João Félix é craque ou mídia? Jornalistas do Lance! opinam
Português já passou por gigantes europeus

De craque em ascensão no Benfica à decepção e ida para o Al-Nassr. João Félix já viveu uma carreira toda em poucos anos como jogador profissional, e após passar por gigantes europeus, o português, aos 25 anos, foi para o Al-Nassr após ficar sem mercado no Velho Continente. Mas será que o futebol foi injusto com João Félix? Será que, em outros multiversos, o português teria uma carreira de sucesso, ou tudo levaria para o mesmo fim? Talento, o jogador sempre teve, mas também mostrou descomprometimento e displicência ao longo da carreira. Todas essas dúvidas nos levam a uma questão central: João Félix é craque ou é mídia?
Após uma semana, o quadro retorna com uma nova dinâmica. Desta vez, em vez de um texto corrido analisando a carreira do jogador, dois jornalistas do Lance! discutem, em formato de vídeo, se tal jogador é craque ou mídia. A dinâmica funciona de forma simples: cada um é encarregado de defender um lado. Ambos apresentam seus pontos, argumentos e contra-argumentos, com um mediador responsável por conduzir o debate. Ao fim, o mediador dá o veredito: o atleta é considerado Craque ou Mídia. Confira o resultado da análise.
A ascensão meteórica no Benfica 🔴
No primeiro ato do vídeo, o início de carreira meteórico de João Félix é analisado. O português foi a peça-chave da retomada do Benfica na temporada de sua estreia. A equipe tinha poucas chances de título, mas o jogador, com apenas 18 anos, chamou a responsabilidade para si, fez uma grande metade de temporada e foi essencial na arrancada do Benfica rumo ao título. Os holofotes foram instantâneos: após 20 gols e 11 assistências em 43 jogos, os gigantes europeus voltaram seus olhos para o jovem jogador.

Desta forma, João Félix entrou em leilão: quem pagasse mais levava o jogador. E quem deu mais foi o Atlético de Madrid, que desembolsou 126 milhões de euros. O casamento parecia perfeito. O português, promissor a ponto de ter vencido o prêmio Golden Boy à frente de nomes como Rodrygo, Vini Jr, Haaland e Phil Foden, chegaria aos colchoneros com tempo para ser lapidado e, principalmente, com minutos em campo para se desenvolver. O ápice da expectativa era o tempero perfeito: Griezmann, ídolo do Atlético, havia saído para o Barcelona, e João Félix era o substituto considerado ideal. Neste primeiro ato, com tudo apresentado, o argumento de que João Félix era craque ganhou um ponto.
Do auge prematuro à queda fulminante ⤵️
Com todas essas expectativas sobre o jogador, a realidade se mostrou cruel. Após chegar por 126 milhões de euros, João Félix não correspondeu. O português demonstrou o inverso do que havia mostrado no Benfica: um futebol pobre, carregado de raros lampejos. Com toda a sua pompa, esperava-se um craque geracional, um substituto à altura – ou até melhor – de Griezmann. Com a camisa colchonera, João Félix não se firmou. Houve quem argumentasse que o estilo de jogo do português, com liberdade de criação no ataque, não casou com as ideias pragmáticas de Simeone. Porém, esse argumento cai por terra quando se observa a falta de comprometimento do jogador, que acumulou brigas públicas com o treinador e declarações polêmicas, como o sonho de jogar no Barcelona, rival direto do Atlético.
O jogador foi emprestado ao Chelsea e lá mostrou algo que carregaria ao longo de sua carreira: fortes inícios em novos times e falta de continuidade. Na equipe londrina, foi assim: em seu primeiro jogo, flutuava em campo, era absoluto dentro das quatro linhas e encantava os torcedores. Era o João Félix do Benfica em campo. Entretanto, logo veio o balde de água fria: foi expulso ainda no segundo tempo. Após o período de suspensão, o João Félix voltou como nos tempos de Atlético de Madrid. Desta forma, com um Chelsea em crise, o empréstimo não foi renovado e ele retornou à equipe colchonera.
Na volta, o mesmo descomprometimento o assolou. O jogador não obteve bom desempenho e foi emprestado novamente. Desta vez, conseguiu realizar o seu sonho: jogar no Barcelona. João Félix tinha tudo para florescer: estava jogando onde queria, com um estilo de jogo mais livre. O português começou bem, fez grandes jogos em seu início, mas logo não conseguiu dar prosseguimento à boa fase. O jogador também não tinha um bom ambiente, e mesmo chamando atenção no começo, sua compra não foi efetuada, muito porque a equipe catalã passava por um momento financeiro delicado.
Desta forma, o jogador voltou novamente ao Atlético de Madrid. Porém, ficou apenas pouco tempo na equipe e, após dois meses, foi vendido em definitivo ao Chelsea. Nos Blues, o jogador não teve espaço. Acumulou lampejos e foi emprestado novamente, desta vez ao Milan. Na equipe italiana, a mesma tônica: um início eletrizante e o que vinha a seguir era tenebroso. Sua compra não foi efetuada e ele voltou ao Chelsea. Sem espaço na equipe, o jogador foi vendido novamente. Desta vez, com 25 anos, o jogador foi para a Arábia Saudita, destino de grandes astros, mas com idades avançadas e perto da aposentadoria.

Na equipe saudita, o João Félix "vintage" voltou à ativa. Até o momento, o jogador vem tendo grande desempenho. Isso demonstra um ponto essencial: em três ligas do top-5 da Europa, João Félix não demonstrou seu talento. Agora, em ligas fora desse eixo – a portuguesa e a saudita – o atacante vem brilhando. Por isso, e por tantas oportunidades acumuladas em outros ambientes, em outras chances de ouro e com diferentes contextos, João Félix não brilhou. Após isso, o argumento de que ele é mídia disparou.
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Como se não bastasse o contexto de clubes, na seleção João Félix também não tem tantos argumentos. Em Portugal, o jogador era visto como o próximo protagonista após a era Cristiano Ronaldo. Porém, isso nunca aconteceu. Suas atuações também eram apenas lampejos, o que não sustentava o possível protagonismo. Para além, perdeu pênalti decisivo na Eurocopa de 2024, o que pesou ainda mais contra sua imagem.
Mas afinal, João Félix é Craque ou é Mídia? 🤔
Com tudo isso posto, chegou a análise final. O jogador teve uma carreira inconsistente, foi cercado de expectativas, foi a contratação mais cara da história do Atlético de Madrid e pouco demonstrou isso em campo. O trabalho de defender João Félix era difícil, pois é cristalino que o português é mais mídia do que craque.
João Félix teve apenas uma temporada verdadeiramente boa em sua carreira, logo no início. É claro que essa temporada foi estrondosa – ele carregou o Benfica ao título antes dos 20 anos, em um campeonato competitivo. Porém, o que veio pela frente foi um show de inconsistência, descomprometimento e displicência. Não à toa, aos 25 anos, após rodar por clubes gigantes, o jogador foi parar na Arábia Saudita.
Mas não se engane: João Félix tem talento. O que pesa contra ele é o seu comprometimento com o esporte. Na verdade, o jogador é relativamente novo, com 25 anos, e tem muita lenha para queimar. Porém, até o momento, o veredito é claro: ainda é considerado mídia.
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