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Com dupla nacionalidade, jovem se profissionaliza aos 16 anos nos EUA

Alana Yasuda nasceu na Flórida e tem pais brasileiros

Giselly Correa Barata
São Paulo (SP)
Dia 05/03/2026
18:06
Alana Yasuda, brasileira do Fort Lauderdale United FC, da USL Super League. (Divulgação)
imagem cameraAlana Yasuda, brasileira do Fort Lauderdale United FC, da USL Super League. (Divulgação)

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Aos 16 anos, Alana Yasuda já atravessou etapas que, para muitas jogadoras, levam temporadas inteiras. Nascida em Fort Lauderdale, na Flórida (EUA), filha de brasileiros de Vitória (ES), a atacante assinou contrato com o Fort Lauderdale United FC e passou a integrar o elenco principal de uma liga profissional nos Estados Unidos.

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— Assinar meu primeiro contrato profissional com 16 anos é uma sensação incrível. É a prova de que o trabalho está valendo a pena — disse ela, em entrevista ao Lance!.

A profissionalização nos EUA

Em um evento em janeiro, Alana terminou entre as 11 melhores e o desempenho abriu a porta para um mês de treinos com o grupo principal. Ao fim do período de avaliação, o convite para permanecer.

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"Eu dou minha vida para o futebol", disse a atacante, ao explicar a escolha por estudar online e treinar duas vezes por dia. No sistema educacional americano, a rotina híbrida não é padrão, mas foi o caminho encontrado para ampliar a carga de treinos. Antes mesmo de ser chamada ao profissional, acordava para a primeira sessão, estudava e voltava ao campo à tarde.

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Canhota, atua pelas duas pontas, como meia central ou referência. Cresceu vendo o pai jogar e decidiu cedo que tentaria o mesmo percurso.

— Quando comecei a chutar a bola, eu amei. Falei para mim mesma que queria jogar quando crescesse — relembra ela.

O contrato chega num cenário competitivo. A USL Super League divide espaço com outras ligas nacionais, num modelo diferente do brasileiro, e reúne atletas emprestadas ou negociadas por franquias da elite. No elenco, há jogadoras com passagem por clubes como o Orlando Pride, adversário de amistoso marcado para esta semana.

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Passagem pela base da Seleção Brasileira

Aos 14 anos, Alana viveu a primeira convocação para a Seleção Brasileira Sub-15, em período comandado por Simone Jatobá. Em Sorocaba, marcou gol em amistoso.

— Foi um monte de emoções naquele dia — resumiu. Desde então, voltou ao Brasil em outras oportunidades, como quando treinou duas semanas no sub-20 do Flamengo e absorveu o contraste de cultura e intensidade. — Aprendi coisas que levo para cá — completa Alana.

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Alana Yasuda na Seleção Brasileira.
Alana Yasuda na Seleção Brasileira.

Também buscou repertório fora do eixo Estados Unidos–Brasil. Passou cerca de um mês no SC Braga, em Portugal. Define a experiência como técnica, de ajustes finos, e diz que ganhou confiança para aplicar conceitos no atual clube.

A dupla nacionalidade a coloca no radar das federações. Questionada sobre a possibilidade de defender os EUA, foi direta: prioriza quem a chamar, mas, se o Brasil a convocar, a escolha está feita. O plano declarado é competir no nível mais alto possível e, se houver oportunidade, atuar na Europa.

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