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Família poderosa na CBF movimenta milhões em emendas através do futebol

Federação de Alagoas capta mais de R$ 6 milhões em verba pública com estrutura paralela

Lúcio de Castro Lance!
Lucio de Castro
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 29/04/2026
16:47

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Conteúdo Especial
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Um sobrenome poderoso do futebol brasileiro.

Por trás de uma estrutura que captou mais de R$ 6 milhões em verba pública no ano passado.

Valores alcançados através de emendas parlamentares.

Junte os ingredientes acima e temos uma máquina de obter recursos milionários do contribuinte. Fora do risco de bloqueio por dívidas ativas na Fazenda. Um sistema com o nível de transparência reduzido, dificultando o acompanhamento público da movimentação de recursos, de acordo com especialistas em governança esportiva consultados pela reportagem.

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No comando desta engrenagem está Felipe de Omena Feijó, 35 anos.

Presidente da Federação Alagoana de Futebol (FAF) há 12 anos e três mandatos.

A cadeira veio como uma herança paterna. Aos 23 anos, tornou-se o mais jovem presidente na história das federações estaduais.

Filho de Gustavo Feijó. Mandatário da FAF entre 2008 e 2015, quando saiu e passou para o herdeiro.

Empoderado na "Nova CBF", Gustavo Feijó comanda a jóia da coroa: "Diretor de Futebol Masculino da CBF".

O prontuário na entidade vem de longe. Vice-presidente nas gestões de Marco Polo Del Nero e Rogério Caboclo, além de chefe de delegação do Brasil na Copa das Confederações de 2013 e nas Olimpíadas de 2016. Passou e sobreviveu à queda de todos no emaranhado das mais diversas denúncias de malfeitos que foram eliminando seus pares ao longo dos últimos anos.

Dois anos depois de assumir a federação, em 2017, Felipe Feijó criou o Instituto FAF de Potencial Pleno (IFPP). Entidade privada, que tem como sócia instituidora e mantenedora a Federação Alagoana de Futebol. Por onde passam receitas que iriam diretamente para a federação. A utilização de institutos privados para gestão de recursos ligados a federações esportivas não é, por si só, ilegal. Mas pode levantar questionamentos sobre transparência e governança. Como foi feito pelo Ministério Público do Estado do Maranhão em caso similar.

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O item "F" do estatuto do IFPP apresenta seu objetivo institucional: "gerenciar e receber recursos em nome da sócia instituidora".

Em 2022, Felipe Feijó abriu a segunda entidade privada tendo a FAF como sócia instituidora e mantenedora: o Instituto FAF de Aprimoramento, Gerenciamento e Pesquisa (IFAGP), ou "Instituto Nossa Senhora das Graças." Em 2024, o IFAGP se desvinculou da Federação Alagoana de Futebol. Já o IFPP mantém seus vínculos e transações com a FAF.

Ao abrir o IFPP e depois o IFAGP, o Feijó herdeiro deu vários dribles em uma tacada só. O primeiro foi na dívida ativa da federação na Fazenda, que está atualmente em R$ 6.203.878,80 (seis milhões, duzentos e três mil, oitocentos e setenta e oito reais e oitenta centavos).

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Razão pela qual a federação poderia sofrer bloqueios judiciais. Assim, os institutos funcionam como um "fundo de manejo" para movimentar recursos da FAF, o que pode ter o efeito de deslocar parte da movimentação financeira para uma entidade que não responde diretamente pelas obrigações fiscais da federação.

MP denunciou caso semelhante no Maranhão: "Fraude"

A utilização de institutos para gerir o dinheiro de federação tem precedente e já foi alvo de contestação judicial no Maranhão, onde, em 2012, foi criado o Instituto Maranhense de Futebol (IMF) para movimentar a verba da Federação Maranhense de Futebol (FMF).

Na ação inicial, o Ministério Público do Estado do Maranhão apontou que a utilização de um instituto manejando as verbas da federação representava "falta de transparência, fraude, desvio de finalidade, confusão patrimonial, governança temerária e ainda prestação de contas deficiente". O Ministério Público concluiu que o instituto representa apenas uma "conta de passagem" dos recursos da FMF.

O MP foi além.

"Estrutura artificial destinada a contornar controles financeiros"

A denúncia expõe que a criação de um instituto com tal fim "pode ser considerado estrutura artificial destinada a contornar controles financeiros e jurídicos".

