Como a CBF agiu nos bastidores para mudar o calendário do futebol brasileiro
Entidade precisou costurar acordo com parceiros para fazer as mudanças

Nos bastidores, a CBF costurou um acordo delicado para mudar o calendário do futebol brasileiro a partir de 2026. A entidade reduziu os Estaduais, ampliou a duração do Brasileirão e mexeu também na Copa do Brasil.
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Na visão da CBF, a reforma busca equilibrar dois pontos: aliviar a sobrecarga dos times da Série A e manter em atividade clubes pequenos, que antes ficavam meses sem jogar.
Para conseguir aprovar essa mudança, a CBF precisou convencer parceiros poderosos: federações estaduais, clubes e emissoras de TV. O caminho foi oferecer contrapartidas. Se os Estaduais perderam datas — caíram de 16 para 11 rodadas —, competições nacionais ganharam espaço. A Copa do Brasil saltou de 92 para 126 clubes. A Série D passou de 64 para 96 participantes. E a Série C, até 2028, chegará a 28 times. Até mesmo uma nova competição, a Copa Sul-Sudeste, surgirá no organograma.
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Além disso, novas Copas regionais foram criadas, garantindo calendário para todas as federações. Assim, mesmo os clubes menores terão um volume maior de jogos e, mais importante, novas receitas. A expectativa é que as cotas distribuídas pela Copa do Brasil e pelas Séries C e D superem a arrecadação que os Estaduais proporcionam.
No Brasileirão, o campeonato será mais longo, ocupando dez meses da temporada. Ele começa em 28 de janeiro e só termina em 2 de dezembro, com pausa durante a Copa do Mundo. O formato segue o mesmo, mas com uma novidade: os Estaduais serão disputados de forma simultânea, entre janeiro e março.
— Demos o primeiro passo na redução do excesso de jogos para clubes de Série A e ao mesmo tempo vamos promover mais oportunidades para federações e clubes em competições nacionais, democratizando o futebol brasileiro. Times que passavam meses inativos, após seus Estaduais, agora terão competições nacionais para jogar — afirmou o diretor de competições da CBF, Julio Avellar.
Pelos cálculos da CBF, a estimativa é que o total de jogos dos clubes da Série A reduzam cerca de 15%. Na média, os principais clubes do Brasil disputaram 67,4 partidas no ano passado. Alguns passaram de 75 jogos.

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