Ex-presidente do Barcelona cita Neymar ao falar de problemas do clube
Ida do astro ao PSG disparou folha salarial do Barcelona

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Josep Maria Bartomeu, presidente do Barcelona entre 2014 e 2020, concedeu entrevista à Catalunya Rádio na segunda-feira (23) e fez uma análise sobre sua gestão à frente do clube catalão. Em um dos momentos da conversa, o ex-dirigente apontou a saída de Neymar como o ponto de partida para os problemas financeiros que se agravaram nos anos seguintes.
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Bartomeu afirmou que a folha salarial do clube disparou após o PSG pagar a cláusula de rescisão do brasileiro em 2017. Segundo ele, o clube catalão passou a ter dificuldades para segurar outros jogadores diante do poder econômico de clubes estatais e da Premier League.
– A folha salarial disparou após a saída de Neymar; o PSG o contratou pagando sua cláusula de rescisão. A partir daí, começamos a ter dificuldades para impedir a saída de outros jogadores, porque os clubes estatais e a Premier League têm um imenso poder financeiro. Nosso rival era a Premier League, devido à sua força econômica – disse Bartomeu.

O ex-presidente explicou que, para evitar a saída de outros atletas, o clube precisou aumentar cláusulas de rescisão e fazer renovações contratuais.
– Mais do que os salários, foi necessário aumentar as cláusulas de rescisão. Aumentamos a cláusula de Messi de 400 para 700 milhões; também aumentamos as cláusulas de Alba e Busquets para evitar que outros clubes fossem tentados a contratar seus talentos – completou.
A saída de Messi e a pandemia
Bartomeu também comentou o episódio de 2020, quando Messi pediu para deixar o clube por meio de um burofax. O ex-dirigente disse que recusou a saída porque o argentino era o principal ativo e fonte de receita do clube. Messi acabou ficando até o fim do contrato e depois se transferiu para o PSG em 2021, já sob a gestão de Joan Laporta.
O ex-presidente defendeu sua gestão e atribuiu parte das dificuldades financeiras do clube à pandemia de Covid-19, que causou uma queda de receita de 500 milhões de euros nas temporadas 2019/20 e 2020/21.
– Não foi um legado ruim. É um legado com alguns pontos positivos e outros nem tanto, mas totalmente condicionado pela Covid. Naquela época, o Barça era um clube em boa posição esportiva e financeira, crescendo e gerando receita. A Covid fez com que a receita despencasse – afirmou.
Bartomeu também criticou a gestão atual do Barcelona, especialmente em relação à obra do novo Camp Nou, que considerou atrasada e mais cara do que o projeto de sua gestão. Ele deixou o cargo em outubro de 2020, após um processo de votação de desconfiança.
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