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Real Madrid faz 'contratação de peso' para temporada; entenda

Clube traz antigo supervisor médico devido a grandes baixas na equipe

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Rio de Janeiro (RJ)
Supervisionado porNathalia Gomes,
Dia 05/01/2026
15:12
Jogadores do Real Madrid em treinamento, em Valdebebas (Foto: Pierre-Philippe Marcou/AFP)
imagem cameraJogadores do Real Madrid em treinamento, em Valdebebas (Foto: Pierre-Philippe Marcou/AFP)

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O Real Madrid anunciou uma mudança importante fora das quatro linhas para a sequência da temporada. Em meio a uma sucessão de problemas físicos e ao aumento do número de desfalques, o clube acertou o retorno de Niko Mihic como novo supervisor médico, função que passará a abranger todos os setores esportivos da instituição.

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A decisão, revelada inicialmente pela rádio "COPE", surge como resposta direta ao volume elevado de lesões acumuladas nas últimas temporadas. Embora não se trate de um reforço para o elenco, a movimentação é tratada internamente como estratégica, diante do impacto que os problemas físicos vêm tendo no desempenho esportivo da equipe principal.

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Real Madrid contrata nome conhecido

Niko Mihic não é uma novidade em Valdebebas. O médico croata já comandou os serviços médicos da equipe principal entre 2017 e 2023 e, mesmo após deixar o cargo, permaneceu ligado ao clube. Agora, retorna em um papel ainda mais amplo, como supervisor médico do Real Madrid, passando a coordenar e fiscalizar o trabalho de todos os departamentos médicos, incluindo o time profissional, atualmente sob a direção de Felipe Segura.

Niko Mihic, novo supervisor médico do Real Madrid (Foto: Reprodução/X)
Niko Mihic, novo supervisor médico do Real Madrid (Foto: Reprodução/X)

A contratação faz parte de um movimento interno do clube para revisar protocolos, métodos de prevenção e acompanhamento físico dos atletas. O descontentamento da diretoria com a recorrência de lesões vinha crescendo, especialmente diante da frequência com que o Real precisou competir com o elenco desfalcado em jogos decisivos.

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O impacto desse cenário é evidente nos números. Desde o início da temporada passada, o Real Madrid já somou 95 problemas físicos, sendo 63 em 2024/25 e outros 32 na atual campanha. Em diversos momentos, o time chegou a ter até 12 jogadores indisponíveis simultaneamente, situação que comprometeu o planejamento esportivo e a rotação do elenco.

Na temporada anterior, o Real enfrentou períodos críticos ao longo do calendário. Entre outubro e dezembro, foram 20 lesões registradas. Em fevereiro, mais sete problemas físicos, seguidos por um novo pico entre abril e maio, quando o departamento médico contabilizou 15 lesões. Ao todo, 22 jogadores do elenco ficaram afastados dos gramados em algum momento, com apenas Modric e Arda Güler passando ilesos.

Em 2025/26, o cenário se repete. Mesmo ainda na metade da temporada, o número de lesões já chega a 32, superando os índices de rivais diretos: o Barcelona soma 23, enquanto o Atlético de Madrid registra 21. O período entre outubro e dezembro voltou a ser especialmente delicado, com 25 ocorrências, obrigando o Real a atuar com seis ou mais desfalques em 10 das últimas 16 partidas disputadas em todas as competições.

Outro ponto de atenção envolve as lesões recorrentes em peças importantes do elenco. Sete jogadores atuaram em 50% ou menos das partidas do clube em 2025, um dado considerado alarmante pela diretoria. Militão esteve em campo em apenas 17 de 67 jogos (26%), assim como Alaba, com 18 aparições (26%). Carvajal participou de apenas nove partidas (14%), enquanto Rüdiger disputou 36 jogos (53%). Camavinga atuou em 39 compromissos (57%), Trent somou 16 jogos em 31 possíveis (51%) e Mendy entrou em campo 15 vezes (23%).

Esses números ajudam a explicar a decisão do Real Madrid de intervir diretamente na estrutura médica. A expectativa interna é que a presença de Mihic permita maior controle sobre processos de recuperação, prevenção de recaídas e gestão da carga física, em um calendário cada vez mais exigente.

A movimentação acontece em um momento sensível da temporada, com o clube ainda envolvido em múltiplas competições e pressionado por resultados. Ao reforçar o departamento médico, o Real busca minimizar um problema que, nos últimos meses, se tornou tão decisivo quanto qualquer carência técnica dentro de campo.

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