Marcelo Teixeira explica troca de treinador e escolha por Cuca: 'Confiávamos no Vojvoda'
Presidente afirmou que vê como 'prejudicial' a constante troca no comando técnico e opinou sobre polêmicas da carreira do treinador

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O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, detalhou os motivos para a troca no comando técnico do time após a derrota para o Internacional por 2 a 1, na noite de quarta-feira. O gestor afirmou que não havia um plano para a demissão de Juan Pablo Vojvoda porque a diretoria santista confiava no trabalho do argentino e que o contato com Cuca, anunciado como substituto, aconteceu após a saída do ex-treinador.
- A gente não tinha um plano A, B ou C. Confiávamos no Vojvoda e só fizemos contato com Cuca nas últimas horas. Acredito que é uma boa opção. (...) Ele é um técnico que conhece o Santos, isso também é uma vantagem. O Cuca tem muita experiência, chegou a decidir com o Santos uma Libertadores, então entendemos que o Cuca, além de bom treinador, conhece os bastidores, a pressão da torcida, e entendemos que ele pode com o seu trabalho e respaldo da diretoria, recolocar o Santos no caminho do bons resultados - afirmou o presidente ao canal ESPN.
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Marcelo Teixeira afirmou que vê como prejudicial a troca no comando técnico de um clube, mas ponderou que o trabalho feito por Vojvoda e sua comissão técnica não estava funcionando. O executivo relembrou que no primeiro ano da sua atual gestão, quando disputou a Série B, obteve sucesso ao trazer um profissional que se manteve no cargo e que conhecia os bastidores da equipe, o técnico Fábio Carille. Agora, com Cuca, espera repetir a fórmula.
- Na minha gestão, tivemos sucesso no primeiro ano porque mantivemos o treinador. Tínhamos um objetivo, fomos vice-campeões paulistas, fomos campeões de acesso e voltamos à primeira divisão com o Carille. Historicamente, o Santos tem muito essa questão de mudança [de técnicos] nos últimos anos. Na nossa, tivemos quatro treinadores e acho que isso é muito prejudicial a qualquer clube [mudar de treinador]. Nós insistimos com Vojvoda e sua comissão técnica, atuante e trabalhadora, mas não deu certo - explicou Teixeira, que também citou a má campanha no Paulistão como outro fator acumulado na demissão.
- Ficamos esses nove meses [com Vojvoda], disputamos Brasileiro do ano passado, Paulista desse ano, onde saímos de forma precoce, já que esperávamos estar numa semifinal, e ao mesmo tempo iniciamos o Campeonato Brasileiro dessa forma. Entendemos que era necessária essa mudança - completou.

Polêmicas envolvendo Cuca
O treinador teve passagens conturbadas no extra campo em clubes como o Corinthians, em 2023, onde só durou uma semana e disputou dois jogos após protestos de parte da torcida corintiana. O movimento se deu após o treinador ser contratado pela equipe paulista mesmo diante de uma condenação por estupro que aconteceu em 1987, na Suíça. Em 2024, o Tribunal Regional de Berna-Mittelland, do país europeu, anulou a condenação por falhas processuais.
Sobre o caso, Marcelo Teixeira destacou que o caso foi avaliado e a diretoria entendeu a questão como "superada". O presidente afirmou que teve conversas com Cuca onde o tema foi debatido e esclarecido e que o Santos seguirá cumprindo seu "papel social", como definiu o executivo.
- Avaliamos essa repercussão. Tudo que ocorra paralelamente ao futebol tem que ter cuidado. Santos tem história de fazer apoio e campanhas de diferentes formas. Santos é protagonista nesse aspecto de campanhas e em ações sociais. Dentro do que avaliamos, entendemos como superada a questão. Ele já esclareceu e trabalhou em outros clubes nesses últimos anos. Acreditamos que tenha servido de exemplo e serve para nós também. Que a gente reafirme tudo que aquilo que possa servir de referência positiva ou negativa que tenha acontecido para que o Santos continue fazendo seu papel social - afirmou Teixeira.
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