Do papel ao campo: como a reforma tributária impacta os jogadores de futebol
Nova legislação trouxe mudanças significativas

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A mudanças propostas na reforma tributária entraram em vigência em 2026 e terão um impacto significativo na vida dos jogadores de futebol, exigindo cada vez mais organização financeira. Isso porque a Lei 15.270 de 2025, entre outros temas, criou uma nova régua de tributação para pessoas jurídicas.
Dessa forma, aqueles que recebem mais 50 mil reais mensais em direitos de imagem, por exemplo, se enquadrarão em uma nova alíquota de imposto. Atento nas novidades extra-campo, o Lance! conversou com Marcelo Claudino, fundador e CEO do escritório Top Multi-Family Office, especializado na gestão patrimonial para atletas com atuação em diferentes países.
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Nova tributação: o que muda para os jogadores de futebol
Em suma, as novas regras tributárias para imposto de renda de pessoas físicas e jurídicas (IRPF e IRPJ) reduzem a alíquota paga por pessoas de baixa renda e aumentam daqueles que recebem mais. Por isso, foi criado o Imposto Mínimo para Alta Renda (IRPFM), voltado para quem recebe mais de 600 mil reais anuais (ou 50 mil/mês).
Antes de entrar na tributação em si, cabe explicar como funcionam os contratos do futebol. Os atletas possuem duas formas de receber: na pessoa física e na jurídica. Na primeira, recebem o salário, que se mantém na alíquota de 27,5% a ser pago na declaração de IR. Já na segunda, recebem valores referentes aos direitos de imagem, por exemplo, e onde houve a principal mudança.
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Isso porque, até este ano, o montante recebido na pessoa jurídica não era tributado. A partir de 2026, indivíduos residentes no Brasil e que recebem mais de 50 mil reais em PJ serão tributados em 10% com dedução na fonte, ou seja, pago na emissão do DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais).
— Em relação às novas regras, não existe uma fórmula mágica para driblar a tributação. O uso de algumas estruturas e estratégias pode amenizar a carga tributária, mas cada caso deve ser estudado individualmente. A Receita Federal é muito bem aparelhada e, com os avanços tecnológicos, a capacidade de fiscalização é cada vez maior — explicou Claudino.
Apesar da mudança, ele entende que a mudança não terá um impacto significativo em futuras negociações entre jogadores e clubes. Inclusive, reforçou que, ainda assim, o Brasil segue tendo uma tributação menor que a de outros países.
— É importante ressaltar que a tributação da renda e do patrimônio no Brasil ainda permanecerá abaixo das alíquotas praticadas nos países desenvolvidos. O grande problema do Brasil é falta de retorno dos impostos pagos em beneficios para a sociedade e a alta tributação sobre o consumo, embutida nos preços que pagamos pelos combustíveis, alimentos e serviços como fornecimento de água e energia elétrica, entre outros.
Diante desse cenário, importa destacar que, apesar de ser uma classe afetada por essa mudança de tributação sobre altos rendimentos, a realidade não abrange a maioria dos jogadores. Segundo estimativa do Governo, 141 mil contribuintes devem ser impactados, o que representa menos de 1% da população brasileira.
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