Ameaça, invasão de campo e polícia: veja detalhes da súmula de Mirassol x Bahia
Documento explica todos os fstos que aconteceram após o apito final no Maião; entenda as polêmicas

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O Bahia bateu o Mirassol de virada por 2 a 1 na noite de sábado pela 11ª rodada do Brasileirão e a partida terminou com uma confusão entre atletas do time paulista e a equipe de arbitragem, comandada por Paulo Cesar Zanovelli. As reclamações começaram após o gol de virada do tricolor baiano na reta final do segundo tempo e o árbitro detalhou em súmula episódios de ameaças, invasão de campo e uso da força policial para deixar o estádio José Maria de Campos Maia, o Maião.
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Tudo começou quando Sanabria marcou o segundo gol do Bahia e atletas do Mirassol reclamaram de uma possível falta de Gilberto em Negueba, na origem da jogada. Zanovelli confirmou o gol em campo e o elenco do Leão Caipira seguiu contestando a decisão, o que resultou nas expulsões do técnico Rafael Guanaes e do meio-campista Eduardo. O zagueiro Lucas Oliveira e Negueba receberam cartões amarelos.
O documento também explica o que aconteceu após o apito final. Segundo Zanovelli, houve uma invasão de campo de "integrantes vestidos com uniformes utilizados pelo corpo técnico da equipe do Mirassol". O árbitro afirma que o diretor de futebol do clube, o ex-jogador Paulinho, afirmou que derrota no jogo era culpa da arbitragem. Em seguida, a súmula afirma que o executivo teria insinuado uma ameaça de agressão à equipe que apitou o jogo no túnel de acesso aos vestiários e que as luzes do local foram apagadas.
- O senhor José Paulo Bezerra Maciel Júnior [Paulinho], diretor de futebol da equipe do Mirassol, veio em nossa direção e disse as seguintes palavras: "é um absurdo o que vocês fizeram, não marcar uma falta dessas, a derrota é culpa sua, a gente tem que fazer isso sim" [invadir o campo]. Neste momento, o assistente n° 02, sr. Celso Luiz da Silva pediu calma ao mesmo e para falar com os atletas e profissionais de sua equipe para pararem com as agressões verbais. Neste momento, o referido diretor disse: "agressões? agressão vocês vão ver quando passarem no túnel" e em seguida as luzes do túnel foram apagadas - diz o documento.
Diante da confusão, o árbitro da partida afirmou que aguardou no campo do Maião por 35 minutos até finalmente ir para os vestiários. Nesse temo, Zanovelli afirmou que gritos de "uh, vai morrer" e sinais de roubo foram feitos em sua direção e dos assistentes. Com a ajuda de força policial, o árbitro deixou o gramado, seguiu para o vestiário e saiu do estádio de maneira rápida. A escolta da Polícia Militar seguiu até o hotel em que os profissionais estavam hospedados em Mirassol.

Zanovelli negou acusação de zagueiro do Mirassol
Em entrevista para o canal Premiere na saída de campo, o zagueiro João Victor acusou o árbitro Paulo Cesar Zanovelli de mandar os jogadores da equipe paulista "chorarem no vestiário" após reclamações no lance que gerou o segundo gol do tricolor baiano na partida.
Na súmula, Paulo Cesar Zanovelli afirma que a declaração dada por João Victor não é verdadeira e que nem ele ou outro membro da comissão de arbitragem da partida teria falado algo para os atletas do Mirassol.
- Durante a confecção desta súmula, tomei ciência da entrevista pós jogo do atleta do Mirassol n° 34, sr. João Victor Carroll Santana, capitão da equipe, que o mesmo relata que o árbitro disse "pediu para ir chorarmos no vestiário". Afirmo veementemente que tais palavras são inverídicas e em nenhum momento foram proferidas por mim ou por algum membro da equipe de arbitragem - escreveu o árbitro.
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