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Nove gols na ida, tudo em aberto: por que Bayern x PSG é o confronto mais esperado do ano?

Com recorde no último confronto, duelo já foi final de Champions

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Rio de Janeiro (RJ)
Supervisionado porNathalia Gomes,
Dia 06/05/2026
10:43
Pela Champions League, o Bayern de Munique venceu o PSG por 2 a 0 (Foto: FRANCK FIFE / AFP)
imagem cameraBayern de Munique x PSG em confronto na fase de liga (Foto: FRANCK FIFE / AFP)

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Bayern de Munique e PSG se reencontram nesta quarta-feira (6), na Allianz Arena, para definir o segundo finalista da Champions League 2025/26. Depois de um primeiro jogo histórico, que terminou com vitória francesa por 5 a 4 no Parc des Princes, a volta promete mais emoções. O confronto está marcado para as 16h (horário de Brasília), com transmissão da TNT e HBO Max.

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O caminho para Budapeste passa por Munique. O PSG tem a vantagem do empate; o Bayern precisa vencer por dois gols de diferença para avançar diretamente – um triunfo por um gol leva a decisão para a prorrogação.

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O adversário na grande final já está definido. Na terça-feira (5), o Arsenal eliminou o Atlético de Madrid com um gol de Saka, aos 44 minutos do primeiro tempo, e venceu por 1 a 0 no Emirates Stadium, fechando o placar agregado em 2 a 1. A decisão está marcada para 30 de maio, na Puskás Arena, em Budapeste.

Um confronto histórico com recordes e números impressionantes

O primeiro confronto entre Bayern e PSG entrou para a história da Champions League. Com nove gols, foi o jogo de semifinal com maior número de tentos em toda a competição. Foi também a primeira vez desde 1992/93 que uma partida da fase final registrou mais de oito gols, e a primeira vez na era moderna que um primeiro tempo teve cinco finalizações convertidas.

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Os números das duas equipes na competição impressionam. Pela primeira vez em uma única edição da Champions League, duas equipes ultrapassaram a marca de 40 gols: o Bayern tem 42, e o PSG lidera com 43. O recorde histórico é de 45 gols, estabelecido pelo Barcelona na temporada 1999/2000. Somando os dois confrontos, a semifinal já se aproxima do recorde de gols em uma eliminatoria europeia.

O Bayern busca sua 12ª final de Champions League, o que o deixaria isolado como a segunda equipe com mais finais na história, atrás apenas do Real Madrid (18). O clube bávaro não chega à decisão desde 2020, quando conquistou o título. Já o PSG tenta se tornar o primeiro campeão defensor a chegar a outra final consecutiva desde o tricampeonato do Real Madrid sob o comando de Zinédine Zidane.

PSG e Bayern tem sistemas de jogos parecidos

Os dois times são construídos para atacar. Do lado alemão, o trio formado por Michael Olise, Jamal Musiala e Luis Díaz terá a missão de alimentar Harry Kane. O inglês, vice-artilheiro da competição com 13 gols, busca marcar pelo sétimo jogo consecutivo na Champions League – o que ampliaria seu recorde pessoal e o deixaria a dois gols de igualar as marcas de Jürgen Klinsmann (1995/96) e Lewandowski (2019/20) pelo clube.

Do lado francês, o ataque é igualmente letal. Kvaratskhelia, com 10 gols e 5 assistências na competição, tem o recorde de participações em gols em uma única temporada por um jogador do PSG. O georgiano marcou duas vezes no jogo de ida, e Dembélé, atual Bola de Ouro, também balançou as redes em duas ocasiões.

A defesa é o calcanhar de Aquiles de ambos. O PSG permitiu mais de 50 toques em sua própria área em cada um dos últimos dois jogos da Champions – algo que não acontecia com frequência na temporada. O Bayern sofreu 11 gols nos últimos três jogos e precisa de uma atuação segura do goleiro Manuel Neuer, que foi questionado no jogo de ida ao sofrer cinco gols a partir de apenas 2.65 de gols esperados (xG) – estatística que mede a qualidade das finalizações e a probabilidade de resultarem em gol.

