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A história de Coutinho no Santos; jogos, gols e estatísticas

"Gênio da pequena área" que formou com Pelé uma das maiores duplas da história.

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Lance!
São Paulo (SP)
Dia 18/02/2026
07:36
1962 Coutinho Santos
imagem cameraCoutinho foi o centroavante do Santos bicampeão da Libertadores e do Mundial em 1962 e 1963. (Foto: Divulgação)

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Coutinho teve duas passagens pelo Santos, destacando-se de 1958 a 1967 e de 1969 a 1970, marcando 368 gols em aproximadamente 457 jogos.
Formou uma parceria emblemática com Pelé e foi artilheiro da Libertadores de 1962, contribuindo para cerca de 19 títulos do clube.
Enfrentou sérios problemas no joelho, mas manteve-se relevante, sendo considerado um dos maiores centroavantes da história do futebol brasileiro.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

A história de Coutinho no Santos está diretamente ligada ao período mais dominante do clube no cenário nacional e internacional. Antônio Wilson Vieira Honório chegou ao Peixe em 1958 ainda adolescente e viveu no clube duas passagens: a principal entre 1958 e 1967 e uma segunda entre 1969 e 1970. Nesse intervalo, integrou o esquadrão que marcou época ao lado de Pelé, Dorval, Mengálvio e Pepe. A Lance! relembra a história de Coutinho no Santos.

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Descoberto em circunstâncias quase fortuitas, quando atuava pelo Palmeirinha de Piracicaba, chamou atenção após marcar o gol da vitória em uma preliminar contra o XV de Piracicaba. O técnico Lula o convidou para o Santos, iniciando uma trajetória que o transformaria em um dos maiores centroavantes da história do futebol brasileiro.

Coutinho estreou profissionalmente com apenas 14 anos e 11 meses, em amistoso contra o Sírio Libanês, em Goiânia, no dia 17 de maio de 1958. Assim como Pelé dois anos antes, marcou em sua primeira partida no time principal. Sua estreia oficial ocorreu na decisão do Torneio Rio–São Paulo de 1958, contra o Club de Regatas Vasco da Gama, no Pacaembu, quando marcou dois gols na vitória por 3 a 0.

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Jogos e gols de Coutinho no Santos: variações e consolidação histórica

Há pequenas divergências nas estatísticas da passagem de Coutinho pelo Santos, especialmente em relação ao número total de partidas. O site oficial do clube registra 475 jogos e 368 gols. Outra publicação oficial menciona 450 partidas e os mesmos 368 gols, considerando recorte mais restrito.

Diversas fontes jornalísticas e historiográficas utilizam como referência 457 jogos e 368 gols. Por isso, a formulação historicamente mais segura é afirmar que Coutinho disputou algo em torno de 457 partidas e marcou 368 gols pelo Santos, com variação de 450 a 475 jogos dependendo do critério adotado.

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Com 368 gols, é o terceiro maior artilheiro da história do clube. A média aproximada de 0,8 gol por jogo evidencia sua eficiência ofensiva, especialmente em um período de altíssimo nível competitivo.

A dupla com Pelé e a era de ouro santista

Coutinho atuava como centroavante ou segundo atacante, com enorme domínio em espaços curtos e capacidade de finalizar com poucos toques. Seus apelidos, "Rei da pequena área" e "Gênio da pequena área", refletem a frieza e precisão dentro da área adversária.

A parceria com Pelé tornou-se uma das mais emblemáticas da história do futebol. Em um jogo no Estádio Olímpico, contra o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, protagonizaram uma das jogadas mais celebradas da época: uma sequência de toques de cabeça desde o meio-campo até a pequena área, concluída por Lima após assistência final de Coutinho. A torcida adversária aplaudiu de pé.

Em 1962, temporada do primeiro título da Copa Libertadores da América, Coutinho marcou 78 gols no ano, ficando atrás apenas de Pelé no elenco. Foi artilheiro da Libertadores de 1962, além de destaque na Taça Brasil e no Torneio Rio–São Paulo.

Títulos nacionais e internacionais de Coutinho

Durante sua passagem, Coutinho participou diretamente das maiores conquistas do Santos:

  • Bicampeão da Libertadores: 1962 e 1963
  • Bicampeão da Copa Intercontinental: 1962 e 1963
  • Múltiplos títulos nacionais (Taça Brasil e Torneio Roberto Gomes Pedrosa)
  • Diversos Campeonatos Paulistas

No total, somou cerca de 19 títulos pelo clube, consolidando-se como peça central da fase mais vitoriosa da história santista.

Problemas físicos e reta final de Coutinho

Em meados da década de 1960, ainda jovem, passou a enfrentar sérios problemas no joelho e dificuldades para manter o peso ideal. Aceitou cirurgia para retirada dos meniscos apenas em 1964, quando a situação já estava agravada, resultando em artrose que limitou sua carreira.

Mesmo assim, manteve números expressivos. Em clássicos contra o Sport Club Corinthians Paulista, nunca perdeu enquanto atuou pelo Santos, marca que reforça sua importância nos grandes confrontos.

Despediu-se definitivamente do clube em 21 de novembro de 1970, no empate por 0 a 0 com o América-RJ pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa.

Lugar histórico no Santos

Com 368 gols e cerca de 457 jogos — variando entre 450 e 475 conforme o critério — Coutinho é o terceiro maior artilheiro da história do Santos e um dos maiores centroavantes do futebol brasileiro.

Frequentemente citado por Pelé como superior ao próprio Rei na definição dentro da área, seu legado está profundamente associado à era de ouro santista. A dupla Coutinho e Pelé sintetiza o período mais dominante do clube, tanto em âmbito nacional quanto mundial.

Mais do que números absolutos, sua trajetória representa eficiência, inteligência ofensiva e protagonismo em uma das equipes mais lendárias do futebol.

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