Invocando o artigo 50 do Código Civil, o MP chamou o IMF de "entidade paralela" e solicitou à justiça que alcançasse o "patrimônio ocultado" em tal organização desviante, além do pedido para que fossem responsabilizados os dirigentes do Instituto Maranhense de Futebol diretamente.

O MP aponta ainda para redução dos mecanismos de controle na utilização de organizações do tipo, já que, ao entrar na federação, ao menos em tese, o dinheiro deveria ser fiscalizado por diferentes mecanismos institucionais.

Tais como assembleias de clubes filiados, prestações de contas internas e auditorias. Além do controle da entidade nacional. No caso, a CBF.

No momento em que o dinheiro, seja de emendas parlamentares, convênios ou termos de fomento, entra através de institutos privados, parte desses mecanismos de controle institucional deixa de atuar diretamente sobre a movimentação dos recursos.

Assim, em casos como o do Maranhão e agora o da federação dos Feijó, as verbas destinadas para a federação sofrem um menor escrutínio em suas obrigações de transparência e publicidade de suas vidas financeiras.

"A confissão dos próprios dirigentes no sentido de que a FMF vem utilizando o Instituto Maranhense de Futebol como estrutura paralela para movimentação financeira, desde 2012, sob a justificativa de blindagem contra bloqueios judiciais, revela inequívoca adoção de mecanismos destinados a ocultar ativos e a frustrar obrigações fiscais, trabalhistas e civis", diz a denúncia do MP.

A peça citou ainda o caráter ilegítimo das operações.

"Completa desconexão entre a receita operacional da FMF - que ultrapassa milhões de reais anualmente — e os saldos efetivamente registrados em suas contas bancárias, o que caracteriza evidente incongruência contábil. Da mesma forma, os registros financeiros do IMF não possuem qualquer correlação com atividades institucionais efetivas, servindo a entidade, na prática, como mero instrumento de trânsito de recursos, sem suporte fático que legitime tais operações".

Milhões em emendas parlamentares por fora da Federação

A Federação de Alagoas ainda tem, além da verba com origem em emendas parlamentares para essa estrutura paralela, a verba anual vinda da CBF. Em 2024 esse montante foi de R$ 2.188.544,00 (além dos R$ 207.719,00 para arbitragem).

Somente das emendas parlamentares concedidas por deputados estaduais de Alagoas através da Secretaria de Estado de Esporte, Lazer e Juventude no ano passado foram empenhados R$ 6.312.776,49, de acordo com resposta obtida junto à própria secretaria através de pedido de Lei de Acesso à Informação (LAI) feito pela reportagem.

Emenda do Deputado Gilvan Barros Filho – R$ 994.233,33 (Valor que consta como 'anulado' em documento oficial da Secretaria de Esportes, embora a FAF confirme em "outro lado" ter recebido o recurso em fevereiro de 2026)."

Emenda do Deputado Antônio Albuquerque – R$ 200.000,00

Emenda do Deputado André Silva – R$ 1.200.000,00

Emenda do Deputado Dudu Ronalsa – R$ 2.618.543,16

Emenda do Deputado Delegado Leonam – R$ 1.300.000,00

Fonte: Secretaria de Estado do Esporte, Lazer e Juventude de Alagoas
Fonte: Secretaria de Estado do Esporte, Lazer e Juventude de Alagoas

Além desse total acima que tem como fonte os parlamentares estaduais, a vereadora Gaby Ronalsa (DEM), irmã do deputado estadual Dudu Ronalsa (MDB), também apresentou emenda no valor de R$ 920.601,24, até aqui não paga para o Instituto FAF de Potencial Pleno (IFPP).

Além de emendas para o IFPP, a federação também é beneficiária de fomento, como em 2023, em convênio com a Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (FUNDEPE), no valor de R$ 1.771.547,68 (Um milhão setecentos e setenta e um mil, quinhentos e quarenta e sete reais e sessenta e oito centavos ). Com o objetivo de "transmissão dos jogos do Alagoano série A, sub-20 e sub-17 em 2023 através de canal aberto de televisão, a criação de repositórios online para armazenamento dos jogos".

