CBF repudia violência em Avellaneda e pede rigor à Conmebol
Confederação Brasileira exige apuração rápida e punição aos responsáveis

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou, na manhã desta quinta-feira (21), uma nota cobrando da Conmebol medidas rigorosas após cenas de guerra nas arquibancadas do setor visitante do estádio Libertadores de América, em Avellaneda (ARG).
Torcedores da Universidad de Chile teriam ateado fogo em objetos durante o intervalo da partida contra o Independiente, pela volta das oitavas de final da Copa Sul-Americana, que terminou empatada em 1 a 1. Parte da torcida da equipe anfitriã invadiu o setor visitante e protagonizou agressões.
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Segundo a entidade máxima do futebol brasileiro, o ocorrido vai contra os princípios do futebol e não pode ser tolerada. A confederação cobra da Conmebol investigação rápida e transparente para identificar os responsáveis e aplicar punições rigorosas.
A CBF ainda reafirmou o seu compromisso com a segurança nos estádios, garantindo que torcedores, atletas e profissionais possam participar das partidas sem risco, e que somente punições exemplares e ações concretas poderão prevenir novos episódios de violência.
— Manifestamos nossa total solidariedade às vítimas da violência e às suas famílias. Nenhum torcedor, atleta ou profissional envolvido no espetáculo esportivo deve temer por sua integridade física ao exercer seu direito de participar ou assistir a uma partida de futebol. A CBF reafirma seu compromisso com a promoção de um futebol seguro, inclusivo e pacífico. Somente com punições exemplares e ações concretas será possível erradicar a violência dos estádios e preservar a dignidade do esporte em nosso continente — disse a CBF.
O que aconteceu?
O time chileno abriu o placar aos 11 minutos com Assadi, e Montiel empatou para os mandantes aos 27 do primeiro tempo. Segundo o jornal argentino "Olé", a confusão começou com torcedores da Universidad de Chile incendiando objetos no setor visitante e arremessando cadeiras em direção à torcida adversária.
Alguns torcedores argentinos chegaram a invadir o campo em busca de segurança. Outros, cruzaram a grade que separava as torcidas para retaliar as ações dos visitantes. Houve também relatos de pedras e barras de ferro lançadas pelos chilenos contra os rivais. Em imagens compartilhadas nas redes sociais, hinchas da La U aparecem pulando da arquibancada para fugir das agressões dos "rojos".
O segundo tempo chegou a começar, mas a partida foi novamente paralisada após dois minutos, já que o clima continuava tenso nas arquibancadas. Após 20 minutos de espera, a arbitragem mandou os jogadores para os vestiários e também deixou o gramado. O sistema de som do estádio ordenou a saída imediata da torcida visitante. No entanto, uma parcela se recusou a seguir o comando e foi perseguida por torcedores do Independiente, que portavam barras de ferro.
De acordo com o portal "Tyc Sports", são pelo menos 10 feridos até o momento, alguns em estado grave. Mais de 300 torcedores foram detidos.
Conforme publicado pela "ESPN", a Universidad de Chile recebeu uma carga de 5 mil ingressos, número acima da capacidade do setor destinado aos visitantes, em negociação entre os dois clubes. O empate parcial classifica a La U, que venceu a ida por 1 a 0.

Leia a nota completa da CBF:
A barbárie da última noite, no estádio de Avellaneda, durante a partida entre Independiente e Universidad de Chile, pelas oitavas-de-final da Copa Sul-Americana, vai contra todos os princípios do esporte que tanto amamos. O futebol, uma das grandes expressões de paixão e união dos povos sul-americanos, não pode ser palco de violência, intolerância e desrespeito.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pede à Conmebol rigor total na apuração dos fatos ocorridos, com investigação célere e transparente, e que os responsáveis sejam identificados e punidos com severidade.
É inadmissível que episódios como esse se repitam em competições que deveriam celebrar o talento, a emoção e o espírito esportivo.
Manifestamos nossa total solidariedade às vítimas da violência e às suas famílias. Nenhum torcedor, atleta ou profissional envolvido no espetáculo esportivo deve temer por sua integridade física ao exercer seu direito de participar ou assistir a uma partida de futebol.
A CBF reafirma seu compromisso com a promoção de um futebol seguro, inclusivo e pacífico. Somente com punições exemplares e ações concretas será possível erradicar a violência dos estádios e preservar a dignidade do esporte em nosso continente.
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