Jornais ingleses detalham ruptura na relação entre Chelsea e Maresca
Relação entre treinador e diretoria azedou em menos de um mês

- Matéria
- Mais Notícias
A saída de Enzo Maresca do comando do Chelsea, anunciada no primeiro dia de 2026, foi o desfecho de um processo de "desmoronamento completo" ocorrido nas últimas duas semanas de dezembro. Segundo os jornais ingleses "The Telegraph" e "BBC", o que parecia ser uma gestão estável e vitoriosa — marcada pelos títulos da Conference League e do Mundial de Clubes — transformou-se em um ambiente de desconfiança mútua. O estopim não foram apenas os resultados em campo, mas uma série de atritos internos que tornaram a continuidade do trabalho insustentável para a diretoria liderada pela BlueCo.
Relacionadas
Um dos pontos centrais da discórdia foi a relação de Maresca com o departamento médico e a gerência do elenco. Segundo a BBC, o treinador sentia que o clube tentava influenciar suas escalações com base em recomendações médicas que ele considerava excessivas ou pautadas pelo valor de mercado dos jogadores.
O agravamento de uma lesão de Cole Palmer teria sido um foco de tensão severa. Em contrapartida, fontes do Telegraph indicam que Maresca usou a mídia de forma premeditada para expressar sua insatisfação, como ocorreu após a vitória sobre o Everton, quando afirmou ter vivido suas "piores 48 horas" no clube por falta de apoio, uma declaração que irritou profundamente a alta cúpula em Stamford Bridge.

O "novo uniforme" e a sombra do Manchester City
A postura de Maresca fora das quatro linhas também sinalizou sua desconexão com o projeto. O Telegraph destacou uma mudança simbólica no visual do italiano: após contratar o agente Jorge Mendes, o técnico abandonou os agasalhos oficiais do Chelsea por um estilo mais sofisticado e sem o escudo do clube em dias de jogo.
Paralelamente, Maresca cumpriu sua obrigação contratual de informar ao Chelsea que manteve conversas com representantes do Manchester City e da Juventus em outubro e dezembro. Ele teria sugerido que interromperia os diálogos caso recebesse um novo contrato com termos valorizados, proposta que foi prontamente rejeitada pelos proprietários.
Internamente, acredita-se que Maresca estava "farto" da estrutura de prestação de contas aos diretores esportivos e proprietários, que frequentemente visitam o vestiário após as partidas. Enquanto o Chelsea insiste que essas visitas são gestos de apoio, o treinador as via como uma interferência em seu trabalho. O italiano almejava um controle sobre o projeto esportivo similar ao que Mikel Arteta possui no Arsenal, algo que colide com o modelo de gestão do Chelsea, onde o projeto e a estrutura estão acima de qualquer figura individual no banco de reservas.

Um mês decisivo sob comando interino
Com a saída de Maresca, o Chelsea enfrenta um mês desafiador. A equipe disputará nove jogos em quatro competições diferentes apenas em janeiro, incluindo as semifinais da Copa da Liga contra o Arsenal e duelos cruciais na Champions League. O objetivo de retornar à principal competição europeia na próxima temporada permanece realista, mas a diretoria entendeu que a mudança era necessária para estancar a queda de rendimento, após o time desperdiçar 15 pontos em partidas que começou vencendo.
Para o clássico deste domingo contra o Manchester City, o comando ficará a cargo de Calum McFarlane, técnico do sub-21, enquanto o clube negocia com nomes como Liam Rosenior e Francesco Farioli.

➡️ Siga o Lance! no Google para saber tudo sobre o melhor do esporte brasileiro e mundial
📲 De olho no Lance! e no Futebol Internacional. Todas as notícias, informações e acontecimentos em um só lugar.
- Matéria
- Mais Notícias


