Ao fim de 2025, novamente o deputado Dudu Ronalsa também contribuiu com R$ 600 mil em emenda para o outro instituto fundado por Felipe Omena Feijó já acima citado, o IFAGP. Tendo como objeto "promoção da cultura, inclusão social e desenvolvimento sustentável, com foco na formação cultural, capacitação profissional e geração de renda para jovens e comunidades em situação de vulnerabilidade social no bairro Vergel do Lago e adjacências". Através da secretaria de cultura e economia criativa.

Balanço mostra presidente emprestando dinheiro para federação

As contas apresentadas pela FAF em 2024 têm um item que desperta atenção na rubrica "Empréstimos e Financiamentos": a informação de que em 2023, Felipe de Omena Feijó emprestou R$ 463.000,00 (quatrocentos e sessenta e três mil) para a própria federação que preside. E no ano seguinte, 2024, emprestou mais R$ 563.000,00 (quinhentos e sessenta e três mil reais). Sem que se conheça apresentação pública de qualquer comprovante, o que se sabe é que a FAF agora tem uma dívida a pagar de R$ 1.027.200,00 (um milhão, vinte e sete mil e duzentos reais) com o próprio presidente e filho do diretor da CBF.

Mariana Feijó, irmã de Felipe, também aparece tendo emprestado R$ 80.000,00 (oitenta mil reais) para a federação em 2024 e a mesma quantia no ano anterior. Através da "Uniball Sports Administração Market", empresa de agenciamento de atletas aberta em 2014 e em nome da própria Mariana Feijó. Total: R$ 160.000,00 (cento e sessenta mil reais).

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Felipe Feijó, presidente da Federação Alagoana, e Gustavo Feijó, diretor da CBF (Foto: divulgação FAF)
Felipe Feijó, presidente da Federação Alagoana, e Gustavo Feijó, diretor da CBF (Foto: divulgação FAF)

Prontuário robusto de escândalos não impede poder na CBF

Há mais de uma década ocupando cargos de poder na CBF, Gustavo Feijó sobrevive na "Nova CBF". Em termos de organograma, acima de Rodrigo Caetano, o coordenador-executivo de seleções.

Com atuação também na política, o diretor da CBF carrega no prontuário denúncias de desvio de R$ 28 milhões quando prefeito de Boca da Mata, Alagoas (eleito em 2012, reeleito em 2016), afastamento do cargo, acusação de participação em organização criminosa durante a gestão e corrupção enquanto deteve mandato popular.

Uma breve história ocorrida em outubro do ano passado ilustra o poder do diretor da CBF por trás dos bastidores. Logo após a derrota para a Espanha que eliminou a seleção sub-20 do mundial da categoria, Feijó pegou o telefone e demitiu o treinador Ramon Menezes, sem sequer esperar a volta da delegação.

A forma da ação, sem qualquer cuidado, causou constrangimento e barulho. Assim como a ausência de consulta ao presidente. A CBF tentou corrigir a repercussão ruim do ato em nota posterior, ao afirmar que "a decisão foi tomada após avaliação sobre o ciclo de trabalho desenvolvido até aqui".

Ex-sócio de Feijó em agenciamento de atletas foi protagonista em escândalo no futebol mundial

O histórico de Gustavo Feijó no esporte vem de longe.

Durante todo o tempo em que comandou a Federação Alagoana de Futebol e já com cargo na CBF, sem se preocupar com eventual conflito de interesses entre um cargo executivo em federação e na CBF, agenciava jogadores através da Internacional Foot Brasil Representação e Serviços.

É dessa sociedade que vem outro caso explosivo.

Um dos sócios de Feijó na empresa de agenciamento é protagonista de um dos maiores escândalos da história do futebol mundial.

O português Antônio Fernando Peixoto de Araújo teve papel bem definido nas peças que investigaram o episódio batizado de "Apito Dourado", sobre manipulação de resultados de jogos de futebol em Portugal, no ano de 2004: o empresário de jogadores foi denunciado por ser o intermediário entre o então presidente do Porto e árbitros oferecendo suborno para influenciar na arbitragem.

Além de vantagens financeiras, partes da investigação mostram que o sócio de Feijó na Internacional Foot Brasil agenciava o serviço de prostitutas para os árbitros envolvidos.

Em uma das gravações obtidas pela polícia judiciária, um dos árbitros aparece ligando para o empresário solicitando os préstimos para 24 de Janeiro de 2004 após a partida FC Porto x Estrela da Amadora: "No dia do jogo, às 12 horas, 58 minutos e 27 segundos, o árbitro Jacinto Paixão telefonou para o empresário de jogadores António Araújo e solicitou-lhe que o Futebol Clube do Porto lhe assegurasse para a próxima noite o serviço de várias prostitutas. Disso nos dá conta a conversa entre o suspeito Antonio Araújo e o presidente do Futebol Clube do Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa".

