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Rivalidade e 'guerra' nos bastidores entre Bap e Leila ampliam temperatura em Flamengo x Palmeiras

Conflitos sobre Libra, SAF e modelo de gestão elevaram a tensão

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Lucas Bayer
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 23/05/2026
13:00
Atualizado há 0 minutos
Flamengo de Bap e Palmeiras de Leila duelam no Maracanã (Foto: Arte/L!)
imagem cameraFlamengo de Bap e Palmeiras de Leila duelam no Maracanã (Foto: Arte/L!)

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O confronto entre Flamengo e Palmeiras neste sábado (23), no Maracanã, não representa apenas mais um jogo entre as principais potências esportivas no Brasil nos últimos anos. O duelo também chega cercado por uma crise política cada vez mais intensa entre o presidente rubro-negro, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, e a presidente palmeirense, Leila Pereira.

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Se dentro de campo os times passaram a disputar títulos em sequência, incluindo a Libertadores vencida pelo Flamengo sobre o Palmeiras em 2025, fora dele o clima virou uma batalha aberta por influência e controle dos rumos do futebol nacional.

Nos últimos meses, as trocas de declarações entre Bap e Leila escalaram em intensidade e transformaram Flamengo e Palmeiras em símbolos de um conflito maior: a disputa entre modelos de gestão, interesses comerciais e protagonismo institucional no futebol brasileiro.

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Libra virou ponto central da 'guerra' entre Flamengo e Palmeiras

A tensão explodiu de vez após a saída do Palmeiras da Libra, bloco comercial criado para negociar direitos de transmissão do futebol brasileiro. A ruptura aconteceu justamente depois de o grupo avançar em negociações alinhadas aos interesses do Flamengo, ampliando a percepção de desgaste entre os dois clubes.

Após o rompimento, Bap minimizou o impacto da saída palmeirense e deixou claro que o clube paulista não participará de eventuais ganhos futuros obtidos pela Libra.

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— Se conseguirmos um centavo a mais na Libra, eles não vão receber nada por isso. Não vão ganhar novos pedaços se o bolo aumentar de tamanho — disse o presidente do Flamengo no dia 15 de maio, durante o evento "São Paulo Innovation Week".

Leila Pereira, Samir Xaud (presidente da CBF) e Bap (Foto: Divulgação)
Leila Pereira, Samir Xaud (presidente da CBF) e Bap (Foto: Divulgação)

A declaração foi interpretada nos bastidores como um recado político direto ao Palmeiras e à própria Leila Pereira. O presidente rubro-negro ainda classificou a saída do clube paulista como uma ação mais midiática do que prática.

— O efeito prático é nenhum. Tem o efeito midiático de parecer que é um 'mise-en-scène', é um jogo de imagem — detalhou.

Posteriormente, Leila rebateu críticas de Bap e afirmou que possui "uma agenda muito clara", mas voltada aos interesses institucionais do Palmeiras. A dirigente ainda ironizou rumores envolvendo possível interesse de sua família na compra da SAF do Vasco.

— Todos sabem que defendo os interesses do Palmeiras sem tentar asfixiar os meus adversários. Ele pode ficar tranquilo. Eu não estou comprando o Vasco. Aliás, eu não estou comprando nem o Vasco nem a Netflix — rebateu Leila Pereira.

SAF do Vasco ampliou desgaste entre os dirigentes

Outro ponto recente de atrito envolve justamente a possibilidade de pessoas ligadas à família de Leila Pereira participarem de movimentações relacionadas à SAF do Vasco, principal rival do Flamengo. Diante deste cenário, Bap criticou publicamente a hipótese de propriedade cruzada entre clubes, ainda que indireta, e questionou operações financeiras envolvendo a Crefisa (empresa de Leila) e o clube de São Januário.

— No mundo inteiro, fica muito claro que não é possível ser dono de dois clubes. É só olhar o caso do empréstimo da Crefisa ao Vasco da Gama e qual foi a garantia solicitada — disparou Bap.

A fala ampliou o desgaste institucional porque atingiu diretamente um dos pilares da gestão de Leila no Palmeiras: sua ligação empresarial com a Crefisa.

Impostos, modelo SAF e disputa por influência aprofundam conflito

A rivalidade política entre Flamengo e Palmeiras também ganhou um componente ideológico nos bastidores do futebol brasileiro. Recentemente, Bap criticou declarações de Leila Pereira favoráveis ao modelo SAF ter benefícios fiscais (pagar menos impostos) maiores do que clubes associativos, como é o caso do clube carioca e do clube paulista.

Enquanto Palmeiras, representado pela sua presidente, e outros clubes demonstram maior abertura a mecanismos empresariais, o Flamengo mantém postura mais agressiva na defesa da força econômica dos associativos tradicionais.

— O Flamengo nunca será SAF (...) Entendo que, para o bem do futebol, a SAF seja uma solução para outros clubes. O que não pode acontecer é o que estamos vendo com um clube centenário como o Botafogo. Você cria uma SAF, permite que alguém compre o clube, e ele fica pior do que estava. O Flamengo é contra esse tipo de situação sem punição. Tem que haver punição esportiva, tem que haver perda de pontos. Você compra o clube com uma dívida de 80 milhões, assume que vai resolver, aumenta a dívida para 160 milhões, não paga ninguém e não há nenhuma punição esportiva ou financeira. Isso está errado — disse Bap, presidente do Flamengo, em fevereiro, em entrevista ao site "As", da Espanha.

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Rivalidade esportiva alimenta tensão política

A sequência de disputas por títulos ajudou a transformar qualquer divergência entre os clubes em tema nacional. Flamengo e Palmeiras dominaram o futebol brasileiro na última década, disputaram finais continentais, protagonizaram embates diretos por campeonatos e passaram a representar os dois projetos esportivos mais poderosos do país.

Esse cenário elevou o peso político de cada declaração. Ao contrário de rivalidades históricas marcadas apenas pela paixão regional, Flamengo x Palmeiras virou também um confronto de influência econômica, força institucional e controle narrativo.

Duelo no Maracanã será também disputa de narrativa

O jogo deste sábado acontece em meio a um ambiente de tensão raramente visto entre duas das principais diretorias do país. Embora Bap tenha afirmado recentemente que "não possui problemas pessoais" com Leila Pereira e defendido relações amistosas entre clubes fora de campo, o acúmulo de episódios recentes mostra um cenário cada vez mais desgastado.

Mais do que três pontos, Flamengo e Palmeiras disputam, atualmente, espaço político, protagonismo comercial e liderança dentro do futebol brasileiro. E isso ajuda a explicar por que o confronto no Maracanã carrega uma dimensão muito maior do que apenas futebol.

Títulos de Flamengo e Palmeiras no século XXI

CompetiçãoFlamengoPalmeiras

Libertadores

3

2

Brasileirão

4

4

Copa do Brasil

4

3

Supercopa

3

1

Recopa

1

1

Estaduais

14 Cariocas

6 Paulistas

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