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A história de Figueroa no Internacional: jogos, gols e estatísticas

O Rei da América mudou o patamar do futebol do Sul do Brasil.

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Lance!
São Paulo (SP)
Dia 27/03/2026
07:36
O zagueiro Figueroa sobe absoluto de cabeça: o chileno foi eleito o Rei da América três vezes seguidas atuando com a camisa colorada e reescreveu a história do clube. (Reprodução)
imagem cameraO zagueiro Figueroa sobe absoluto de cabeça: o chileno foi eleito o Rei da América três vezes seguidas atuando com a camisa colorada e reescreveu a história do clube. (Reprodução)

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Elías Figueroa chegou ao Internacional em 1971 e transformou o clube.
Figueroa conquistou o título de Rei da América por três anos consecutivos.
Sob sua liderança, o Internacional conquistou octacampeonatos estaduais consecutivos.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

Na rica biografia do Sport Club Internacional, a divisão do tempo obedece a um evento claro: existe o clube antes da década de 1970, e o gigante que se formou após a chegada de Elías Ricardo Figueroa Brander. Desembarcando em Porto Alegre em 1971, o zagueiro chileno trouxe consigo muito mais do que capacidade defensiva. Ele carregava um nível técnico tão assombroso, uma elegância tão rara e uma liderança tão natural que, em poucos meses, redefiniu o patamar não apenas da equipe colorada, mas de todo o futebol praticado na região Sul do Brasil. O Lance! relembra a história de Figueroa no Internacional.

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Apelidado respeitosamente de "Don Elías", o zagueiro desafiou a gravidade e as estatísticas. Ele jogava de cabeça erguida, antecipava lances com maestria e exalava uma aura de invencibilidade que contagiava seus companheiros e aterrorizava os rivais. Durante o seu auge no Beira-Rio, o seu domínio era tamanho que ele superou a concorrência de todos os gigantes sul-americanos para ser coroado, de forma inédita, o Rei da América por três anos consecutivos (1974, 1975 e 1976).

A história de Figueroa no Internacional

A hegemonia regional e o Rei dos Clássicos

A chegada de Figueroa coincidiu com o início do período de maior superioridade estadual do Internacional. O chileno tornou-se a viga de sustentação de um esquadrão que monopolizou o Rio Grande do Sul e estabeleceu um recorde até hoje intacto de conquistas no Campeonato Gaúcho. Liderados por ele, os colorados sagraram-se octacampeões estaduais, com o zagueiro participando ativamente do hexacampeonato nas edições de 1971, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1976.

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A mística do zagueiro crescia de forma exponencial, alimentada principalmente pelo seu desempenho assustador diante do maior rival. Na ferrenha rivalidade dos Gre-Nais, Figueroa ostenta números de um verdadeiro algoz. Durante todos os anos em que vestiu o manto colorado, ele disputou o clássico gaúcho em 17 oportunidades, tendo saído de campo derrotado apenas uma única vez.

Números de Figueroa no Internacional

Os dados estatísticos da passagem do zagueiro por Porto Alegre comprovam que a idolatria não se sustenta apenas pela emoção. Figueroa disputou exatas 336 partidas oficiais com o escudo do Internacional no peito. E não foi apenas evitando gols que ele construiu sua lenda; a sua presença na área adversária durante bolas paradas era uma arma ofensiva letal do time.

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Ao longo de suas exibições, o capitão marcou incríveis 26 gols. Esse montante impressionante fez com que ele dividisse por décadas a honraria de ser o zagueiro com o maior número de gols em toda a história centenária do Sport Club Internacional (sendo posteriormente igualado e superado apenas por Índio, nos anos 2000).

A glória nacional e a magia do Gol Iluminado

Se a hegemonia estadual já garantiria seu nome na história, foi no cenário nacional que Figueroa se transformou em divindade. Em 1975, o Internacional chegou à final do Campeonato Brasileiro enfrentando a formidável equipe do Cruzeiro no Estádio Beira-Rio. A partida, tensa e truncada, era disputada debaixo de um céu cinzento e extremamente encoberto em Porto Alegre, até que a história exigiu o seu lugar no minuto 11 do segundo tempo.

O ponta Valdomiro cobrou uma falta em direção à grande área. Naquele exato momento, as nuvens espessas que cobriam a cidade se abriram de forma misteriosa, permitindo que um único e forte facho de luz solar rasgasse o céu do estádio para iluminar exatamente a cabeça de Figueroa, que subia soberano para cabecear a bola. O toque firme encontrou a rede, sacramentando o placar de 1 a 0 e garantindo o primeiro título nacional não só da história do clube, mas de todo o futebol da região Sul. A pintura espiritual, recontada até hoje, passou para a eternidade sob o título absoluto de "O Gol Iluminado".

A coroação final do chileno ocorreu no ano seguinte, quando comandou o time na conquista do bicampeonato brasileiro em 1976. A saída de Don Elías deixou uma lacuna técnica e de liderança nas defesas brasileiras, mas os 336 jogos, os 26 gols e o raio de sol que beijou sua cabeça garantem que a aura do Rei da América permaneça, para todo o sempre, iluminando o gramado do Beira-Rio.

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