Brasil lidera recordes na Libertadores; veja números e feitos históricos
Tem treinador campeão como técnico e jogador e maior artilheiro da competição

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A bola vai rolar mais uma vez para a maior competição de clubes do continente. A partir desta quarta-feira (19), a história da Copa Libertadores ganhará novos capítulos, com a estreia dos brasileiros na edição de 2026. O Botafogo encara a altitude de 4 mil metros de Potosí, na Bolívia, diante do Nacional, enquanto o Bahia viaja até o Chile para enfrentar o O'Higgins. Dois desafios distintos, mas inseridos em um torneio marcado por números expressivos, personagens lendários e curiosidades que ajudam a explicar o peso da taça.
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Quando o assunto é banco de reservas, apenas quatro treinadores conseguiram o feito raro de conquistar a Libertadores por dois clubes diferentes — e dois deles são brasileiros. Luiz Felipe Scolari levantou a taça em 1995, pelo Grêmio, e repetiu o feito em 1999, com o Palmeiras. Já Paulo Autuori foi campeão em 1997, pelo Cruzeiro, e em 2005, dirigindo o São Paulo.
O Brasil também lidera quando o recorte é diversidade de campeões. Ao todo, 12 clubes brasileiros já conquistaram a América: Atlético-MG, Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Internacional, Palmeiras, Santos, São Paulo e Vasco da Gama. Nenhum outro país apresenta tamanha variedade de vencedores.
Entre as curiosidades individuais, apenas dois jogadores marcaram gols em todas as fases de uma mesma edição da Libertadores. Um deles é brasileiro: Gabriel Barbosa, protagonista da campanha do Flamengo em 2019 - ele é o maior goleador da história do torneio, com 30 gols. A lista de marcas históricas também inclui extremos de idade. O gol mais "experiente" foi anotado por Zé Roberto, que balançou as redes pelo Palmeiras aos 42 anos. Já o mais jovem a marcar foi Ângelo Gabriel, pelo Santos, com apenas 16 anos, 3 meses e 16 dias.
Em decisões, o São Paulo é responsável pelas duas maiores goleadas em finais: 5 a 1 sobre o Universidad Católica, em 1993, e 4 a 0 contra o Athletico Paranaense, em 2005.
A hegemonia recente também é verde e amarela. O Brasil é recordista em títulos consecutivos: sete conquistas seguidas entre 2019 e 2025 — sequência que pode ser ampliada em 2026. Nesse período, a taça ficou com Flamengo (2019 e 2022), Palmeiras (2020 e 2021), Fluminense (2023), Botafogo (2024) e novamente o Flamengo (2025).
Dois brasileiros também conquistaram a Libertadores como jogador e treinador. Renato Gaúcho venceu como atleta do Grêmio, em 1983, e como técnico do próprio clube, em 2017. Além disso, é o treinador com mais vitórias na história da competição: 51. Já Filipe Luís levantou a taça como jogador do Flamengo, em 2019 e 2022, e como treinador do clube em 2025.
Entre feitos improváveis, recordes longevos e campanhas épicas, a Libertadores segue sendo um torneio onde tradição e imprevisibilidade caminham lado a lado. E é nesse cenário carregado de história que Botafogo e Bahia iniciam suas trajetórias, tentando escrever — quem sabe — mais uma página dourada para o futebol brasileiro.
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