Posteriormente, foi anexada a gravação de um dos árbitros: "Tu, lembras-te, uma vez depois de a gente acabar… o putedo, com o Araújo, no Porto".

A Internacional Foot Brasil que unia Feijó e o empresário português foi aberta no ano de 2000, em Maceió, e baixada oficialmente em 2015, segundo os registros da Receita Federal. Portanto, com Gustavo Feijó estando paralelamente em boa parte desse tempo na empresa de agenciamento com o português e também na federação de futebol e na CBF.

Após o escândalo, Antônio Araújo abriu duas empresas de agenciamento de atletas, batizadas de Onsoccer. Uma em Portugal e outra no Brasil. A do Brasil com endereço em Maceió. Feijó não consta nos registros.

Outro lado:

CBF e Gustavo Feijó

A reportagem enviou pedido de resposta à CBF para ouvir o posicionamento da entidade a respeito das questões acerca do diretor da entidade. Além disso, como não conseguiu contato direto com Gustavo Feijó, considerando que o mesmo é diretor da entidade, solicitou, por meio da CBF, que o mesmo respondesse. A CBF enviou as respostas abaixo:

1-Gustavo Feijó foi sócio da Internacional Foot Brasil Representação e Serviços, que agenciava jogadores, ao mesmo tempo em que era presidente da Federação Alagoana. Além disso, um dos sócios, o português Antônio Fernando Peixoto de Araújo, foi protagonista em um dos maiores escândalos da história do futebol mundial, o "Apito Dourado", no período em que eram sócios. Peço que ele comente tais questões.

R- Essa questão, por se tratar de assunto de natureza particular, pode ser direcionada diretamente para o Gustavo Feijó.

2- O filho de Gustavo Feijó, Felipe Feijó, atual presidente da Federação Alagoana de Futebol, recebe mais de R$ 6 milhões em emendas parlamentares destinadas à gestão da federação, na qual entrou no lugar do pai. A verba é concedida através de uma organização privada fundada pelo próprio Felipe Feijó. Considerando que a CBF destina verba anual para a federação, peço que a entidade comente tal fato, assim como o diretor de seleções. Vale ressaltar que o Ministério Público do Maranhão já considerou ilegal tal prática, que também era realizada no estado. Gostaria da posição da CBF e do seu diretor de seleções.

R- A CBF realiza repasses regulares a todas as federações estaduais, conforme previsto em seus programas de apoio ao desenvolvimento do futebol. As federações, por sua vez, são responsáveis pela prestação de contas dos valores recebidos.

3-A filha de Gustavo Feijó, Mariana Feijó, possui uma empresa de agenciamento de atletas, a "Uniball Sports Administração Market". Peço que o diretor de seleções comente se considera que há algum conflito de interesses.

R- Da mesma forma, por ser um assunto particular, deve ser direcionado para o próprio Gustavo Feijó

Federação Alagoana de Futebol

A reportagem enviou pedido de resposta para a Federação Alagoana de Futebol e para o presidente da entidade, Felipe de Omena Feijó. Segue a resposta da FAF:

"Em atenção aos questionamentos encaminhados, adiante seguem os esclarecimentos:

Natureza institucional e finalidade do Instituto.

O Instituto FAF de Potencial Pleno (IFPP) é uma entidade civil sem fins lucrativos, dotada de personalidade jurídica própria, criada sob os auspícios institucionais da Federação Alagoana de Futebol (FAF), com apoio e conhecimento dos clubes, com a finalidade de apoiar, promover e viabilizar projetos esportivos e sociais relacionados ao desenvolvimento do futebol no Estado.

A FAF e o IFPP constituem pessoas jurídicas distintas e autônomas, inexistindo qualquer lógica de substituição institucional ou de atuação de uma entidade em nome da outra. Trata-se de uma atuação conjunta, coordenada e complementar, inserida em uma estrutura de governança concebida para ampliar a capacidade de formulação e execução de iniciativas estratégicas voltadas ao fomento do futebol de Alagoas.

