Justiça anula suspensão de organizada antes de Flamengo x Palmeiras
Punição à organizada rubro-negra é relacionada a homicídio de torcedor do Vasco em 2025

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A Quinta Câmara do Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) anulou a suspensão de dois anos da Torcida Jovem do Flamengo. Desembargadora e relatora do processo, Cintia Santarém Cardinali, considerou válido recurso da defesa alegando impossibilidade de impor novo período de afastamento no mesmo juízo de origem. Isso porque a organizada já havia cumprido uma decisão transitada em julgado de três anos de suspensão. A decisão foi proferida na noite desta quinta-feira. Não está claro ainda, contudo, se a torcida poderá comparecer já ao jogo deste sábado, entre Flamengo e Palmeiras, no Maracanã.

Isso porque, na organização das partidas, há todo um esquema montado com o batalhão especializado da Polícia Militar com escolta das organizadas. Darlan informou que aguarda visita do presidente da torcida para orientações. Ele não soube informar se o Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe) já foi notificado da decisão.
A reportagem do Lance tentou contato com o comando do Bepe, mas até o momento não houve resposta. A Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) informou que a reunião de segurança para a partida foi realizada no início desta semana. E confirmou o recebimento da informação nesta sexta-feira.
A defesa afirma, no recurso, que a "sentença transitada em julgado produziu efeitos definitivos, impondo sanção de afastamento pelo prazo máximo legal de 3 anos, já integralmente cumprida, sendo vedada sua prorrogação ou renovação no mesmo processo". O TJRJ acolheu o argumento.
O processo inicial, que gerou a punição já cumprida de três anos de suspensão se refere a um fato ocorrido em 2015. A nova suspensão de dois anos tem relação com um homicídio em 11 de setembro de 2025, quando um torcedor (Rodrigo José da Silva Sant'anna) do Vasco foi vítima de uma emboscada em Oswaldo Cruz, Zona Norte do Rio. Na ocasião, a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) prendeu o presidente da organizada, Tiago de Souza Câmara Melo (conhecido como "Boinha"), e mais sete membros.
A defesa está a cargo de dois escritórios de advocacia, de Alberico Montenegro e do desembargador aposentado Siro Darlan, que tem relação íntima com o Flamengo. Darlan conversou com o Lance! e fez duras críticas ai Juizado Especial Criminal, onde foi iniciado o processo que gerou a punição já cumprida de três anos.
— É uma torcida que não é de santinhos, mas é perseguida pelo juizado de pequenas causas. A pena já foi paga desde 2021. Desde lá podiam ter voltado ao estádio, mas a juíza, com abuso de autoridade inclusive, prorrogou essa punição por tempo indeterminado. A pena máxima é de três anos. Tivemos de recorrer ao Judiciário para dizer o que é o óbvio, que a pena já foi cumprida — afirmou.
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Darlan criticou também a "generalização". Afirmou que o homicídio ocorrido em 2025 teve identificados os suspeitos e que ao Judiciário cabe individualizar a conduta, não punir toda a organizada.
— Entendemos que tem de ter segurança, que não pode ter violência nos estádios. Estamos fazendo um trabalho com a torcida para que mostrem seu apoio apenas com atos positivos, estamos mudando o estatuto deles, criando um código de ética, mas essa perseguição não ajuda. Sem torcida não tem graça. Então, ao mesmo tempo que estamos festejando isso tardiamente, estão cinco anos afastados de uma forma injusta. Se é um fato novo, tem de ter um processo novo, o devido processo legal, amplo direito de defesa. Aí é responsabilidade é individual, não coletiva, a torcida não pode pagar pelo ato individual. A torcida é CNPJ — disse Darlan.
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