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CBF esclarece expulsão de Carrascal, do Flamengo, na Supercopa Rei

Colombiano foi expulso após o retorno dos times para o intervalo

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Rio de Janeiro (RJ)
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Lucas Bayer
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 01/02/2026
22:51
Jorge Carrascal foi expulso da Supercopa Rei 2026 (Foto: DELMIRO DOS SANTOS JUNIOR/Mochila Press/Gazeta Press)
imagem cameraJorge Carrascal foi expulso da Supercopa Rei 2026 (Foto: DELMIRO DOS SANTOS JUNIOR/Mochila Press/Gazeta Press)

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A CBF divulgou, neste domingo (1), uma nota oficial para esclarecer a intervenção tardia do VAR no lance que expulsou Jorge Carrascal, do Flamengo. Antes do apito que encerrou o primeiro tempo da Supercopa Rei 2026, o meia colombiano acertou o rosto de Breno Bidon com o braço. Porém, o cartão vermelho veio após os times voltarem do intervalo, com o árbitro Rafael Klein indo à cabine rever o lance. Ao fim, o Corinthians venceu o Rubro-Negro por 2 a 0 e se tornou bicampeão da competição.

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Com a polêmica do lance, a CBF soltou uma nota oficial com a explicação do que aconteceu para que o árbitro consultasse o VAR expulsasse antes do início da etapa final. A entidade alegou que, no primeiro momento, as imagens disponíveis não apresentavam evidência conclusiva, por isso que o primeiro tempo foi encerrado. Porém, durante o procedimento, foi possível encontrar outra imagem. Além disso, houve uma queda de luz na sala do árbitro de vídeo durante o intervalo.

Veja a nota da CBF sobre a expulsão de Jorge Carrascal

"A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) esclarece que a expulsão do atleta Jorge Carrascal, na partida entre Flamengo e Corinthians, pela Supercopa Rei, ocorreu após checagem das imagens disponíveis, realizada pela equipe de VAR a partir do momento do lance, e que foi concluída quando os jogadores já haviam descido para o intervalo.

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Neste procedimento, foi identificada evidência de conduta violenta envolvendo o jogador nº 15 do Flamengo (Carrascal) contra o jogador nº 7 do Corinthians (Breno Bidon), em lance ocorrido fora da disputa da bola e com o jogo parado.

Inicialmente, as imagens disponíveis não apresentavam evidência conclusiva, razão pela qual o primeiro tempo foi encerrado normalmente. Ainda durante os procedimentos, uma nova checagem permitiu a identificação clara da infração, o que fundamentou a recomendação de revisão para que o árbitro pudesse avaliar e a consequente expulsar o atleta.

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O procedimento adotado está amparado no Livro de Regras 2025/26 e no Protocolo do VAR da FIFA, que autorizam a intervenção do VAR em casos de conduta violenta a qualquer momento da partida, inclusive após o reinício do jogo (leia mais ao fim da nota).

A CBF informa ainda que, no intervalo da partida, houve uma queda de energia elétrica em diversos setores do estádio, inclusive na VOR (Vídeo Office Room, a Cabine do VAR).

O sistema de contingência (no-break) manteve a operação do VAR por aproximadamente 15 minutos. Como a energia na região não foi restabelecida prontamente a partida transcorreu sem o uso do VAR entre os 15 e os 34 minutos do segundo tempo.

A arbitragem cumpriu integralmente os protocolos internacionais, com comunicação aos capitães e aos treinadores das duas equipes.

A Comissão de Arbitragem reforça que todas as decisões tomadas em campo seguiram rigorosamente as Regras do Jogo, sem qualquer prejuízo técnico ou esportivo à partida.

Fundamentação Normativa

O Livro de Regras 2025/26 prevê expressamente a possibilidade de revisão após o reinício do jogo somente em situações específicas, entre elas a possível infração passível de expulsão por conduta violenta:

  • Livro de Regras 2025/26 – pág. 159:

Se o jogo for paralisado e, então, reiniciado, o árbitro pode realizar uma revisão e tomar as medidas disciplinares adequadas somente em casos de erro de identificação ou de eventual infração passível de expulsão por conduta violenta, cuspir, morder ou agir de forma extremamente ofensiva, insultante e/ou abusiva.

  1. Livro de Regras 2025/26 – pág. 154 (Protocolo VAR – Princípios, aspectos práticos e procedimentos) – Item 1 (Princípios) – Subitem 10:

Se o jogo for paralisado e, então, reiniciado, o árbitro não pode realizar uma revisão, exceto em casos de erro de identificação ou de uma possível infração passível de expulsão por conduta violenta, cuspir, morder ou agir de forma extremamente ofensiva, insultante e/ou abusiva.

  • Livro de Regras 2025/26 – pág. 75 (Regra 5) – Item 4 – "Revisões após o reinício do jogo":

Se o jogo for paralisado e, então, reiniciado, o árbitro pode somente realizar uma revisão e tomar as medidas disciplinares adequadas em casos de erro de identificação ou de eventual infração passível de expulsão por conduta violenta, ou por cuspir, morder ou agir de forma extremamente ofensiva, insultante e/ou abusiva.

Além disso, o Livro de Regras reforça que, ao término de um tempo de jogo, ainda é possível alterar decisão relativa a incidente ocorrido antes do fim desse tempo, desde que o procedimento ocorra dentro das condições previstas:

  • Livro de Regras 2025/26 – pág. 71 (Regra 5) – Item 2 (3º parágrafo):

Se, ao término de um dos tempos de jogo, o árbitro sair do campo para se dirigir à Área de Revisão do Árbitro (ARA) ou ordenar aos jogadores que retornem ao campo, continuará sendo possível alterar uma decisão relativa a um incidente ocorrido antes do fim desse tempo de jogo."

Jorge Carrascal, do Flamengo, e Matheuzinho, do Corinthians, em ação pela Supercopa Rei (Foto: Wanderson Oliveira/PxImages/GazetaPress)
Jorge Carrascal e Matheuzinho em ação pela Supercopa Rei (Foto: Wanderson Oliveira/PxImages/GazetaPress)

Filipe Luís na bronca

Em entrevista coletiva no Mané Garrincha, o comandante rubro-negro e comentou o lance capital do jogo: a expulsão de Carrascal, confirmada pelo VAR apenas quando os times voltavam para o segundo tempo.

Para Filipe, o procedimento da arbitragem prejudicou o planejamento tático feito no vestiário, já que a equipe se preparou durante o descanso, acreditando que voltaria com 11 jogadores.

Ao ser questionado sobre o cartão vermelho aplicado a Carrascal antes do reinício da partida (por uma agressão ocorrida no fim do primeiro tempo), Filipe Luís foi sincero. Ele evitou usar o lance como muleta para o resultado, mas admitiu que a situação foi inédita em sua carreira.

— Nunca tinha visto isso na minha vida. Não sei se já tinha acontecido em algum outro lugar, mas nunca tinha visto algo assim. Os jogadores ficaram esperando no campo e voltaram para o vestiário… Nós preparamos todo o plano para jogar 11 contra 11 — disse o técnico, que completou:

— Quando eu vi que ele foi para o VAR, já comecei a pensar numa estratégia de algum recurso para tentar jogar melhor. Não quero dar desculpa da derrota, não quero falar nada disso, mas nunca tinha visto.

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