NBA avança por liga na Europa e se inspira no PSG; entenda
Comissário da liga, Adam Silver se mostra aberto a mais e mais mudanças

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A NBA estuda flexibilizar, no futuro, algumas regras. Regras estas que, atualmente, limitam a participação de fundos soberanos nas franquias da liga nos Estados Unidos e no Canadá. Essa possível mudança se dá a partir dos aprendizados com a criação da NBA Europe, projeto de liga continental que vem sendo discutido pela entidade. Mais especificamente com o modelo do Paris Saint-Germain.
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Atualmente, fundos soberanos só podem deter até 20% das equipes da NBA. Contudo, o comissário da liga, Adam Silver, indicou que o possível envolvimento dessa categoria de investidores na NBA Europe pode levar a uma revisão das diretrizes aplicadas no mercado norte-americano. O PSG é uma das equipes que podem vir à participar da versão europeia da liga norte-americana.
Segundo Silver, a NBA já conversa com fundos estatais. Também poderá haver novos investidores, emissoras e patrocinadores. O comissário citou como referência o Paris Saint-Germain (PSG), clube de futebol controlado pela Qatar Sports Investments (QSI), como exemplo de modelo bem-sucedido envolvendo fundos soberanos.
- Podemos ver com o PSG que houve sucesso com fundos soberanos que possuem equipes. Pode ser que, ao longo do tempo, existam práticas das quais aprendamos na Europa e que depois sejam levadas para os Estados Unidos - afirmou, citando o braço esportivo do fundo estatal qatari. Silver completou:
- Isso significa olhar para essa oportunidade do zero aqui na Europa. Estamos abertos a diferentes tipos de investidores como investidores principais, que atualmente não são permitidos nos Estados Unidos.
A NBA tem ampliado sua presença no Oriente Médio nos últimos anos, com jogos de pré-temporada realizados regularmente em Dubai e Abu Dhabi, ambas nos Emirados Árabes Unidos. Além disso, a Qatar Investment Authority (QIA) - da qual a QSI, do PSG, faz parte - já possui uma participação minoritária na Monumental Sports, grupo que controla o Washington Wizards.
Para a NBA Europe, Silver afirmou que a liga está aberta não apenas a fundos soberanos, mas também a outras fontes de capital.
- Estamos conversando com famílias que atualmente investem em esportes. Além de falar com fundos soberanos, há fundos de investimento mais tradicionais que já têm alguma experiência investindo em esportes e também fundos de private equity domésticos mais tradicionais que veem o esporte como uma classe de ativos - emendou.
Esportivamente
O projeto NBA Europe prevê a criação de uma liga com 16 equipes, representando Reino Unido, França, Espanha, Itália, Alemanha, Grécia e Turquia. A NBA indicou interesse em integrar clubes já consolidados no basquete europeu, como Real Madrid, mas também considera a criação de novas franquias em parceria com clubes de futebol, incluindo o próprio PSG.
No campo de mídia, as negociações ainda estão em estágio inicial. A liga avalia a presença de um parceiro global de streaming, combinada com emissoras locais para maximizar alcance e engajamento.
- Otimizar os valores de mídia seria uma combinação de plataformas de streaming. Potencialmente uma global - como temos com a Amazon Prime, que transmite jogos em 200 países - mas também em parceria com emissoras locais - afirmou o dirigente, antes de emendar:
- Ainda acredito que a televisão aberta é criticamente importante. Talvez não seja em algum momento, mas ainda é como muitas pessoas estão assistindo aos nossos jogos e acompanhando a cobertura.

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