'Era desesperado para sair de lá', diz ex-Real Madrid
Paco Pavón revelou bastidores da época "Galática" do clube

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Paco Pavón, ex-zagueiro das categorias de base do Real Madrid durante a era "Galáctica", quebrou o silêncio sobre os bastidores de sua saída do clube. Em entrevista ao podcast "Offsiders", o ex-jogador relembrou o período em que dividiu o vestiário com lendas como Figo, Ronaldo, Beckham e Zidane, mas destacou um sentimento de mágoa em relação à gestão de sua carreira nos momentos finais de sua passagem pelo Santiago Bernabéu.
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A política implementada pelo presidente Florentino Pérez, conhecida como "Zidanes e Pavones", visava mesclar grandes estrelas internacionais com talentos formados em casa. No entanto, Pavón revelou que, em 2006, sentiu-se prejudicado pela diretoria durante uma tentativa de transferência para o Villarreal.
— O Real Madrid me tratou mal. Eu tinha uma oferta para ir ao Villarreal e estava tudo acertado. Depois houve troca de presidente, chegou o Ramón Calderón e tudo foi interrompido no último momento — afirmou o ex-defensor.

Promessas não cumpridas e "desespero" para sair
O ponto central da frustração de Pavón ocorreu na pré-temporada de 2006/07. Com a chegada do zagueiro italiano Fabio Cannavaro, recém-campeão do mundo, o espanhol percebeu que perderia espaço. Contudo, ele relatou ter sido impedido de sair pelo então diretor esportivo, Predrag Mijatović, sob a promessa de que seria utilizado. A realidade, porém, foi diferente: Pavón atuou em apenas duas partidas naquela temporada.
— Me reuni com o Mijatovic na pré-temporada na Áustria, porque vi que tinha chegado o Cannavaro e que eu não iria jogar. Ele me disse: "não, você vai jogar aqui". E joguei dois jogos o ano inteiro. Me disseram que contavam comigo. Para quê? Para me colocar o colete nos treinos? Dava pena, mas, esportivamente, eu estava desesperado para sair dali — desabafou.
Pavón só deixaria o clube no ano seguinte, transferindo-se para o Real Zaragoza, onde atuou por três temporadas antes de encerrar a carreira no AC Arles-Avignon, da França, em 2011.
O orgulho do legado e a admiração por Zidane
Apesar do desfecho amargo, Pavón afirmou sentir orgulho de ter seu nome associado a uma das eras mais icônicas do futebol mundial. Para ele, o lema criado por Florentino Pérez serviu para validá-lo como uma referência da base madridista. O ex-jogador também recordou a convivência com Zinedine Zidane, destacando a qualidade técnica do francês mesmo nos momentos de adaptação.
— No começo, as coisas não saíam bem para o Zidane, mas eu o via nos treinos e ele era espetacular. Eu pensava: "ele é o melhor, com uma diferença enorme…". Foi a pressão de chegar ao Madrid. Depois ele fez o que fez — concluiu.

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