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Pitaco do Guffo: por que o Arsenal deve ser o bicho-papão da temporada

Os melhores times do mundo estão caindo na armadilha de Arteta

Arteta em partida do Arsenal (Foto: Reprodução/Arsenal)
imagem cameraArteta em partida do Arsenal (Foto: Reprodução/Arsenal)
Autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, esse texto não reflete necessariamente a opinião do Lance!
Dia 16/02/2026
18:24

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Não é só pelo frágil Wigan que levou um passeio de 4 a 0 do Arsenal na FA Cup no domingo (15). Os melhores times do mundo estão caindo na armadilha de Mikel Arteta. Ele transformou uma ideia simples em uma máquina de vantagem: o adversário acha que vai roubar a bola, aperta a pressão e quando morde a isca, já abriu o espaço que os Gunners queriam desde o começo. Isso é só uma parte que explica por que o Arsenal deve ser o bicho-papão da temporada.

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O nome do truque diz tudo: transições artificiais. Não é o contra-ataque "de manual", nem a posse que gira e não fura. É provocar a primeira linha de pressão, chamar o salto do rival e atacar direto às costas desse salto. O Arsenal fabrica o momento do erro e lucra em cima dele.

Arsenal aproveita os corredores por dentro

As armadilhas mudam, e aí mora o veneno. A mais comum é enfiar um passe por dentro só para acender o instinto do roubo: o rival encurta, salta nos zagueiros, "vai com tudo". Pronto: nasce o corredor entrelinhas. Tem também a isca mais provocativa: zagueiros em alturas diferentes, passe para trás e a bola "parada" na sola de Gabriel ou Saliba, como quem diz "vem". O atacante vem. E vem torto, com a equipe esticada e atrasada.

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Esse Arsenal não é refém de um esquema. Ele muda a forma sem perder o princípio: pode parecer 4-3-3, virar 4-4-2, encaixar o 3-2-4-1 com Calafiori por dentro. O objetivo é sempre o mesmo: ter gente para atrair por perto e ter gente pronta para atacar o espaço quando a pressão estoura. Com um meio-campo mais fluido — Zubimendi, Rice e a capacidade de troca que Eze adiciona — o time ganha imprevisibilidade sem perder controle.

Importa criar chances e finalizar a gol

Quando a partida vai para o terço final, o Arsenal sufoca e ainda colhe bônus: escanteios e faltas laterais. Não é acaso, é parte do pacote. Se o adversário defende baixo, bola parada vira extensão do ataque posicional, e o Arsenal trata isso como laboratório. Saka e Rice seguem bombardeando a área com bolas fechadas, enquanto as rotinas mudam o suficiente para o rival nunca "decorar" a prova.

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Veja a sequência de finalizações certas (verde) e erradas (vermelho) do Arsenal nos jogos da Premier League esta temporada. Mesmo com uma média de maior erro que acerto, ao ver o mapa das finalizações certas e gols marcados, percebe-se como o Arsenal consegue criar chances e finalizar na zona com maior probabilidade de gol. Isso é pensado, treinado e executado. Não é acaso.

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Por que o Arsenal deve ser o bicho-papão da temporada? Se mantiver a intensidade sem estourar fisicamente (profundidade do elenco) e eficiência na hora de acelerar e criar chances (as tais transições artificiais), o Arsenal deixa de ser "time que joga bem" e vira "time que ganha campeonato". Porque quando você tem plano para derrubar pressão alta, furar bloco baixo e ainda machucar em bola parada, a temporada deixa de ser promessa: vira ameaça real. E ameaça real, no futebol, costuma terminar com taça.

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