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Do papel ao campo: como a reforma tributária impacta os jogadores de futebol

Nova legislação trouxe mudanças significativas

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Sharon Nigri Prais
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 04/02/2026
07:18
Novas regras da reforma tributária impactam jogadores de futebol (Foto: Arte/Lance!)
imagem cameraNovas regras da reforma tributária impactam jogadores de futebol (Foto: Arte/Lance!)

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A mudanças propostas na reforma tributária entraram em vigência em 2026 e terão um impacto significativo na vida dos jogadores de futebol, exigindo cada vez mais organização financeira. Isso porque a Lei 15.270 de 2025, entre outros temas, criou uma nova régua de tributação para pessoas jurídicas.

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Dessa forma, aqueles que recebem mais 50 mil reais mensais em direitos de imagem, por exemplo, se enquadrarão em uma nova alíquota de imposto. Atento nas novidades extra-campo, o Lance! conversou com Marcelo Claudino, fundador e CEO do escritório Top Multi-Family Office, especializado na gestão patrimonial para atletas com atuação em diferentes países.

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Nova tributação: o que muda para os jogadores de futebol

Em suma, as novas regras tributárias para imposto de renda de pessoas físicas e jurídicas (IRPF e IRPJ) reduzem a alíquota paga por pessoas de baixa renda e aumentam daqueles que recebem mais. Por isso, foi criado o Imposto Mínimo para Alta Renda (IRPFM), voltado para quem recebe mais de 600 mil reais anuais (ou 50 mil/mês).

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Antes de entrar na tributação em si, cabe explicar como funcionam os contratos do futebol. Os atletas possuem duas formas de receber: na pessoa física e na jurídica. Na primeira, recebem o salário, que se mantém na alíquota de 27,5% a ser pago na declaração de IR. Já na segunda, recebem valores referentes aos direitos de imagem, por exemplo, e onde houve a principal mudança.

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Isso porque, até este ano, o montante recebido na pessoa jurídica não era tributado. A partir de 2026, indivíduos residentes no Brasil e que recebem mais de 50 mil reais em PJ serão tributados em 10% com dedução na fonte, ou seja, pago na emissão do DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais).

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— Em relação às novas regras, não existe uma fórmula mágica para driblar a tributação. O uso de algumas estruturas e estratégias pode amenizar a carga tributária, mas cada caso deve ser estudado individualmente. A Receita Federal é muito bem aparelhada e, com os avanços tecnológicos, a capacidade de fiscalização é cada vez maior — explicou Claudino.

Apesar da mudança, ele entende que a mudança não terá um impacto significativo em futuras negociações entre jogadores e clubes. Inclusive, reforçou que, ainda assim, o Brasil segue tendo uma tributação menor que a de outros países.

— É importante ressaltar que a tributação da renda e do patrimônio no Brasil ainda permanecerá abaixo das alíquotas praticadas nos países desenvolvidos. O grande problema do Brasil é falta de retorno dos impostos pagos em beneficios para a sociedade e a alta tributação sobre o consumo, embutida nos preços que pagamos pelos combustíveis, alimentos e serviços como fornecimento de água e energia elétrica, entre outros.

Diante desse cenário, importa destacar que, apesar de ser uma classe afetada por essa mudança de tributação sobre altos rendimentos, a realidade não abrange a maioria dos jogadores. Segundo estimativa do Governo, 141 mil contribuintes devem ser impactados, o que representa menos de 1% da população brasileira.

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