Após 10 anos, Athletico define data para a troca da grama sintética
Furacão foi pioneiro no uso do gramado sintético no Brasil

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O Athletico definiu a data para fazer a trocar da grama sintética na Arena da Baixada nesta temporada. O Furacão já planejava substituir o gramado desde o ano passado.
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De acordo com o clube, a substituição do campo acontecerá entre 1 de junho e 19 de julho, período em que o calendário brasileiro é paralisado para a disputa da Copa do Mundo de 2026, na América do Norte. Antes, a ideia era fazer a mudança após o término da Série B, em dezembro de 2025.
A nova grama sintética rubro-negra é da fabricante FieldTurf, que também instalou o piso nos estádios Nilton Santos (Engenhão), Arena MRV e Mercado Livre Arena Pacaembu. Na Série A, o Allianz Parque e a Arena Condá também contam com gramado artificial, mas feito por outra empresa.
O custo estimado para a troca da grama sintética na Arena da Baixada varia de R$ 10 milhões a R$ 15 milhões.
Pioneiro, com a saída do natural para o sintético em 2016, o campo do estádio nunca foi trocado e teve apenas manutenções anuais por conta da fiscalização. O gramado sintético tem a certificação Fifa Quality Pro, a mais alta do nível internacional, até fevereiro de 2026 e passará por nova avaliação no mês que vem.
No ano passado, jogadores do Athletico fizeram reclamações da qualidade da grama sintética à diretoria. A principal queixa era de que 'o campo estava duro', além de uma aparência desgastada do piso. A direção justificou que o visual é o 'acúmulo da fibra de coco', material de amortecimento da grama.
Até a troca, o gramado atual passará por manutenção de 18 a 23 de janeiro.
Athletico prefere grama sintética
No ano passado, o Athletico rechaçou retornar ao campo natural e ressaltou que 'não há estudos ou evidências de que o tapete prejudique o jogo ou mesmo eleve o risco de lesões'. Em fevereiro de 2025, atletas do futebol brasileiro iniciaram uma campanha contra o gramado artifical.
Outro ponto destacado pelo Furacão é a possibilidade de realizar eventos fora do futebol no estádio, principalmente com shows. Segundo o balanço financeiro de 2024, o clube arrecadou R$ 22,8 milhões com a Arena, enquanto os custos com os eventos foram de R$ 3 milhões.
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Confira o pronunciamento do Athletico sobre a grama sintética em 2025
"O Athletico Paranaense não substituirá o gramado sintético por grama natural.
• O campo possui certificação FIFA QUALITY PRO, o mais alto nível internacional.
• Não há estudos ou evidências de que o gramado sintético prejudique o jogo ou aumente o risco de lesões.
• A tecnologia utilizada para gramado sintético evolui constantemente, acompanhando as melhores práticas mundiais.
• O gramado sintético permite a realização de diversos eventos além do futebol, gerando receitas relevantes para o clube.
• O clube permanece desenvolvendo projetos para melhoria da tecnologia do gramado e ampliação da capacidade para eventos.
• A Arena da Baixada seguirá com gramado sintético".

Cinco estádios da Série A 2026 usam grama sintética
O Campeonato Brasileiro de 2026 terá cinco estádios com grama sintética. O número é quase o dobro do ano passado.
Nesta temporada, o Allianz Parque (Palmeiras), o Nilton Santos (Botafogo) e a Arena MRV (Atlético-MG) são os remanescentes da última edição. As novidades são a Arena da Baixada (Athletico) e a Arena Condá (Chapecoense).
Além destes cinco estádios confirmados, o Pacaembu passou por reformas e colocou gramado sintético. A praça esportiva, antes municipal e agora privada, tem acordo de 10 anos com o Santos para receber partidas, e o presidente Marcelo Teixeira já indicou que pensa no estádio para o Brasileirão, embora queira a troca por grama natural pelo fato de Neymar não jogar no artificial.
Ainda existe um outro tipo de grama. A Neo Química Arena, casa do Corinthians, e o Maracanã, principal palco do futebol do Rio de Janeiro, contam com gramados híbridos. Neste tipo de campo, há uma mistura entre grama sintética e natural. No estádio do Timão, por exemplo, a proporção de grama sintética em meio ao campo natural chega a 4% no máximo.
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