Nessa perspectiva, o Instituto, na condição de organização da sociedade civil, reúne os requisitos legais necessários para a formalização de parcerias com o Poder Público e com a iniciativa privada, contribuindo para a implementação de projetos estruturantes, para o fortalecimento das competições e para o desenvolvimento das categorias de base.

Importa destacar que o Instituto não pertence a dirigentes individualmente, tampouco constitui patrimônio pessoal de seus administradores, atuando exclusivamente no cumprimento de suas finalidades estatutárias.

Sobre os recursos mencionados.

Os valores citados nos questionamentos referem-se a instrumentos distintos de parceria, celebrados em momentos diferentes e vinculados a planos de trabalho específicos, cada qual com cronograma próprio de execução.

Primeiro ciclo de execução

Plano de Trabalho apresentado em junho de 2024

Termo de Fomento firmado em dezembro de 2024

Embora o instrumento tenha sido formalizado em 2024, o ingresso financeiro ocorreu apenas no início de fevereiro de 2025.

O valor recebido nesse instrumento totalizou R$ 3.918.543,16, destinado à execução de ações relacionadas às competições, ao fortalecimento das categorias de base e ao suporte operacional das atividades federativas.

Segundo ciclo de execução

Plano de Trabalho apresentado em agosto de 2025

Termo de Fomento firmado em novembro de 2025

Os recursos vinculados a esse instrumento foram recebidos em dezembro de 2025, no valor aproximado de R$ 1.400.000,00, estando vinculados à execução das ações previstas no respectivo plano de trabalho.

Terceiro ciclo de execução

Plano de Trabalho apresentado no exercício de 2025

Termo de Fomento firmado em dezembro de 2025

O ingresso financeiro ocorreu posteriormente, em fevereiro de 2026, no valor de R$ 994.233,33, encontrando-se o respectivo plano de trabalho atualmente em execução.

Sobre a emenda parlamentar mencionada.

Em relação ao questionamento sobre emenda parlamentar municipal no valor aproximado de R$ 920 mil, esclarece-se que, embora tenha sido apresentado plano de trabalho e seguido o trâmite administrativo regular, o recurso não foi efetivamente recebido.

Não houve ingresso desse valor nas contas da FAF nem do IFPP, uma vez que não ocorreu a liberação financeira por parte do ente concedente.

Sobre eventual vínculo com outras entidades.

A Federação Alagoana de Futebol (FAF) esclarece que não mantém vínculo institucional ou operacional com o Instituto Nossa Senhora das Graças (IFAGP), não participando de sua gestão ou de projetos eventualmente desenvolvidos por aquela entidade.

Sobre alegações relativas a empréstimos.

As demonstrações financeiras auditadas da Federação não registram operações de empréstimo entre a FAF e o Instituto FAF de Potencial Pleno.

(Nota da reportagem: ao ser questionada sobre os alegados aportes pessoais do presidente, a FAF limitou-se a negar transações entre a federação e o instituto. Silenciando sobre os empréstimos registrados em seu balanço auditado que a tornam devedora de seu próprio mandatário em mais de R$ 1 milhão, questionamento da reportagem).

O balanço patrimonial registra contrato de mútuo sem incidência de juros, no valor de R$ 80.000,00, formalizado com a empresa Uniball Sports Administração Marketing Ltda., devidamente registrado nas demonstrações financeiras auditadas da entidade, em conformidade com a legislação civil aplicável.

Ressalte-se, ainda, que as contas da FAF foram regularmente apresentadas em assembleia de prestação de contas, tendo sido aprovadas pelos clubes filiados, em estrita observância às normas estatutárias.

Contexto institucional.

A FAF organiza anualmente um amplo calendário esportivo no estado, envolvendo competições profissionais, categorias de base e futebol feminino.

Com essa pareceria estratégica entre FAF e IFPP, apenas para se ter uma ideia, no último ciclo esportivo foram realizadas 14 competições oficiais, totalizando 567 partidas disputadas, com a participação de 50 clubes e mais de 5 mil atletas, o que evidencia a dimensão das atividades desenvolvidas no futebol alagoano.

Assim, o IFPP contribui na execução de projetos e iniciativas voltadas ao fomento do futebol de Alagoas, bem como à promoção de ações esportivas e sociais voltadas à formação de atletas e ao fortalecimento do ecossistema esportivo estadual.

Esperando ter respondido aos questionamentos, encontro-me à disposição.

Atenciosamente,

Assessoria de Comunicação da FAF"

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