Palmeiras e São Paulo revivem polêmicas de arbitragem antes de duelo pela liderança
últimas disputas do Choque-Rei foram marcadas por questionamentos das decisões da arbitragem; relembre as disputas

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O clássico entre São Paulo e Palmeiras será disputado na noite do próximo sábado (21), mas a troca de farpas entre diretores de ambos os clubes esquentou o confronto, que vale a liderança do Campeonato Brasileiro.
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A nova disputa fora das quatro linhas foi iniciada por Rui Costa, diretor do São Paulo. Em entrevista, o cartola afirmou que o rival venceu o último clássico entre as equipes, válido pela semifinal do Paulistão, devido a um erro "crasso" da equipe de arbitragem.
- O nosso adversário ganhou o último jogo por erros crassos de arbitragem. E infelizmente temos tido, nesses confrontos, em duas competições distintas, erros não raros que favorecem o adversário - disse Rui Costa antes de prosseguir.
- O que esperamos? E digo com muita tranquilidade, porque vamos enfrentar uma equipe extremamente competente, um time bem montado, treinador capacitado. E por isso que a arbitragem tem que permitir que o jogo se resolva no campo. E infelizmente isso não tem acontecido - completou.
A partir das declarações do diretor do São Paulo, Anderson Barros concedeu entrevista à TV oficial do Palmeiras, na qual condenou as acusações e elogiou os esforços da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na evolução e profissionalização da arbitragem no país.
- Precisamos parar com isso. O futebol não permite mais esse tipo de postura. O Rui Costa precisa entender que o futebol está muito além desse tipo de prática que era feita no passado. Hoje, para que você coloque uma equipe, para que você tenha uma condição de disputar uma competição, são muitas variáveis. E a arbitragem não é a mais importante. São profissionais hoje que também buscam o seu espaço, que também buscam realizar o seu trabalho da melhor forma possível. Vide o que tem acontecido hoje na própria CBF. A CBF tem tentado, de todas as formas, fazer com que a nossa arbitragem evolua - disse Barros.
O diretor do Palmeiras afirmou que o principal foco do clube é no desenvolvimento dos atletas, responsáveis pelas conquistas dentro de campo. Ao mesmo tempo, condenou a atitude do São Paulo "que vem de tantos e tantos anos".
- O nosso foco precisa ser ao trabalho que é desenvolvido, aos nossos atletas, porque são eles os responsáveis por ganhar ou não uma partida. Então precisamos parar com isso e acho que mais uma vez o São Paulo demonstra a sua forma de agir que vem de tantos e tantos anos. Precisamos acabar, senão o futebol não vai evoluir - apontou.
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As polêmicas do Choque-Rei
O confronto pelo mata-mata do estadual que desencadeou a troca de farpas dos dirigentes aconteceu há menos de um mês, o que ajuda a explicar o clima de rixa além do campo. Na Arena Barueri, o lado são-paulino ficou na bronca depois de um pênalti não marcado a favor do São Paulo após cruzamento de Lucas que bate na mão do zagueiro Gustavo Gómez. A arbitragem entendeu com não intencional e deixou a partida correr.
Na segunda etapa, foi a vez do Palmeiras reclamar da decisão da árbitra Daiane Muniz. Aos 20 da segunda etapa, Marlon Freitas disputou bola com Bobadilla na área, que caiu, e arbitragem assinalou penalidade. O lado alviverde ficou descontente por entender que o volante palmeirense não imprimiu força na disputa dentro da área. Calleri bateu e diminuiu o placar. Apesar da classificação, ficou a bronca dos dois lados do clássico.
Dessa vez o jogo será no Morumbis, o primeiro do ano após dois jogos na Arena Barueri no estadual. Mas o estádio do São Paulo também foi palco do último confronto entre os times pelo Brasileirão 2025, que também contou com polêmicas de arbitragem. Naquele jogo, que terminou com vitória de virada do Palmeiras por 3 a 2, um lance de pênalti não marcado para o Tricolor e da não expulsão de Andreas Pereira gerou revolta em campo e nas arquibancadas.
Aos sete minutos do segundo tempo, um escorregão do atacante Allan do Palmeiras, derrubou Tapia, do São Paulo. O VAR, comandado por Ilbert Estevam da Silva, seguiu com a marcação de campo de Ramon Abatti Abel e concordou que não havia penalidade. No caso do meia, a arbitragem optou por não expulsar após uma dividida de bola no meio-campo.
Dessa vez, mais uma vez pelo Campeonato Brasileiro, a arbitragem será comandada por Anderson Daronco, auxiliado por Maira Mastella Moreira, ambos do Rio Grande do Sul, e Bruno Raphael Pire, da federação goiana. Rodrigo D'Alonso Ferreira, de Santa Catarina, será o VAR.
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