Xavi acusa Laporta de barrar retorno de Messi ao Barcelona por medo de 'abuso de poder'
Presidente e Hansi Flick responderam Xavi após entrevista

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O ex-técnico e ídolo do Barcelona, Xavi Hernández, concedeu uma entrevista ao jornal espanhol "La Vanguardia", na qual revelou os bastidores que impediram o retorno de Lionel Messi ao clube catalão em 2023. A poucos dias das eleições presidenciais do clube, Xavi desmentiu as versões oficiais e apontou o atual presidente, Joan Laporta, como o único responsável pelo fracasso da negociação, alegando que o dirigente temia entrar em conflito com o craque argentino.
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Segundo Xavi, o acordo com Messi já estava firmado após a conquista da Copa do Mundo de 2022. O ex-treinador detalhou que manteve conversas constantes com o jogador até março de 2023, quando repassou o aval positivo à diretoria. No entanto, o processo foi interrompido unilateralmente pela presidência.
– Meu interesse é dizer a verdade, e Leo não vem para o Barça porque o presidente não o quer, não por causa da LaLiga ou porque Jorge Messi está pedindo mais dinheiro, isso é mentira. É o presidente e sua equipe que estão dizendo não, que ele não pode pagar, que ele tem todo o poder e que Messi vai abusar desse poder – declarou Xavi.
O ex-comandante do Barcelona enfatizou que a La Liga já havia aprovado a operação financeira, refutando a tese de que os problemas econômicos do clube inviabilizaram a repatriação do ídolo, que acabou assinando com o Inter Miami.

Demissão e traição
Além do caso Messi, Xavi criticou duramente a forma como foi conduzida a sua própria demissão do cargo de treinador. Ele acusou Laporta de não ter sido honesto durante o processo e apontou Alejandro Echevarría, ex-cunhado do presidente e figura sem cargo oficial no clube, como o verdadeiro responsável pela decisão.
– Ele me demitiu do cargo de treinador sem me dizer a verdade, influenciado por alguém que acredito estar acima do presidente, Alejandro Echevarría. Em outras palavras, foi Alejandro quem me demitiu – disparou.
Xavi relatou que chegou a ser convencido por Laporta a permanecer no cargo durante um "jantar de sushi", onde o presidente teria garantido que não via o futuro do time ou as celebrações do 125º aniversário do Barcelona sem ele no comando. O ex-jogador também negou as acusações de que teria exigido a saída de dez jogadores do elenco para continuar e defendeu o legado físico e tático de sua comissão técnica.
– Há dados que mostram que, desde 2003, nenhuma equipe do Barça correu mais do que o nosso campeão da liga. Nunca perdemos por problemas físicos. Essa foi a história que contaram para se livrarem de mim – defendeu-se.

Resposta de Laporta: "Com os mesmos jogadores, Flick vence"
As declarações de Xavi dominaram o debate eleitoral entre Joan Laporta e o candidato de oposição Víctor Font. O atual presidente do Barcelona reagiu de imediato, demonstrando irritação com a postura de seu ex-funcionário e utilizando o desempenho do atual técnico, Hansi Flick, para justificar a mudança no comando.
– Fiquei surpreso. E doeu. Os fatos me dizem que eu estava certo, porque com o Xavi ainda estaríamos perdendo. Eu entendo que ele esteja magoado, porque com os mesmos jogadores que ele tinha e estava perdendo, o Flick está ganhando – rebateu Laporta.
O presidente também defendeu Alejandro Echevarría, classificando-o como um conselheiro de confiança com boa sintonia com o diretor esportivo Deco e com o vestiário. Laporta acusou Xavi de se deixar manipular pela oposição: "Ele se deixou usar pelo Víctor Font, que está por trás dele e quer manchar o processo".
Font, por sua vez, elogiou a coragem de Xavi em expor a situação e criticou o poder excessivo de Echevarría, afirmando ser um "segredo aberto" que o ex-cunhado de Laporta detém mais influência do que o próprio presidente.

Hansi Flick tenta isolar o elenco antes da Champions
Em meio à turbulência institucional, o atual técnico do Barcelona, Hansi Flick, concedeu entrevista coletiva às vésperas do confronto de ida das oitavas de final da Liga dos Campeões contra o Newcastle. O alemão tentou blindar o elenco das polêmicas e minimizou as declarações de Xavi, revelando que ambos tiveram conversas privadas antes de sua contratação.
– Somos colegas. Tenho um bom relacionamento com ele. É um assunto particular. Não tem nada a ver com a imprensa. Sei a verdade e vou guardá-la para mim – afirmou Flick, recusando-se a comentar se Xavi escolheu o momento inadequado para dar a entrevista.
O treinador preferiu focar no desafio europeu, alertando para a velocidade e qualidade do Newcastle. Ele elogiou o desenvolvimento de jovens jogadores da base, como o zagueiro Pau Cubarsí, e evitou projetar o futuro do diretor esportivo Deco no clube caso haja mudança na presidência, ressaltando a importância do momento atual da temporada.

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