Duelo será disputado em um caldeirão

A Allianz Arena estará tomada pelo vermelho. O clube alemão pediu que todos os torcedores compareçam vestindo a cor do time para criar um ambiente hostil ao visitante. A medida foi apoiada pelos jogadores, e Jonathan Tah falou sobre isso na entrevista coletiva.

– Você percebe quando todo mundo está de vermelho. O que mais noto é aquela atmosfera especial. Dá um impulso enorme quando o estádio inteiro está atrás da gente – disse o zagueiro.

O PSG, no entanto, não se intimida. O time parisiense já viveu essa pressão antes – afinal, foi na Allianz Arena que conquistou seu primeiro título da Champions League na temporada passada, ao bater a Inter de Milão por 5 a 0 na final. Para Luis Enrique, voltar a Munique traz boas lembranças e motivação extra.

Luís Díaz finaliza para marcar golaço pelo Bayern contra o PSG, na Champions League
Luís Díaz finaliza para marcar golaço pelo Bayern contra o PSG, na Champions League (Foto: Anne-Christine Poujoulat/AFP)

– Voltar a Munique traz ótimas lembranças; será sempre um grande prazer. Quando eu treinava o Barcelona, no ano em que ganhamos a Champions League, também jogamos contra o Bayern nas semifinais… e o jogo de volta foi em Munique. Passamos e vencemos a final. Para mim, isso é ainda mais motivador – relembrou o técnico espanhol.

O histórico de confrontos entre as equipes só aumenta a expectativa. Em 17 jogos oficiais, nunca houve um empate: são nove vitórias do Bayern e oito do PSG. A final de 2020, vencida pelos alemães por 1 a 0 com gol de Coman, ainda ecoa na memória dos torcedores de ambos os lados. Agora, o reencontro tem um sabor especial: o PSG tenta se vingar daquela derrota e se tornar o primeiro campeão defensor a chegar a outra final consecutiva desde o tricampeonato do Real Madrid.

A vantagem de um gol do PSG não é confortável diante do poder de fogo do Bayern. O técnico Vincent Kompany, que cumpriu suspensão no jogo de ida e retorna ao banco de reservas, aposta na força da Allianz Arena.

– Poucos acreditavam no início da temporada que teríamos uma chance, com o último jogo em casa, de chegar à final. Juntos, queremos tornar este momento inesquecível – afirmou o treinador belga.

O técnico do PSG, Luis Enrique, que atingiu a marca de 50 vitórias na Champions League mais rapidamente do que qualquer outro treinador na história, fez uma analogia com o tênis para definir o duelo.

– Quando vejo esse tipo de partida, lembro-me de uma frase de Rafa Nadal, que disse que a rivalidade entre Federer e Djokovic foi uma motivação para ele. Admiramos o Bayern, mas isso é uma motivação para encontrarmos nosso melhor nível – disse o treinador.

O PSG terá um desfalque importante. Hakimi, que deixou o jogo de ida com uma lesão muscular na coxa direita, está fora. Zaïre-Emery deve ocupar a lateral, abrindo espaço para Fabián Ruiz reforçar o meio-campo ao lado de Vitinha e João Neves. O Bayern, por sua vez, não poderá contar com Gnabry e Raphael Guerreiro, mas terá todos os outros jogadores disponíveis.

O clima no estádio deve ser de caldeirão. O Bayern sabe que precisa de apenas um gol para empatar o agregado, mas também sabe que não pode se expor demais diante do ataque mais letal da competição. O PSG, por sua vez, tem a vantagem, mas não pode se dar ao luxo de administrar – uma postura recuada contra o poder de fogo bávaro seria suicídio.

– É uma vantagem pequena, e vimos no primeiro jogo que qualquer uma das equipes poderia vencer. Não queremos proteger o resultado, queremos buscar a vitória – afirmou Luis Enrique.

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