poupar suas principais peças. Ele promoveu as entradas do experiente volante Gavião na vaga de Ânderson Luís, colocou o jovem Élton no lugar do artilheiro da tarde e acionou Rodrigo para dar sustentação ao meio-campo no lugar de Fernando. O Corinthians, totalmente desgastado fisicamente e abatido psicologicamente pelo placar elástico, pouco conseguiu produzir nos minutos finais. Parreira tentou oxigenar o time promovendo as entradas de Marcinho, Moreno e Rodrigo Pontes, mas as investidas paulistas paravam no desarmamento implacável efetuado por Pedrinho e na segurança inabalável do goleiro Danrlei.
O apito final do árbitro foi um verdadeiro alívio para os jogadores corinthianos e o estopim para uma grande celebração em Porto Alegre. A atuação de gala do Grêmio foi amplamente exaltada pela imprensa esportiva de todo o país na época, que apontava o Tricolor Gaúcho como um dos candidatos mais fortes a brigar pelas posições de topo da tabela de classificação daquele Campeonato Brasileiro de 2002 devido ao seu repertório técnico e solidez tática.
O impacto de Grêmio 4 x 0 Corinthians no Brasileirão 2002 na temporada
O resultado elástico teve repercussões imediatas na caminhada das duas equipes dentro do torneio nacional. Para o Grêmio, a vitória acachapante serviu para enviar um recado claro a todos os concorrentes e elevar ao máximo a confiança do grupo sob a gestão de Tite, provando que o time tinha plenas condições de bater qualquer gigante do país jogando no Estádio Olímpico. O hat-trick de Rodrigo Fabri carimbou de vez a sua excelente fase técnica naquela temporada, consolidando-o como um dos meias mais letais do futebol brasileiro naquele período.
Para o Corinthians, o revés em solo gaúcho significou um duro choque de realidade e um aprendizado amargo sobre a necessidade de manter o equilíbrio defensivo nas transições rápidas. O time de Parreira se ajustaria nas semanas seguintes, realizando uma grande campanha que culminaria na chegada à grande final da competição contra o Santos. No entanto, aquela tarde de setembro pertenceu inteiramente ao Grêmio. O histórico confronto de 2002 permanece guardado com carinho na memória afetiva dos torcedores gremistas como o sinônimo perfeito de eficiência, brilho individual e superioridade coletiva em um dos maiores palcos do esporte nacional.
Ficha técnica - Grêmio 4 x 0 Corinthians no Brasileirão 2002
- Data: 08 de Setembro de 2002 (Domingo)
- Horário: 16h00 (de Brasília)
- Local: Estádio Olímpico Monumental, Porto Alegre (RS)
- Competição: Campeonato Brasileiro 2002 (Primeira Fase)
- Árbitro: Heber Roberto Lopes (PR)
- Público: 17.968 torcedores
Gols:
- Grêmio: Rodrigo Fabri
- (três vezes) e Róger
Cartões Vermelhos:
- Grêmio: Adriano Chuva
- Corinthians: Fábio Luciano
Escalações:
GRÊMIO:
Danrlei; Adriano, Pedrinho, Róger e Ânderson Luís (Gavião); Émerson, Fernando (Rodrigo), Tinga e Gilberto; Adriano Chuva e Rodrigo Fabri (Élton). Técnico: Tite.
CORINTHIANS:
Doni; Rogério, Scheidt, Fábio Luciano e Kléber; Fabrício de Souza (Rodrigo Pontes), Vampeta e Renato Abreu (Moreno); Leandro Lessa (Marcinho), Deivid e Gil. Técnico: Carlos Alberto Parreira.
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